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MINHA VIDA GAY

O gay heteronormativo.


IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


Crise entre gays

O gay afeminado, aquele que tem trejeitos e vive toda uma cultura gay (em maior ou menor envolvimento), se apresenta assim por pura forçação de barra? A mim, a resposta é não. Existem “infinitos” aspectos sobre a identidade sexual e de gênero que faz um gay ser, como dizem, afeminado. Estamos falando de pura psicologia, desde o nascimento da criança (quiçá ainda no ventre materno) aos traços de personalidade que fazem uma pessoa, um gay no caso, construir sua identidade. O Felipe Abe, do Põe na Roda, por exemplo… “ele é ele”, naturalmente. Acho importante a gente tirar da cabeça (a bobagem) de que gays afeminados sejam como são de maneira forçada, por traumas ou por questões x ou y. Isso é meio que um equívoco já que todos nós somos o que somos por traumas e questões x e y. Não existem ocorrências específicas e definidas para que um gay seja menos ou mais afeminado.

Na diversidade humana, algumas pessoas tem certa tendência a querer enquadrar outras pelo puro exercício de autoafirmação. O que muitos gays fazem com g0ys, por exemplo, é o caso. Essa pluralidade está aí, a nossa frente todos os dias: são homens heterossexuais mais delicados, mas que nem por isso são gays. São mulheres mais firmes e de uma postura mais masculinizada mas que são heterossexuais. São transgêneros, transexuais, estes últimos com atração por alguém do mesmo sexo ou pelo sexo oposto. São g0ys, guines e vou dizer que é sempre bom revisitar certos lugares e voltar a alguns hábitos que – atualmente só consigo realizar solteiro – para que a minha visão se amplifique.

Com o olhar aberto novamente, notei esse tema em pauta (se não me engano como artigo do Catraca Livre), sobre o gay heteronormativo. Uma crítica bastante contundente contra esse “tipo” gay. A parte que me pareceu mais ofensiva, foi certa bandeira que alegava que é o gay afeminado que sempre abriu as portas – com muita luta – para uma sociedade mais inclusiva e, por este feito, mereciam total respeito. Achei a colocação infantil, generalista e preconceituosa pois o sentido de inclusão nada tem a ver com a forma que um gay se apresenta ao mundo. Muitos desses “gays heteronormativos” talvez não tenham tantos holofotes, não demandem de tanta atenção e palco e sei que muitos gays afeminados gostariam de evitar também tais elementos ao máximo. Como leitor, o artigo em si me pareceu um tanto esdrúxulo, uma apelo neste contexto nacional no qual – para se expressar cultura, sapiência e inteligência – utilizamos de maneira involuntária um jeito maniqueísta de ser: “bandidos e mocinhos, heróis e vilões” e achamos que estamos arrasando.

Talvez eu seja um desses gays heteronormativos e não sei onde, quando e como eu me tornei uma ofensa, ameaça ou desgosto para o gay afeminado. Dos meus namorados, 3 ou 4 foram e são mais femininos ou delicados. O MVG, talvez, seja a prova mais concreta (meu desencargo de consciência) que um “gay heteronormativo” está preocupado, atento e doando parte de seu tempo para “iluminar” a mente de outros gays. Aliás, fico me perguntando o que é ser um “gay heteronormativo” pois a crítica se fez no artigo em questão, mas não se definiu em conceito do que se trata. Seria um gay que “fala igual homem”? Ou que goste de futebol ou surfe? Que não tem envolvimento com Lady Gaga, Madonna e Divas?

Labels on labels, rótulos sobre rótulos. Para quê?

Um gay heteronormativo deveria ser mais afeminado? Soltar o cabelão na pista? Ser reativo mediante qualquer afronta? Assumir semanalmente uma postura reacionária? Curtir determinados lugares e usar certas gírias?

Eu sinceramente acho que, muitas vezes, subaproveitamos do potencial intelectual. Entendo que o contexto atual da pano para manga para que, a qualquer momento, criemos vilões para assumir um papel de herói. Mas menos, não? Muito menos.

Que necessidade é essa, se não a autoafirmativa, de buscar expressões para dar algum sentido de superioridade ou proteção a determinado subgrupo de um grupo? A troco de quê?

Fora essa crise, eu tenho alguns pensamentos: sempre existiu e sempre existirão homens gays que se identificam com a identidade de gênero feminino. Seja em gostos, trejeitos e hábitos ou relacionado aquilo que imaginamos que seja propriedade de gênero. Sempre existiu e sempre existirão os tais “gays heteronormativos” que se identifica mais com o gênero masculino. No mais, é preconceito e fobias entre as partes que é coisa para o divã. No final, um gostaria de ter ou ser um pouquinho mais do outro.

Espero que essa expressão – gay heteronormativo – não seja fruto de um recalque.

"Descobrir que eu era menino me chocou".


Valéria Houston foi a primeira transexual a ganhar o prêmio "Mulher cidadã"


Primeira transexual a receber o troféu "Mulher Cidadã" luta contra preconceito e deseja que outras trans ganhem o prêmio.

Pela primeira vez na história, o troféu "Mulher Cidadã", concedido às mulheres de destaque na sociedade Do Rio Grande do Sul, foi entregue à uma transexual. A cantora Valéria Houston foi premiada e confessou que não sabia o quanto isso significava. "Já tinha dado uma importância imensa para o prêmio por não estar só representando a mim, mas toda uma fatia da população, que são as trans. Principalmente as trans negras. Então, pra mim, isso foi de uma importância sem poder medir".

Primeiro casal gay se casa na Ucrânia após 4 anos juntos.




Tymur Levchuk e Zoryan Kis foram o primeiro casal a se casar em Kiev, Ucrânia. Eles estão juntos há 4 anos e decidiram se unir no dia 9 de Abril.

Infelizmente, o país não reconhece a união e para responder a essa questão, os dois decidiram organizar sua própria cerimônia.

“Nós decidimos que iremos registrar nosso casamento na Ucrânia quando isso se tornar possível”, disse Kis.

Vale lembrar que a homofobia continua presente no país e os dois alegam terem sofridos inúmeros ataques de homofóbicos.

Valeria Lutkovska, responsável pelos direitos humanos do local, respondeu ao post feito pelo site Kyiv alegando que o país não está pronto para viver com pessoas homossexuais.

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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. #InternetJusta : https://www.youtube.com/watch?v=PphCsvyXrCI

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