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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Mississippi aprova pacote homofóbico de leis e governador deve assinar.




Uma reviravolta nos direitos gays nos EUA está perto de se tornar uma triste realidade. O Estado do Mississipi, no Sul, aprovou um pacote com leis anti-LGBT que permite a discriminação de forma legalizada no estado. A lei 1523 aprovada no Senado do estado na quarta-feira,  apelidada da Ato de Proteção à Liberdade de Consciência, defende não apenas a liberdade religiosa como motivo para discriminar, como aprovado em alguns estados, mas qualquer recusa ou opinião baseada nas visões religiosas de que o casamento é apenas entre um homem e uma mulher e que o gênero se refere à anatomia corporal de alguém, apesar de haver legislação federal que garante estes direitos individuais. A lei se refere ainda ao sexo antes do casamento, dando  direito de manifestar contrariedade por crença religiosa!!!
 
Ou seja, pela lei, uma mulher poderia ser demitida por usar calças, vestimenta considerada masculina, ou por não ser virgem e solteira... Um médico poderia se negar a atender um paciente homossexual, ou mesmo uma adoção ser negada se o um funcionário do Estado que acredita nestes valores verificar que o casal hétero morava junto antes de se casarem legalmente.
 
A lei com forte teor religioso e puritano protege os “crentes” de penalidades, perda de contrato ou benefícios, multas ou de qualquer penalidade por suas ações decorrentes de sua fé. Na semana passada, a Carolina do Norte aprovou lei similar porém branda se comparada a esta, em que defendia a liberdade de pensamento e direito de recusa por pessoas que discordassem de qualquer questão relacionada aos direitos LGBT.

 Maçons de dois estados votam proibição a membros gays nos EUA.




A Grande Loja Maçom do Tennessee, nos EUA, teria expulsado um casal membro gay depois que este se casou e ainda teria votado pela manutenção da proibição de membros homossexuais dentro do grupo. Como as reuniões são independentes e secretas, a notícia foi confirmada por um jornal local com dois membros que discordaram da decisão ocorrida na semana passada em Nashville. Mark Henderson e Dennis Clark se casaram no ano passado em Somerville, Tennessee, e receberam uma carta avisando que seriam julgados por condutas não masônicas. Inspirados no Tennessee, a Grande Loja da Geórgia também teria criado uma proibição para homossexuais que ousam se assumir publicamente.

Intolerância: Arábia Saudita acredita que haja mais  gays no país por causa da internet.


País tem uma das penas a homossexuais mais severas do mundo


Um jornal da Arábia Saudita acredita que houve aumento de práticas homossexuais no país por causa da internet.

O Okaz escreveu que as pessoas estão se tornando mais corajosas sobre suas “anormalidades”. A publicação relata que houve mais de 35 casos contra gays nos últimos seis meses na nação do Oriente Médio.

O jornal também diz que promotores de justiça estão pressionando para que o país puna com a morte todos os gays processados – a pena de morte existe por lá, mas muitos homossexuais recebem outras punições como chibatadas, trabalhos forçados e prisão.

Arábia Saudita quer executar gays que mostrem sua sexualidade na internet.



Embora grandes metrópoles em todo o mundo estejam cada vez mais abertas para a comunidade LGBT, infelizmente ainda existem lugares que vão na contramão.

A Arábia Saudita é um dos países que ainda não veem a homossexualidade com bons olhos.  Segundo informações de fontes secretas, o governo do país está elaborando punições ainda mais duras para aqueles que forem considerados homossexuais.

Também existe um plano para diminuir o alcance da internet porque, para eles, as mídias sociais têm um papel central no crescimento da comunidade LGBT no país. De acordo com o jornal Okaz, nos últimos seis meses a polícia relatou 35 casos de homossexualidade e 50 casos de cross-dressing e “perversão sexual” na Arábia Saudita.

O sistema judiciário do país afirma que tem ocorrido um aumento de “pervertidos” mostrando “seus pecados e obscenidades” em público por meio das redes sociais.  Nos últimos meses, os homossexuais estão enfrentando um cerco cada vez mais apertado das autoridades sauditas.

Um homem foi preso na semana passada por ter hasteado a bandeira do arco-íris fora de sua casa, na cidade de Jeddah, por exemplo. Ele foi levado para a delegacia pela polícia religiosa horas depois de ter pendurado a bandeira. No fim do dia, o homem foi libertado sob a alegação de não saber o que a bandeira representava.

Outro caso recente envolve um homem com cerca de 50 anos de idade, que foi preso sob a acusação de estar tentando conseguir encontros com outros homens pela internet. Após a prisão, ele implorou perdão para a polícia e disse que não faria isso novamente.

As atitudes das autoridades têm gerado revolta nas redes sociais. Uma hashtag, #I_am_gay_will_not_be_deterred (“eu sou gay e não serei dissuadido”, em tradução livre), foi criada para tentar combater a situação. Atualmente, o governo da Arábia Saudita pune pessoas abertamente gays com multas, chicoteamento e sentenças prisionais. Em segunda instância, o acusado ganha uma sentença de morte por meio de execuções à tiro.

Todos bem-vindos! Contra preconceitos, time de Marta passa a usar bandeira LGBT na camisa.




O Rosengard FC, time no qual a craque brasileira Marta atua, resolveu demonstrar apoio à causa LGBT nos uniformes. A partir de agora, o time vai passar a jogar com uma bandeira do arco-íris (símbolo LGBT) na parte traseira das camisetas.

A equipe chegou a ser proibida pela UEFA de jogar com a camiseta nas quartas de final da Champions League Feminina (o time joga contra o FFC Frankfurt, da Alemanha). Mas, de acordo com o clube, os problemas foram resolvidos.

O Rosengard é a primeira equipe de futebol do país a jogar com uma bandeira do arco-íris na camisa. "É importante que nós sejamos modelos para mostrar que tudo é realmente bem-vindo", disse a zagueira do time Anita Asante.

De acordo com a jogadora, que é inglesa, colocar a bandeira LGBT é uma forma de dizer que todos são bem-vindos: “Ter a bandeira do arco-íris em nossas camisas ilustra abertura do nosso clube. Isso mostra que damos as boas vindas a todas as pessoas, de diferentes origens, diferentes identidades”.

A brasileira Marta joga na equipe desde 2014. Neste ano, ela é um dos principais destaques. Em quatro jogos na Champions League Feminina, ela já marcou cinco gols. No momento, Marta está com seleção brasileira na Copa Algarve, em Portugal.

CPI quer investigar "desvios ideológicos" na Educação para combater diversidade nas escolas.




Pelo jeito a bancada evangélica e conservadora não quer saber de livros que mencionam homossexuais nas escolas. Depois de barrarem o que chamaram de kit gay em 2014, aulas com tema na homossexualidade, e retirar qualquer menção a educação sexual ou de gênero nos planos de educação, a intolerância chega ao cúmulo de propor criar uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para verificar se os alunos estão sendo deseducados para a diversidade com eles querem.

O deputado federal Victório Galli (PSC) com apoio de Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PS-RJ) quer criar uma comissão para averiguar se de fato os professores estão respeitando a censura imposta pelo parlamento, seguida por muitas câmaras municipais. Serão necessárias 170 assinaturas para instaurar a comissão investigativa.  Segundo o entendimento destas pessoas, falar em homossexualidade ou heteronormatividade incentivaria a curiosidade dos jovens para um comportamento qual condenam publicamente.

Então livros clássicos como “Sertão Veredas” não poderiam ser lidos, ou até mesmo a Bíblia que contem o amor entre Jonatas e David, ainda livros de história sobre os gregos ou o famoso Exército de Tebas, composto por amantes. Ou mesmo citar que personagens importantes da história da humanidade eram gays como DaVinci, Michelangelo, Santos Dumont, entre outros.
 
"Toda a sociedade deve participar, visto que o preconceito é contra evangélicos, contra padres, gordinhos, magrinhos, crianças que tem dificuldade na aprendizagem, etc. Não é um problema sofrido somente por um determinado grupo social. Sempre faço questão de citar Clodovil e Vera Verão, que publicamente assumiam sua opção sexual, e foram celebrados pelos brasileiros, fosse artista ou político. Eles não impuseram suas opções sexuais para o restante da população, antes respeitavam e sempre foram respeitados", argumentou o autor da proposta.

Galli disse ainda que "Ninguém deve tocar no assunto da vida íntima de ninguém, cada um tem seu livre arbítrio. Esta é a verdade e deve ser dita, e claramente repetida. Criticamos, sim, o projeto revolucionário — totalitário por natureza — que visa impor uma ideologia, determinar as escolhas das pessoas, como se alguns fossem os donos da verdade e soubessem o que é bom para os outros, sem respeitar sua liberdade de escolha, em especial ferindo de morte a família, a célula-mãe de qualquer sociedade", continuou ele que ainda propõe um controle sobre os estudos do marxismo nas escolas.

Abaixo, exemplo de livro "barrado" no Recife por mencionar casais do mesmo sexo:


Despreparo: Professores ainda não sabem reagir às agressões contra homossexuais nas escolas.




Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, mostrou que 32% dos homossexuais entrevistados afirmaram sofrer preconceito dentro das salas de aula e também que os educadores ainda não sabem reagir apropriadamente diante das agressões, que podem ser físicas ou verbais, no ambiente escolar.

Os dados, segundo os pesquisadores, convergem com aqueles apresentados em pesquisa do Ministério da Educação que ouviu 8.283 estudantes na faixa etária de 15 a 29 anos, no ano letivo de 2013, em todo o país, e constatou que 20% dos alunos não quer colega de classe homossexual ou transexual.

A professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE) da Ufscar, que é uma das autoras do estudo, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.

“A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, este e outros estudos de gênero e sexualidade “contribuem para levantar questões e pensar em ações na escola em uma perspectiva da educação para diversidade e, desse modo, para uma educação que combata a discriminação e preconceitos, as violências de gênero, violência contra mulher e a violência homo, lesbo e transfóbica”.

Para a pesquisadora, a escola tem que ser um espaço aberto à reflexão e de acolhimento aos alunos em sua individualidade e liberdade de expressão.

Para a promoção da diversidade e dos direitos humanos nas escolas, de acordo com a pesquisadora, é necessária a formação de educadores para a questão.

“É necessário que a formação de professoras e professores tenham um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e sexualidade, com disciplinas obrigatórias que tratem do tema. É fundamental também que se desconstruam as resistências para se falar da diversidade sexual e das diferenças, bem como das desigualdades persistentes e estruturais em nossa sociedade que são, sim, produtoras das violências”, disse.

Plano Municipal de Educação

O tema da educação para a diversidade foi bastante debatido no ano passado durante a formulação dos Planos Municipais de Educação (PME), projeto que tem o objetivo de nortear o planejamento da educação para a cidade nos próximos 10 anos. Na capital paulista, após muitas discussões e protestos favoráveis e contrários, o projeto de lei que trata do PME foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, em agosto de 2015, mas o texto não incluiu questões de gênero e sexualidade.

Na época, o vereador Ricardo Nunes se referiu ao assunto como “ideologia de gênero” e justificou a retirada do tema do PME com referências a Deus e à religiosidade. Ele acredita que a educação relacionada à sexualidade cabe à família.

Já a vereadora Juliana Cardoso ressaltou os diferentes modelos de família que existem hoje. Algumas têm mulheres como chefes de família, pais homossexuais ou heterossexuais, somente pai ou somente a mãe, avós como referência materna e paterna, entre outros casos. “Essas famílias precisam ser visibilizadas na escola, porque refletem a realidade brasileira”, disse na ocasião.

Ela elencou ainda algumas mentiras, que estariam sendo disseminadas sobre a inclusão de gênero no PME, e disse que a exclusão de banheiros separados, os professores ensinando os alunos a serem transexuais e a destruição da família não correspondem à realidade: “queremos discutir gênero nas escolas para garantir respeito à diversidade.”

A pesquisa da Ufscar apontou ainda que os ambientes familiar e religioso também são locais predominantemente de discriminação devido à orientação sexual. Com isso, os pesquisadores acreditam que a análise das questões familiares e religiosas como causadoras da violência homofóbica deve estar na agenda de proposições e ações para que haja superação desses problemas no cotidiano escolar.

“Apenas aceitando o desafio de um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e diversidade sexual é que se torna possível superar as dificuldades de se implantar uma perspectiva de gênero nas escolas e, assim, trazer para a cena a família e a comunidade de seu entorno”, disse Mendonça.
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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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