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Ser gay e uma escolha?



Acho fantástico quando alguém diz que é escolha...
E fico pensando nos anos em que me torturei tentando lutar contra a atração que sentia por outros homens... 
Penso no quanto foi complicado lidar com aquele primeiro amor... 


Nossa, se me tivesse sido possível escolher... Se não fosse algo realmente tão forte e instintivo, é óbvio que eu não teria escolhido ser homossexual, e viver 46 anos marginalizado em uma sociedade onde a heterossexualidade é compulsória. 



Lembro bem o quanto eu me achava inadequado, e não entendia o que se passava comigo... 

Acho que foi isso que me deu a fome de saber, de ler, de absorver conhecimento.



Somos criados para os papéis de Homem Hetero e Mulher Hetero, desde os contos de fadas que nos contam na hora de dormir na infância. 

Lembro que eu achava sempre as Fadas e Bruxas mais interessantes que a princesas e o príncipes, talvez já fosse uma inclinação natural, quem sabe.(?) 



De repente tudo aquilo era certinho demais para mim, e os personagens fantásticos abriam infinitas possibilidades... ;)

A gente não tem um referencial, e cresce sem ele, mas já sabe desde muito cedo que tem qualquer coisa diferente. 



Escolha? Não, eu não tive escolha. 

Eu nasci gay. 



A única escolha que me deram foi o armário, ou a marginalização perante a sociedade. 
E minha Orientação foi tão mais forte que minha razão, que optei de peito aberto a segunda alternativa

Enviado por anónimo 



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Postado por Estagiario | (3) Comente aqui!

3 comentários:

  1. O processo de heterossexualização a que todos nós somos expostos é de uma violência sem tamanho. Ao longo da vida, lésbicas, gays, bissexuais e de forma ainda mais intensa as pessoas trans, têm de lutar contra o mundo, contra os valores institucionalizados e em última instância até contra si mesmas, para conseguir sobrepor-se ao rolo compressor da cultura machista e heteronormativa que pretende nos acondicionar em caixas estereotipadas e imutáveis.
    A vida de homossexuais que decidem não enganar a si nem aos outros no que compete a sexualidade, é marcada por uma trajetória de luta e opressão, pois estas pessoas oferecem o rosto e até a vida aos tapas do preconceito, as "lâmpadas" da homofobia e às mãos dos agressores. Lutamos, resistimos e morremos, para depois ouvirmos que poderíamos ter escolhido diferente ou que escolhemos passar por tudo isso, na verdade a discussão não deveria pautar-se nas escolhas ou destinos, mas no respeito e tolerância, pois não cabe a violência gratuita porque o outro não aceita minha felicidade ou forma de amar. A decisão por não viver em armários invisíveis ou sucumbir aos desígnios de uma sociedade hipócrita e machista, deve ser seguida de um alívio de vitória e não pelo peso do fardo do medo e constrangimento.
    A luta pela dignidade não deve parar jamais. Pouco importa como amamos para o outro, mas todos nós escolhemos ser respeitados, independentemente de qualquer coisa.

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  2. Eu acho que informações sobre nós deveria ser ensinada nas escolas, porque assim mudaria essa falsa percepção de algumas pessoas de que, todo o nosso SOFRIMENTO poderia ser evitado.
    Me dói quando alguém diz: "Eu respeito as escolhas deles e não tenho nada contra". Mesmo tentando dizer que não tem nada, só a palavra "Escolha" já é meio que uma ofensa.

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  3. Essa frase: "opção sexual", é algo que não existe. Ninguém tem opção, ninguém um belo dia decide: "vou ser gay", ou "vou ser bi ou hétero". Mais um absurdo que inventaram para discriminar e estigmazizar os homossexuais.

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