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CONFISSÕES DO DIVÃ





Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal idéia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje.


Queremos adotar nosso primeiro filho... Será que estamos prontos?

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com


 


Nós vivemos juntos há nove anos, temos casa própria, conquistamos nossa relativa estabilidade financeira e agora estamos pensando em adotar uma criança. Queremos constituir nossa própria família e embora nós conversemos muito sobre isso, ainda nos sentimos inseguros. Questionamo-nos se estamos prontos? Seremos bons pais? Como podemos ter essa certeza?                   

Altamir, 31 anos e Pierre, 38 anos  
     
             
Altair e Pierre questionam-se sobre algo que não é frequente em casais que decidem ter filhos. Isso porque a maioria dos casais preocupa-se e depositam suas expectativas sobre as crianças.


É mais recorrente termos casais que pensam sobre o impacto que o filho/a terá sobre a relação e sobre o lugar que essa criança ocupará na família. Ainda nessa lógica os casais costumam idealizar demais os filhos e traçarem desde muito cedo os caminhos que desejam que a criança siga, passando a depositar na criança expectativas em relação à carreira profissional, social, enfim.


Certamente isso não é saudável nem para o casal e muito menos para a criança. Pois esse filho chega com ‘a missão’ de dar conta das muitas expectativas desses pais.


O questionamento de Altair e Pierre é o inverso. O que demonstra a princípio muita responsabilidade em relação a essa nova etapa de suas vidas.

Excelente! Suas expectativas e ansiedades parecem estar relacionadas em torno de vocês e do quanto estão prontos.


Primeiramente eu devolvo a pergunta: Vocês se sentem prontos? Ou melhor: É possível estar totalmente pronto para lidar com essa nova fase? Como poderiam saber que estão prontos? Como deveria se sentir um homem pronto para ser pai?


Esses são questionamentos muito importantes. Em geral podemos pensar que é difícil estarmos prontos para uma situação cujas demandas e especificidades não podemos prever.  

           
Vejam bem, vocês partem de um questionamento que se for mantido durante as diversas etapas dessa paternidade, seguramente nos sinaliza que vocês sempre estarão pensando e tentando dar o melhor que podem. Isso já é um grande diferencial que irá certamente aproximar-los mais daquilo que entendem por ‘bons pais’.


Por fim, essa decisão cabe apenas ao casal, são vocês em ultima instância que podem dizer se estão prontos. Pode ajudar pensar que vocês terão o apoio um do outro durante essa jornada e que embora muitas dificuldades possam surgir estarão juntos para se apoiarem e lidar com cada uma delas.




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Postado por Mac Del Rey | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. Nossa, há quantos anos eu não entrava no blog. Acompanhei por um bom tempo em seus primeiros anos, ainda na década de 2010, haha. Gostaria de saber como estão Dino e Pablo. Estão juntos e felizes?

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  2. Boa explanaçao do Dr. Alexandre. Em casais que tem filhos, geralmente, os pais depositam expectativas que PODEM , no futuro, dar ou não o retorno desejado. Os filhos devem ser criados para o MUNDO, com os seus defeitos e virtudes. A medida que os filhos crescem, eles terão de fazer opções, que talvez, não correspondam com os desejos dos pais.

    Vemos com frequência, a frustração de casais heterossexuais que `descobrem`` a orientação sexual dos filhos a medida que crescem e ficam desapontados com objetivos ja definidos para os filhos (ter sucesso profissional, casamento, e filhos).

    Essa definição ``pre-estabelecido`` ou conservador, tem mudado bastante através dos tempos.

    Desta forma, creio que os casais não devem ter expectativas conforme seus desejos em relação aos filhos. A vida molda e os pais devem traçar caminhos na educação delas, sustento, apoio e amor são essenciais para uma boa formação moral.

    Seja o que os filhos se tornem, os pais devem respeitar os dons, defeitos, aptidão e talentos deles.

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