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CONFISSÕES DO DIVÃ





Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje.

Ansiedade: Quando ela deve ser tratada

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com


 

Minha mãe tentou me obrigar a procurar um psiquiatra pois achava que havia algo errado com meu comportamento. Depois de muitas conversas eu disse a ela que não iria e não fui. Ela conversou com uma amiga médica que disse que eu tenho problema de ansiedade. Nossa convivência desde então tornou-se um inferno. Fiquei furioso por que agora minha mãe encontrou “uma resposta” para todos os meus problemas. Eu não concordo muito com isso. Mas não consigo argumentar muito com ela. Gostaria de entender melhor o que é ansiedade e qual o tratamento.  Obrigado.
Emerson, 21 anos
          

Podemos afirmar que existem dois tipos de ansiedade: a normal (odeio esse termo, mas é assim que a definem) e a patológica.

O que chamamos de ansiedade normal é aquela que sentimos quando estamos diante de uma situação real, como falar em público, conhecer uma pessoa importante, uma prova na escola. Ou mesmo em situações reais de risco, como um acidente de trânsito, um assalto, o elevador quebrar com você dentro.

É de extrema importância, pois em contextos como esses, por exemplo, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas consequências. Portanto a ansiedade é uma reação natural e necessária para a autopreservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas.

A ansiedade patológica, também chamada de transtornos de ansiedade é diferente. A pessoa pode apresentar os sintomas de um ataque de ansiedade sem estar diante da situação desencadeadora da ansiedade, ou se estiver, ter uma reação exagerada e desproporcional a situação real. Desta forma, os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico.


Vou apontar alguns sintomas, mas é importante salientar que tanto na ansiedade normal como na patológica são comuns alguns desses sintomas abaixo. O que vai diferenciar o normal do patológico é o contexto e a intensidade das reações.

    Desconforto corporal subjetivo durante o estado de ansiedade;
    Sensação de aperto no peito, na garganta;
    Dificuldade para respirar;
    Fraqueza nas pernas;
    Sensação de frio ou vazio no estômago;
    Sudorese;
    A pessoa também pode ter a sensação de terror, horror, alarme, pânico e a emoção é desagradável;

É preciso a avaliação do profissional para saber que tipo de tratamento é indicado para cada caso. O tratamento pode ser:
    Só com psicoterapia
    Só com medicamento
    A utilização dos dois

Não esqueça que cada caso precisa ser avaliado cuidadosamente antes de decidir qual tratamento utilizar. Para os casos de ansiedade de origem física, o uso do medicamento basta.

Por outro lado, há aqueles casos que a causa é comportamental (psicológica), usar o medicamento para esses casos é um equívoco, pois tão logo se pare com o uso do medicamento os sintomas reaparecem. Para esses casos são necessárias mudanças comportamentais e cognitivas. Será preciso entender o que está causando/desencadeando a ansiedade para então mudar. O medicamento não pode fazer isso. Do mesmo modo como a terapia não pode fazer o papel do medicamento.

Mas sabemos que vários estudos vêm mostrando eficácia nos resultados quando se utilizam os dois tratamentos, medicamento e terapia comportamental-cognitiva na solução desse problema.




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Postado por Mac Del Rey | (1) Comente aqui!

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