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MINHA VIDA GAY

Apaixonado pelo melhor amigo.




POR: MVG


Do  Minha Vida Gay, outro tema, diz respeito a esse tema: “sou gay e estou apaixonado pelo meu amigo”. Esse “amigo” pode ser ainda um colega de trabalho, um conhecido na faculdade ou na escola, um vizinho. Na fase da adolescência ou até mesmo bem depois, gays – no geral – terão alguma paixão platônica por alguém (possivelmente heterossexual) e ficarão naquela curiosidade de saber se ele é.

Taí um dos temas que abordei algumas vezes aqui. Das vezes que escrevi sobre o assunto, tratei com mais ênfase o quanto é comum um jovem gay viver esse tipo de ilusão. É realmente impressionante pois, nesses quase 5 anos, recebi milhares de e-mails ou comentários nos posts contando relatos, em detalhes, sobre a necessidade de desvendar o amigo. Dos milhares de e-mails que recebi e daqueles que eu consegui me corresponder, até hoje nenhum se manifestou assim: “ele era gay e estamos namorando!”. Curiosamente, tais relatos sempre foram longos e detalhados, narrando gestos, atitudes e posturas do amigo, como se os mesmos fossem comprovações ou indícios (para eu, MVG, avaliar) de que o “objeto desejado” seria gay!

Poderia dizer que trata-se de um padrão comportamental: a grande maioria dos gays, em alguma fase da vida, (1) vai se apaixonar por um conhecido e (2) vai ficar ligado em gestos e comportamentos da pessoa para ver se caça alguma brecha que ele seja gay. No looping.

Esse comportamento platônico faz parte de uma fase da vida da maioria dos gays. E é platônico mesmo porque muita gente vai permanecer na dúvida, até que o desejo passe. E quando passa?

Já citei que, muito desse desejo, vem do sentido de referência de masculinidade (que não quer dizer necessariamente machismo) que essa pessoa transmite. Em algum lugar, no subconsciente de cada um que se envolve por um amigo de maneira platônica, há um sentido idealizado e imaginário de que aquela pessoa se encaixa perfeitamente no arquétipo masculino. Seja pela gentileza ou brutalidade, não importa. É a maneira que cada um de nós compreende esse ideal.

O que eu não abordei até agora sobre o assunto, ou se fiz foi bastante sutil, foi um outro aspecto desse processo, algo que foi levantado em minha terapia e faz bastante sentido. A pergunta, então, é por que muitos gays se envolvem platonicamente por amigos heterossexuais?

Tive a luz para essa resposta recentemente e, quando veio para meu consciente, senti bastante segurança: o platonismo, conhecido por muitos (e quem não sabe o que isso significa pode encontrar facilmente no Google), é o amor inalcançável. Mas para o homem ou menino gay tem ainda outro viés, principalmente para aqueles que ainda são meio enrustidos ou estão começando a dar vazão para a própria homossexualidade: se envolver pelo amor inalcançável e, em alguma medida se nutrir dessa idealização todos os dias, deitado na cama, ouvindo música e criando expectativas pela pessoa, não deixa de ser uma autossabotagem para se “proteger” da própria sexualidade. Desprezamos baladas, bares e aplicativos – meios que obviamente encontraremos pessoas gays e se exerce a sexualidade – ou até mesmo flertes na rua, no parque, na academia ou em outro ambiente público, alegando que tais contextos não nos interessam. Mas por trás dessas respostas padronizadas (totalmente comuns aos gays que idealizam amigos), há na verdade uma fuga da realidade, a realidade da autoaceitação como gay.

Sabe quando somos viciados em videogames e piramos nas histórias dos mesmos? Ou em livros ou filmes?

Entramos nesses mundos paralelos e, as vezes, deixamos de cumprir certas obrigações e responsabilidades porque “fugir” para histórias encantadas nos tira da realidade. A realidade, no caso, é assumir a própria homossexualidade, ver na prática como as coisas funcionam para além dos achismos e informações na Internet. É, efetivamente, conhecer a balada, o bar, se expor em aplicativos voltados ao público gay, é corresponder a olhares no meio da rua e, em alguma medida, viver a “homonormatividade”. Se envolver numa história platônica que não vira realidade, não se realiza e se tem como subterfúgio o receio de abrir o jogo para o amigo é, por um lado, o medo do desencantamento e da rejeição, quando o preterido vai ter que dizer se gosta ou não da fruta. Por outro, é encarar o real de si, de que certas verdades estão – de fato – nos velhos em bons lugares, sem encantamento nenhum.

Assumir a homossexualidade está longe de ser somente o contar para alguém ou uma certeza dentro de si. Assumir a homossexualidade é vivenciar a mesma, sem desculpas ou pressupondo limitações para aquilo que nem se vivenciou na prática. Depois dessa fase, acreditem: tais paixões por amigos desaparecem!

Por que será?


 

Gay assumido é o novo secretário do Exército dos Estados Unidos.



As Forças Armadas dos EUA ganhou nesta quarta-feira um novo comandante para suas tropas terrestres. Eric Fanning, vice-secretário da Defesa, assume depois de aprovação de seu nome no Senado, o comando do Exército do país. Gay assumido, sua indicação e posso são vistas como históricas pela militância gay.

Até 2010, as Forças Armadas dos EUA praticavam a política “Don´t Ask Don´t Tell”, em que homossexuais não deveriam ser questionados de sua homossexualidade e não deveriam falar dela. Na prática, homossexuais eram banidos do serviço militar e vítima de perseguições e torturas por parte de superiores e colegas.

No novo cargo, Fanning responde diretamente ao secretário de Defesa do país. Indicado oito meses atrás para o cargo, o nome de Fanning foi confirmado nesta terça-feira, depois que senadores preocupados com a relocação de presos após o fim da prisão de Guantanamo, em Cuba, resolveram dar prosseguimento à indicação depois de solucionar as questões políticas.

Mr Gay Síria 2016 desafia o ISIS e resiste ao terror.




Cinco competidores se reuniram para realizar o concurso Mr. Gay Síria, um evento simbólico realizado em Istambul, Turquia, por refugiados do país dominado pelo Estado Islâmico, em fevereiro deste ano. Sem filiação ao concurso oficial, os rapazes e outros amigos elegeram o jovem de 24 anos Hussein Sabat para representar o país do qual fugiram. O próprio Sabat ainda tem em sua memória recente o horror de ter seu namorado morto pelos terroristas e ter que viver no armário.
“Eu quero mostrar que os gays sírios são mais do que corpos jogados dos prédios pelo Estado Islâmico. Nós temos sonhos e ideias e queremos viver nossas vidas”, declarou o moreno de dentes bonitos que raramente sorri. “Claro que estávamos nervosos, mas estávamos excitados, todos nós queríamos ser o Mr. Gay Síria para fazer algo empoderador”, comentou Sabat em uma das entrevistas à mídia internacional.

O concurso realizado em um grupo de apoio a refugiados ganhou o mundo, mas a história pessoal do mister é um relato vivo da situação dos homossexuais sírios. “Todos estão horrorizados com o ISIS mas eles não conseguiram fazer eu parar de viver a minha vida. Eu não vou deixar que eles sejam uma barreira. Eu os odeio mais do que eu tenho medo”, disse o bravo Mr. Gay.

Ele namorava com Zakaria há quarto anos, em 2012, logo após a tomada da região pelo recém formado Isis, seu namorado levado, julgado e decapitado. Um vídeo com as imagens foi enviado par a família do morto. Sabat conta que a mãe de seu companheiro quase enlouqueceu e que ele mesmo não conseguia mais falar, ficou assim por um mês, depois decidiu lutar pela sua vida e sair do país.

Na Turquia, a homofobia não é tão distante. Ele conta que no início deste ano  foi atacado por dois refugiados sírios que disseram que ele “envergonhava seu país”. Os homens o colocaram em um carro mas ele conseguiu fugir, conta. Seus pais mesmo seriam capaz de deserda-lo, diz ele que mora com os pais na Turquia. Sabat sonha em conseguir se mudar para a Europa e finalmente viver sem medo.

A emocionante história do homem trans que se descobriu grávido.



Não são raras as histórias de mulheres que só se descobrem grávidas na hora do parto. Mas se para muitas a gravidez acaba passando despercebida, para Kayden Coleman, 29, a descoberta causou surpresa: o rapaz é transexual e está em tratamento com hormônios há anos.

Foi a partir de uma dor nas costas inocente que ele acabou percebendo a possibilidade de gravidez, confirmada com um teste de farmácia e, posteriormente, com uma visita ao médico. “Eu senti que havia um travesseiro debaixo do meu estômago, mas não havia um travesseiro“, contou ele ao Daily Mail, ao falar sobre o momento em que se atentou à possibilidade da gravidez.



Apesar de usar os hormônios masculinos com regularidade, Coleman havia parado o tratamento a fim de realizar a cirurgia para remoção dos seios. “Para fazer a mastectomia você precisa ficar sem hormônios por seis semanas“, explicou.



Embora a gravidez tenha sido uma total surpresa, Coleman e o namorado Elijah comemoraram a notícia. O casal deu à luz a pequena Azaelia, que hoje já está com 2 anos e vive feliz com seus dois pais. Se o fato de Kayden ser trans influencia em algo? “Nós somos mais que capazes de amar nossas crianças tanto quanto e de forma tão eficiente quanto qualquer outro pai. Nossas crianças não ficarão mais confusas ou sofrerão mais bullying por eu ser trans do que qualquer outra criança sofre por ser filha de pai solteiro“, garantiu o rapaz.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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