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MINHA VIDA GAY

Esta mãe morreu para salvar o filho de ataque homofóbico em Orlando.



Desde o último domingo (12), dia seguinte do ataque a boate Pulse em Orlando (Flórida), não param de surgir histórias emocionantes das vítimas e dos sobreviventes. Enquanto autoridades tentam decifrar a mente doentia de Omar Mateen, assassino de 29 anos que matou 49 pessoas nessa casa noturna, o mundo lembra os heróis daquela triste noite.

E o que era pra ser uma noite de lazer em família terminou em mais uma das história de tragédia. Uma mãe morreu para salvar a vida do seu filho no massacre da boate Pulse. Aos 49 anos, Brenda McCool não hesitou em se atirar na frente do seu filho quando o atirador, Omar Mateen, apontou a arma para o jovem de 29 anos.

A família estava aproveitando mais uma das suas frequentes noites na casa noturna. Brenda era mãe de 11 filhos, contando com Isaiah Henderson, que estava com ela na boate. Eles costumavam sair para dançar salsa juntos e se divertir no sábado à noite. Segundo parentes, o objetivo da mãe era demonstrar que apoiava o filho homossexual.

“Brenda viu ele apontar a arma. Ela disse ‘se abaixe!’ para Isaiah e se atirou na frente dele”, relatou a cunhada de Brenda, Ada Pressley, à imprensa local. “Ela morreu atingida pelos tiros. Isto era quanto ela amava seus filhos. Se não fosse por ela, ele teria sido morto.”

No meio da confusão, mãe e filho acabaram se separando. Ele foi salvo por policiais que invadiram a boate e mataram Mateen. A família, então, passou a madrugada na esperança de que Brenda estivesse viva no hospital. No entanto, no fim da segunda-feira chegou a notícia de que ela havia morrido.

“Enquanto ensinamos tudo sobre a vida aos nossos filhos, eles nos ensinam o significado da vida. Abrace, incentive, reconheça e os ame incondicionalmente”, escreveu Brenda em sua página do Facebook apenas dois dias antes de morrer.


Casal de homens terá filho gerado pela mãe de um deles, aqui no Brasil.



Essa é a história da brasileira Quitéria de Souza Cintra Albuquerque, 44 anos, casada com Carlos de Albuquerque, 47 anos, pais de Jefferson, casado com Julien Lamindin, 30 anos, francês. Eles se conheceram em 2012 num hospital onde ambos trabalham, na França, e se casaram no ano passado, no Brasil.

O bebê sairá do hospital com a certidão de nascimento com o nome de seus dois pais, conforme já autorizado judicialmente. A bela história com final feliz poderia ser só mais uma, de um casal homoafetivo, não fosse a barriga onde Ezra foi gestado: a da mãe de Jefferson.

Ela ofereceu o seu ventre ao saber que o filho e o genro pediriam para uma prima gerar o filho deles. O sonho, para a felicidade de toda a família, foi concebido em dois meses, aqui no Brasil.



“Quando o resultado dos exames da minha mãe comprovou que ela poderia gerar a criança, conversamos com o meu pai. Ele adorou a ideia de ter um neto. Meus dois irmãos e avós estão muito felizes, também. Depois, começamos a procurar por uma doadora de óvulos aqui no Brasil. Tentamos dois embriões, um com o sêmen do Julien e o outro com o meu. Só um deu certo, mas a gente não sabe de quem é. E não pretendemos saber. O filho é nosso”, conta Jefferson.

O medo do casal era de a mãe se apegar demais ao bebê. Mas tudo foi conversado e deu certo. Julien, que chegou ao Brasil na quinta passada para acompanhar o parto, disse que a família dele levou, inicialmente, um susto: “Foi surpreendente para eles. Mas foi bem aceito por todos”.

Quitéria também mora na França com o resto da família e aceitou tudo com naturalidade. Mãe de outros dois filhos, ela já havia conversado com a filha que emprestaria a barriga para ela, caso fosse necessário.

“Quem poderia amar mais um bebê do que os avós? Eu tinha medo da prima se apegar ao neném e, depois, não querer entregá-lo. Meu filho casou e estava à procura de alguém. Eu disse que carregaria o filho deles. Quando o Ezra nascer, vou tratá-lo como meu neto. A responsabilidade é toda dos dois, que são pais da criança”, diz Quitéria.

A dificuldade maior encontrada pelos três foi explicar aos amigos, já que na França o procedimento é proibido. Uns entenderam. Outros, até hoje, acham estranho: “Explicamos que a minha barriga é só um abrigo para o meu neto. Não há nada meu no bebê. A maioria entendeu”, afirma Quitéria.

Antes do bebê, Jefferson e Julien tentaram vir morar no Brasil, mas não deu certo. Além da falta de estrutura e de emprego, eles contam que foram agredidos em Copacabana. Passeavam de mãos dadas quando um rapaz ameaçou soltar o cachorro em cima deles.

“Isso nunca aconteceu com a gente na França. Andamos de mãos dadas pelas ruas de lá sem problemas. Agora, no Rio, quando vamos à rua, mantemos distância um do outro. Temos medo da violência”, conta Jefferson, que chegou com a mãe ao Brasil há 15 dias para que ela tivesse o bebê aqui.

Segundo a advogada do casal, Vera Fontes, o procedimento permitido no Brasil é o de fertilização in vitro: “Os óvulos foram recebidos por doação e os espermatozoides foram fertilizados fora do corpo. Depois, o embrião foi inserido no útero da avó Quitéria. Foi assinado termo de consentimento das partes, inclusive do marido da Quitéria (no caso, avô). A lei faz esta exigência para evitar futura demanda judicial.”

Uma semana depois do parto, tudo correndo bem, como esperado, os três embarcarão de volta para a França. Estão ansiosos para apresentar Ezra para o resto da família.

“Não é um nome comum. Mas a gente gosta. Sabe o que significa? É ‘ajuda’. Se não fosse a ajuda da minha mãe, a gente não conseguiria ter o nosso filho. Estou doido para pegá-lo nos braços. A mais empolgada de todos com a história é minha avó, que quer ver o seu bisneto”, conta Jefferson.

Casal de lésbicas filma ataque de médico homofóbico: “Gay tem que matar!”


Giovana e Angélica, um casal de lésbicas conseguiu filmar as agressões verbais de um médico a elas. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira, dia 15, em um posto de gasolina na cidade de Goiânia.

Ambas estavam do lado de fora do posto quando o médico, Ricardo Dourado, chegou passando a mão nos ombros de uma delas, dizendo que elas estavam com sorte “porque hoje a bebida era por conta dele”. Giovana chegou a dizer: “Por favor, não encosta na minha namorada”, e ele mesmo assim não parou.

Ao ouvir a recusa definitiva de ambas, o médico se descontrolou e começou a gritar ofensas ao casal, como: “Vai atrás de um homem bom pra você. Casa, vai ter filho. Isso é o normal. Vocês querem o anormal? Vocês vão lutar contra? O dia que você pular num rio, você nada contra a correnteza.”, e ainda: “Veado, gay, se pegar, tem que matar. O mundo não é pra isso, as aberrações, esquece isso”.

O casal foi rápido e conseguiu filmar o ataque, que foi parar nas redes sociais e já conta com milhares de compartilhamentos.

Ao ser procurado pela reportagem do portal G1, o médico afirmou que se exaltou porque ambas estavam “se exibindo”: “Eu não acho certo, continuo achando que não é certo. Não tenho nada contra gay, eu só acho que essa exposição do gay, esse negócio de beijar em ambiente público, de querer se mostrar, eu não sou a favor. Isso é uma questão minha”, disse ele tentando justificar o injustificável.

O casal registrou ocorrência contra o médico pneumologista homofóbico no 1º Distrito Policial da cidade de Goiânia. Já Ricardo Dourado ainda disse que vai entrar na justiça contra Angélica por ter veiculado o vídeo nas redes sociais associando a imagem dele ao nome e profissão. Pode isso?? Homofóbico, assediador (que sequer respeitou um pedido de “pare” do casal!) e machista, ainda tentando se defender na justiça.

“Não tenho nada contra, mas..”, “O que te falta é um homem”, “Pode se beijar mas não na minha frente”… Até quando teremos que ouvir frases como estas?!

Anonymous invade redes sociais do Estado Islâmico e posta conteúdo gay.



Alguns dias após o massacre em Orlando, membros do Anonymous (conhecidos por se infiltrarem em sites importantes na internet) invadiram contas de simpatizantes do Estado Islâmico e publicaram conteúdo “gay-friendly“.


Em um comunicado, o grupo afirma que não quer ofender ninguém mas deixar claro que o ódio não é o caminho certo: “O nosso objetivo não é ofender os muçulmanos. As nossas ações dirigem-se aos jihadistas extremistas. Muitos de nós são muçulmanos e respeitamos todas as religiões que não tirem a vida a inocentes.”

Usuários do Estado Islâmico passaram a utilizar o Twitter para recrutar e fazer apologias às suas ideologias. Desde o ano passado, o Twitter já deletou mais de 125 mil contas com essas intenções.

A tragédia que aconteceu em uma boate gay no último domingo deixou mais de 40 mortos.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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