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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Sérgio Nogueira: Político que sugeriu mandar gays para ilha agora quer calar imprensa.


Vereador deu declaração homofóbica e agora quer censurar imprensa


Homofobia e censura à imprensa juntas? Isso aconteceu e acontece com o vereador Sérgio Nogueira (PSDB) de Dourados, Mato Grosso.

Em 2014, o político sugeriu enviar homossexuais para uma ilha por 50 anos! Agora, segundo o site da 94FM Dourados, ele quer que todas as reportagens feitas pelo assunto sejam retiradas da internet. Pior: ele não quer ser criticado pela imprensa nos próximo 10 anos!

Em uma ação que corre na 4ª Vara Cível de Dourados, aos cuidados da juíza Daniela Vieira Tardin, o vereador demonstra preocupação com o desgaste que esse assunto pode causar ao seu projeto de reeleição neste ano e alega que tem a própria imagem arruinada pelas matérias que repercutiram o discurso feito há quase dois anos.

“Prova disto é que a matéria continua se reproduzindo contra o Reconvinte [Sérgio Nogueira], fato agravado pela proximidade da Campanha Eleitoral Municipal de 2016”, argumentou nos autos do processo em que pede, em caráter liminar (urgente), a exclusão de “todas as publicações” feitas pelo Portal da 94 FM “acerca deste episódio, em específico, e de outros que mencionem seu nome”.

Os advogados do vereador também pediram à Justiça que a empresa proprietária do Portal da 94FM retire “de todos os sítios da internet, as publicações sobre o tema, que tenham sido replicadas ou inspiradas no seu título ou em seu texto ou na sua forma de redigir o evento em comento”.

Além de requerer direito de resposta, o vereador Sérgio Nogueira pede à Justiça que a 94FM “se abstenha de publicar matérias ofensivas contra” ele “durante os próximos dez anos, sob pena de aplicação de multa diária”.

Livre para o preconceito: Com alegação homofóbica, Dia de Combate à Cristofobia é aprovado em SP.


Projeto aprovado pela Câmara vai para a sanção do prefeito Haddad


Por unanimidade, em votação simbólica na noite de na terça-feira, 7, os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram projeto de autoria do vereador Eduardo Tuma (PSDB) que inclui o “Dia de Combate à Cristofobia” na relação de datas comemorativas. A proposta, que será levada à sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), marca a data para 25 de dezembro, o Dia de Natal.

Tuma alegou que seu papel é defender “minorias” de perseguições. “Hoje, o cristão, principalmente o evangélico, tem suas ações tolhidas. Você tem uma minoria sendo tolhida de seus direitos, como liberdade de expressão e, até mesmo, às vezes, liberdade de culto. O cristão, hoje, não pode falar qualquer coisa relacionada à homoafetividade que ele é caracterizado como um homofóbico. Ou seja: falou que é contrário à prática da homossexualidade, ele é homofóbico.”


De terno preto, segurando o microfone, o vereador Eduardo Tuma.

Tuma deu outros exemplos da perseguição que vê: “Na parada LGBT que acontece na Paulista, ano passado, um indivíduo… uma pessoa simulou, de forma obviamente muito jocosa, muito desrespeitosa, a crucificação de Cristo. Este ano, de igual forma, trouxe uma bíblia de forma desrespeitosa e agressiva”, disse, referindo-se à performances executadas pela modelo e atriz Viviany Beleboni, que é transexual.

Beleboni afirmou ter sido esfaqueada e espancada após a primeira apresentação. Segundo informou na época, seus agressores a chamaram de “viado”.

O Estado procurou o líder do governo na Câmara, vereador Arselino Tatto (PT), para saber os motivos que levaram a base da gestão Haddad a garantir a aprovação da medida. Tatto não foi encontrado.

Outros projetos

O Legislativo municipal ainda aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que isenta advogados do rodízio municipal de veículos. Também avançaram na terça-feira, em primeira análise, uma proposta que obriga maternidades, além de estabelecimentos de saúde, municipais e privados, a permitir a presença de doulas (assistentes de parto, com ou sem formação médica) durante todo o processo de parto e um texto que altera o nome do Minhocão para Elevado João Goulart.

Ação no STF: Novidade sobre a proibição  de gays doarem sangue.



No Brasil, gays só podem doar sangue se não tiverem tido relações sexuais nos últimos 12 meses


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira, 09, abreviar o trâmite de uma ação que visa suspender a proibição de gays doarem sangue caso tenham mantido relações sexuais nos últimos 12 meses.

Atualmente, esta é a condição para que homens homossexuais possam doar sangue. O mesmo ocorre em países como Estados Unidos e Reino Unido.

Segundo o G1, a ação foi apresentada pelo PSB e contesta a portaria 158/2016 do Ministério da Saúde e a resolução 43/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Com o rito abreviado, o pedido de liminar é substituído pela decisão de mérito, que é definitiva e tomada pelo plenário do STF, formado por 11 ministros.

Para isso, o ministro deu 10 dias para o Ministério da Saúde e a Anvisa prestarem informações e mais cinco dias para a Advocacia Geral da União e a Procuradoria Geral da República se manifestarem sobre o caso.

“Sob qualquer ângulo que se olhe para a questão, o correr do tempo mostra-se como um inexorável inimigo. Quer para quem luta por vivificar e vivenciar a promessa constitucional da igualdade, quer por quem luta viver e tanto precisa do olhar solidário do outro”, escreveu o ministro.

“Muito sangue tem sido derramado em nosso país em nome de preconceitos que não se sustentam, a impor a célere e definitiva análise da questão por esta Suprema Corte”, completou Fachin no despacho.

SP: Casal gay é agredido por seguranças do CTN, após show de Ivete Sangalo.





Um casal de homossexuais diz que foi agredido por seguranças do centro de tradições nordestinas, na Zona Norte de São Paulo após um show da Ivete Sangalo na madrugada deste sábado (11).

Caio Tomaz da Rocha e o namorado, que não quis se identificar, têm diversas marcas de agressões em todo corpo e acusam os agressores de homofobia. Eles contam que se envolveram numa confusão, porque foram acusados de roubar uma blusa.

“Nós estávamos parados na frente do banheiro, esperando as duas pessoas que estavam com a gente e chegou dois frequentadores dizendo que a blusa que estava na minha mão era deles. Eles viram que a gente estava discutindo por causa da blusa, que o rapaz chegou e falou para a gente que a minha jaqueta era deles, e aí eles já me pegaram, dois seguranças, me pegaram pelo braço, começaram a me enforcar… a única oportunidade que eu tive para falar pra eles, que eu lembro, que foi: ‘Vocês estão me matando… tô ficando sem ar’”, relatou Caio em entrevista à TV Globo.

“Aí ele pegava e falava que eu tinha que morrer mesmo, que… gay e ladrão tinha que morrer. E nisso que me pegaram pelo pescoço, me jogaram no chão, começaram a me chutar… vinham muitos seguranças e me chutavam muito.”

O rapaz diz que as agressões começaram dentro e terminaram fora do local de show. “Lá fora ainda se persistiu por um bom tempo. Eles não se contentavam enquanto não vissem a gente sangrando, eles não iam parar. “

“Eles me pegavam e batiam minha cabeça no chão, porque eles queriam que eu ficasse desacordado e não deixaram eu pedir socorro. Eles falavam o tempo todo para mim que gay e ladrão tinha que morrer, que ali não era lugar para gay, era lugar para cabra macho. E teve um momento em que um dos seguranças falou pra uma das meninas que estavam com a gente, que se não tirasse a gente dali, eles iam apagar a gente. Eles falaram que se a gente continuasse ali, eles iam levar a gente de quebrada, iam meter tiro.”

Tanto os dois rapazes espancados quanto os amigos que os acompanhavam afirmam que havia uma viatura da PM dentro do estacionamento do CTN, com dois policiais por perto. Eles dizem que os policiais viram parte das agressões, mas nada fizeram.

“A viatura da polícia estava dentro do local, no estacionamento da casa, eles viram toda a agressão, não viram desde o início, mas viram a hora que a gente estava ali fora, só que eles negaram ajuda. Disseram que eles não podiam fazer nada, eles não podiam sair dali, que era pra gente ligar no 190”, relata Rocha.

Caio foi levado pela irmã a um hospital de Santo André. Ele aguarda o resultado de uma tomografia e reclama de dores na cabeça.

“Os meus planos agora não é mais ficar no Brasil. Só que antes de partir, eu vou querer fazer que eles paguem o que fizeram comigo, porque hoje fui eu, amanhã é mais um e isso não pode ficar assim.”

O Centro de Tradições Nordestinas disse, em nota, que não foi acionado pela vítima e que não recebeu qualquer notificação oficial, mas se coloca à disposição para apurar o que aconteceu na madrugada de sexta para sábado.

Reforçou, ainda, que repudia qualquer tipo de discriminação.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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