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DIREITOS

Guia de saúde sexual é lançado exclusivamente para mulheres trans.




No último domingo (17), rolou a Pré-Conferência Trans, em Durban, na África do Sul, que é a primeira reunião criada especificamente para discutir a epidemia de HIV entre pessoas transgênero. O evento antecedeu a preparação para a 21ª Conferência Internacional de Aids, que começou na última segunda (18).

Um dos principais destaques que surgiram na Pré-Conferência Trans foi o lançamento do guia de saúde. Esse grupo é o mais afetado pela epidemia, tendo 49 vezes mais chance de ter HIV do que o da população em geral, de acordo com o Unaids – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids.


O guia foi desenvolvido pelo IRGT, grupo internacional de mulheres trans, em conjunto com o Unaids, a Organização Mundial da Saúde, entre outros, e integra o projeto Transit, cuja função é estabelecer boas práticas para implementar serviços de saúde sexual para mulheres trans. Os organizadores afirmaram que existe a previsão de traduzir o guia para português e espanhol.

Um dos principais fundamentos do guia, ainda segundo a organização, é empoderar a comunidade trans e orientar quanto à participação no planejamento e na gestão dos serviços de saúde.

Cresce o número de países que legalizam a existência do “terceiro sexo“.




A Alemanha, desde 2013, foi o primeiro país do mundo a oferecer aos cidadãos a opção “indefinido” na hora de registrarem seus filhos. Ou seja, ela retirou a imposição social de que a criança precisa ser definida como homem ou mulher ao nascerem.

Há dois anos, a Índia reconheceu oficialmente a existência de um “terceiro sexo” ou “gênero neutro”. Durante séculos, essa denominação era usada apenas para definir os hijras, sacerdotes eunucos do hinduísmo.

Na mesma época, a Austrália criou a opção de documentos serem preenchidos com a opção “não especificado’”. Em 2015, a França reconheceu pela primeira vez, que uma pessoa pode se definir como “gênero neutro” em sua certidão de nascimento e demais documentos.

É importante destacar que a maioria dos casos acima foram vitórias jurídicas de pessoas que lutaram por anos, até os casos chegarem às Cortes Supremas de seus países. São transexuais que, mesmo depois de passarem por um procedimento cirúrgico de redesignação sexual, não sentiram-se satisfeitos e recusaram-se a aceitar a imposição do sistema binário.



Recentemente, foi a vez de Jamie Shupe (foto) ser a primeira pessoa a ser reconhecida pela justiça dos Estados Unidos como pertencente ao “terceiro sexo”. Um juiz do Oregon mudou legalmente sua condição de homem biológico, que afirma pertencer ao gênero neutro ou não-binário.

Trata-se de uma veterana do exército, de 53 anos, que passou processo de transexualização em 2013, mas ainda acreditava que “não se encaixava” na definição nem de homem nem de mulher. Seu nome de batismo não foi revelado, mas ela escolheu ser chamada de Jamie. Nos EUA, o nome pode ser dado tanto a homens quanto a mulheres.

“Minha identidade de gênero é definitivamente feminina”, afirmou ele ao jornal The Oregonian. “Mas eu sinto que ainda tenho biologia masculina. Ser não-binário me permite isso. Eu sou uma mistura de ambos. Eu me considero alguém de um terceiro sexo.” Para ela, a decisão da justiça foi algo “libertador”. O caso é visto como uma vitória por grupos que apoiam indivíduos transgêneros e lutam pelo reconhecimento de pessoas de “gênero neutro” em todo o país.

Esse debate sobre identidade de genêro não ser uma condição biológica, mas uma “construção social”, já chegou ao Brasil. Embora não existe oficialmente nenhum caso reconhecido de alguém que seja de um “gênero neutro”, há pessoas lutando por isso na justiça. O argumento em todas as cortes de justiça é o mesmo: Direitos Humanos.

Aproveitando que você está aqui, vou deixar alguns suplementos em vídeos produzidos pelo Põe na Roda sobre a questão da transexualidade humana. Como são muitos vídeos, vou incorporar uma playlist pra você ir assistindo um atrás do outro.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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