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HOMOFOBIA RIO2016

Site tira reportagem do ar após críticas por expor atletas gays da Rio-2016.


Imagem da Vila Olímpica dos Atletas: polêmica em reportagem sobre encontros no local


A reportagem teve grande repercussão nas redes sociais, com muitas críticas pela exposição desnecessária.

Uma reportagem do site americano "Daily Beast" sobre encontros amorosos na Vila Olímpica foi retirada do ar após provocar polêmica por expor atletas gays nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Partindo da premissa de que a “Vila é um viveiro de atletas festeiros, conexões e sexo”, o repórter Nico Hines entrou na Vila Olímpica em busca de encontros usando vários aplicativos, entre eles o Grindr.

No texto, ele descreve as respostas que recebeu e, embora não revelasse nomes, o jornal americano “The New York Times" disse que não era difícil adivinhar quem eles eram. E nem todos viviam em países “gay friendly”.

A reportagem teve grande repercussão nas redes sociais, com muitas críticas pela exposição desnecessária. Atleta abertamente gay, o nadador de Tonga Amini Fonua foi um dos que reprovaram o texto.

"Ainda é ilegal ser gay em Tonga, e embora eu seja forte o suficiente para me assumir, nem todo mundo é. Respeitem isso", disse no Twitter.

Fora isso, ele criticou o fato de o repórter ter usado o aplicativo com esta finalidade. “Imagina um espaço que você pode se sentir seguro, um espaço onde você pode ser você mesmo, arruinado por uma pessoa heterossexual que pensa que tudo isso é uma piada?”

Diante de tamanha repercussão, o "Daily Beast" fez diversas edições na tentativa de preservar os atletas. Mas na noite de quinta-feira decidiu remover o artigo.

"Nossa esperança é que a remoção de um artigo que está em conflito com os nossos valores e com aquilo que aspiramos como jornalistas irá demonstrar o quão sério levamos o nosso erro. Estávamos errados. Vamos fazer melhor", disse uma nota assinada pelos editores. O autor da reportagem não quis comentar o assunto.

veja *alguns casos de HOMOFOBIA abaixo:

Caio Bonfim repeliu a homofobia em Brasília e foi herói olímpico sem medalha no Rio.


Caio Bonfim comemora o sexto lugar no mundial de marcha atlética de 2015; no Rio, ele perdeu o bronze por apenas 5 segundos.


Na Rio-2016, ele perdeu o bronze por apenas 5 segundos e fez desabafo: "Não teve um dia que não me xingaram de veado".

Caio Oliveira de Sena Bonfim não precisou de uma medalha para se consagrar nas Olimpíadas do Rio. Na tarde da última sexta-feira (12), ele ficou a cinco segundos do bronze nos 20 km da marcha atlética, um esporte pouquíssimo conhecido e praticado no país. Mas se tornou um símbolo do esforço olímpico.

Um símbolo que precisa conviver com o desconhecimento (às vezes com a ignorância), com falta de condições adequadas e, ainda assim, se supera para conseguir bons resultados.

Caio cansou de ouvir xingamentos homofóbicos por causa do movimento específico que um marchador precisa fazer ao praticar o esporte. “Veado”, “vai virar homem” e “vagabundo” foram apenas algumas das agressões que ele ouviu, e continua ouvindo nas ruas do Distrito Federal, onde treina.

“Eu não devo nada a ninguém, não devo a Brasília, ao Brasil, nada, porque eu não tive apoio. Na minha casa eu tive, minha família é maravilhosa pra mim”, disse o marchador na praia do Pontal, no Rio, logo depois de alcançar o quarto lugar histórico para a marcha atlética nacional.

Ele estava exultante com o resultado, apesar de ter marchado por mais de uma hora em uma prova considerada uma das mais extenuantes do programa olímpico. As medalhas ficaram com dois chineses (ouro e prata) e um australiano (bronze). Com Caio ficou a palavra, e ele a usou para desabafar.

O desabafo de Caio contra à homofobia
“Não teve nenhum dia que eu tenha saído na rua que não fui xingado por fazer a marcha atlética. Mas não teve nenhum dia que eles [sua família] não me apoiaram. Paitrocínio mesmo, dinheiro, investimento, choro... Eles são minha base. São eles que me trouxeram aqui, não foi meu país, não foram patrocinadores, porque ninguém apoiou direito. Foram eles, com suor, vendendo coisas, com dedicação. Meus pais são minha equipe, meu time.”

Além de apoio emocional e financeiro, a família Bonfim ajudou Caio com genética e cultura esportiva. Sua mãe Gianetti, várias vezes campeã nacional de marcha atlética, foi quem o apresentou ao esporte. Seu pai João Sena é também seu treinador.

Os dois ajudaram o marchador a fazer a transição do futebol, esporte praticado por Caio por dez anos, no Brasiliense, às passadas curtas e velozes da marcha.

Em Londres-2012, ele teve um desempenho muito ruim, o que hoje ele credita à inexperiência. No último mundial da categoria, chegou em sexto lugar, mas ainda assim seu nome não aparecia entre os favoritos a ganhar medalha no Rio.  

Medalha Olímpica de Tom Daley leva homofobia ao Trending Topics do Twitter.



Tom Daley durante competição dos saltos ornamentais


Atleta britânico veio ao Rio acompanhado do noivo Dustin Lance Black.

No Twitter, a hashtag #gaysnomerecenmedallas (gays não merecem medalhas) está no Trending Topics nesta sexta-feira. A polêmica foi aberta por usuários da rede social com comentários homofóbicos em relação ao atleta britânico Tom Daley. Estrela dos saltos ornamentais, Daley veio ao Rio acompanhado do noivo Dustin Lance Black.

Bronze em Londres 2012 no individual, o ídolo britânico repetiu a cor da medalha de bronze no Centro Aquático Maria Lenk, desta vez em dupla com o compatriota Daniel Goodfellow. Na arquibancada, contou com um apoio especial: do noivo Dustin Lance Black, produtor de cinema americano, que estava acompanhado de outros familiares do atleta. Os dois estão noivos desde o ano passado.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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