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HOMOFOBIA

Padrasto é condenado por atacar casal gay com água fervente, enquanto dormiam.




Na última quarta-feira (24), na Georgia (EUA), um homem foi condenado por ter atirado água quente em um casal gay que estava dormindo. Trata-se de Martin Blackwell, padrasto de uma das vítimas, e que você pode ver na foto abaixo.

Tudo aconteceu a 12 de fevereiro desse ano, quando o casal de namorados Anthony Gooden e Marquez Tolbert estavam dormindo. Aí então, Martin entrou no quarto e jogou água fervente nos dois, que acordaram aos gritos.

No livro "Sexo em números": o que a estatística revela sobre o comportamento sexual (Sex by Numbers: what statistics can tell us about sexual behavior, Profile Books), publicado na Inglaterra, no ano passado, o estatístico britânico sir David Spiegelhalter confirma que cerca de 10% da população mundial é lésbica, gay, bissexual ou transgênero (LGBT).

No entanto, na Rio 2016, apenas 53, ou 0,5% dos atletas, assumiram ser LGBT. Se 2% assumissem, por exemplo, seriam 230 atletas. Essa diferença entre estatística e realidade permanece no armário.

Mas isso tende a mudar.


A cada Jogos Olímpicos, o número de atletas abertamente LGBT mais que dobra. Em Pequim 2008, eram 10. Em Londres 2012, passaram a 23. Na Rio 2016, foram 53. A seguir-se esse ritmo, teremos mais de uma centena em Tóquio 2020.

Assumir uma orientação sexual diversa publicamente nem sempre é fácil ou possível. Mas a coragem para fazê-lo parece render frutos desportivos: 47% dos atletas abertamente LGBT na Rio 2016 subiram ao pódio.

A homofobia não poupa o ambiente esportivo, e os atletas estão expostos a ela cotidianamente (pense no futebolista gay sendo chamado de "bicha" pela torcida). Contudo, a elite desportiva mundial -e seus fãs- parecem estar absorvendo rapidamente a ideia de que alguns de seus ídolos são LGBT —e de que isso não faz qualquer diferença.

Na Rio 2016, atletas homossexuais mostraram-se publicamente aos olhos da imprensa e da opinião pública. Normal. Ninguém ligou. Nem parecia o país que fez aquele fuzuê todo por causa do beijinho gay do Mateus Solano e do Thiago Fragoso na novela.

Essa visibilidade pública dos atletas LGBT durante a Rio 2016 deixa um legado importante para a construção da justiça social no Brasil. Foi alentador ver uma judoca lésbica dar a primeira medalha de ouro para um país tão necessitado de vitórias. E deu orgulho ter a intimidade doméstica de um casal de jogadoras de vôlei de praia brasileiras exibida de forma prosaica no horário nobre da cadeia norte-americana NBC.

Na Rio 2016, o orgulho nacional apropriou-se das minorias sexuais. A ideia de tolerância estava presente já na cerimônia de abertura, na qual transgêneros, entre eles a modelo Lea T., conduziram a entrada das equipes.

Acentuou-se com a forte reação negativa ao jornalista do Daily Beast que fez matérias expondo atletas LGBT. E consolidou-se com a quantidade de beijos, celebrações e propostas de casamento nos quais os atletas LGBT estiveram publicamente envolvidos durante os jogos.

A mensagem de tolerância e respeito às minorias sexuais durante a Rio 2016 pegou bem para o Brasil e foi destacada na imprensa internacional. A cobertura confirmou o Brasil entre os países nos quais a aceitação da homossexualidade encontra problemas pontuais, mas é uma realidade irreversível.

Os Jogos Olímpicos acabaram, e o Brasil voltará a ser um dos países mais violentos do mundo contra LGBTs. Essa é a realidade contra a qual devemos lutar, tendo em mente que, na luta contra a discriminação e o ódio, temos campeões olímpicos no nosso time. Isso não é pouco. A Tóquio 2020!
“Eu acordei com a dor mais inimaginável que senti em toda a minha vida”, testemunhou Marquez, no tribunal. “Eu não percebia o que estava acontecendo”, continuou, segundo o New York Daily News.


Revoltado, Martin Blackwell teria dito: “saiam da minha casa com a vossa homossexualidade”. Anthony e Marquez ficaram gravemente feridos e foram submetidos a várias cirurgias. Marquez ficou 10 dias internado no hospital e Anthony cerca de um mês, além de ter passado duas semanas em coma induzido.

Os dois trabalhavam juntos e namoravam há apenas um mês na época. Eles tinham ido dormir na casa de Anthony após terem feito o turno da noite.


Martin era namorado da mãe de Anthony há dois anos e, de vez em quando, dormia na casa dela. Pouco tempos antes do ataque, Anthony tinha revelado à família que era gay, notícia que não foi bem recebida por Martin.

Naquele dia, Martin deu dinheiro às outras filhas da namorada para irem comprar comida. Quando as adolescentes saíram de casa, o padrasto colocou a panela com água no fogão e esperou que fervesse, segundo o procurador.

Segundo o policial que foi enviado ao apartamento após o ataque, Wayne Hood, Martin lhe disse que o enteado e o namorado estavam fazendo sexo na hora e por isso ele “lhes atirou um bocado de água quente”. Anthony disse no tribunal que o casal nunca tinha feito sexo.

Vale lembrar que o estado da Georgia não tem legislação específica para crimes de ódio, mas o FBI abriu uma investigação que trata o caso como tal, segundo a imprensa americana. Martin Blackwell foi acusado de agressão e ofensas corporais graves e foi condenado à uma pena de até 80 anos de prisão, após o tribunal ter descrito o ato como perverso e premeditado.

Discriminação: Mulher processa escola por  demiti-la por ser lésbica.


Discriminação ocorreu em escola de Nova Jersey, EUA


A norte-americana Kate Drumgoole, de 33 anos, está processando a Escola de Ensino Médio Paramus por tê-la demitido em janeiro deste ano.

A mulher diz, segundo o jornal O Globo, que a demissão veio depois que se casou com a namorada. A escola não nega: na petição judicial, os advogados da instituição, em Nova Jersey, diz que a ex-funcionária falhou “em seguir as regras da fé quando entrou em um casamento do mesmo sexo”.

Agora, a Justiça decidirá se a regra interna da escola vale além da lei estadual que proíbe discriminação.

Travesti é morta a facadas  no interior do Pará.



Polícia ainda não identificou os assassinos


Uma travesti foi morta em Castanha, nordeste do Pará, a facadas, na madrugada da sexta-feira, 19.

Brenda foi encontrada sem vida às 4h30 em uma passarela na rodovia BR-316, no centro da cidade.

Segundo o Diário Online, testemunhas contaram à polícia que Brenda trabalhava como garota de programa. Uma travesti, amiga da vítima, teria visto quando ela acertou um programa com dois homens.

Os três subiram na passarela e pouco depois a testemunha diz ter ouvido os gritos da vítima. O caso também está sendo acompanhado pela delegacia de crimes discriminatórios


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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