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MINHA VIDA GAY

Mesquita inclusiva com imã gay desafia os extremistas islâmicos.




Um homem que arrisca a vida todos os dias em busca da mudança em uma religião intolerante. O imã Ludovic-Mohamed Zahed nasceu na Tunísia em uma família muçulmana que segue à risca os preceitos da sua religião. Ao se descobrir homossexual, enfrentou diversas dúvidas internas sobre quem ele era e a crença em dogmas que afirmavam que ele seria uma pessoa doente. Em 2011, com a aceitação da mãe, casou-se com seu companheiro e, em 2012, fundou em Paris, na França, uma mesquita inclusiva para LGBTs.
 
Foram dez anos trabalhando o julgamento e a tolerância da família para que fosse aceito por conta da sua homossexualidade. Estudioso do islamismo, Zahed afirma que a religião é, historicamente, mais tolerante com a diversidade sexual do que as de matrizes cristãs, mas que, no último século, com o fundamentalismo islâmico, isso está se invertendo. Segundo sua interpretação do Alcorão, a passagem sobre Sodoma e Gamorra fala sobre a violência sexual, como o estupro, e não sobre a homossexualidade em si. Ao compreender sobre a história da religião, muitas portas inclusivas se abriram para o imã.
 
Convites de Berlim, na Alemanha, surgiram para que Zahed ajudasse a comunidade muçulmana do país. Segundo a Associação de Gays e Lésbicas da Alemanha, muitas pessoas são obrigadas a viver uma vida dupla por causa da intolerância. Por conta do seu trabalho na Europa, Zahed recebe, com frequência, ameaças através das redes sociais.

Assim, o fundador da mesquita inclusiva de Paris conta que o sonho da sua vida é poder propagar essa mensagem de respeito, amor e aceitação, mesmo que esteja arriscando sua vida e desafiando os extremistas.

Rio2016 tem segundo pedido de casamento entre pessoas do mesmo sexo.


De joelhos, Tom Bosworth fez a proposta nas areias de Copacabana


Na praia de Copacabana, corredor de marcha atlética Tom Bosworth fez a proposta ao namorado Harry Dinley.

A Olimpíada do Rio-2016 tem desencadeado muitos pedidos de casamento. Desta vez, o corredor de marcha atlética britânico Tom Bosworth aproveitou as areias da praia de Copacabana para fazer a grande proposta ao namorado Harry Dinley.

Este é o segundo casal do mesmo sexo a colocar a aliança de noivado durante dos Jogos. No terceiro dia da Olimpíada, Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira de rúgbi, foi pedida em casamento pela namorada e voluntária dos Jogos Marjorie Enya.

O corredor britânico, de 25 anos, saiu do armário no ano passado e falou da reação de outros atletas.

"Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay", disse Bosworth, acrescentando: "Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos".

Em 'Relationship': Casal transexual coleciona fotos íntimas de sua vida a dois.



“Seja eu o que for, e não importa o que me tornei desde então, sei agora que ser escorregadia não é tudo”, escreve Maggie Nelson em seu livro de memórias poéticas The Argonauts.

“Hoje sei que ser intencionalmente evasiva tem suas limitações, suas maneiras próprias de inibir certas formas de felicidade e prazer. O prazer de permanecer. O prazer da insistência, da persistência. O prazer do compromisso, o prazer da dependência.”

O livro é uma ode ondulante a seu relacionamento com o artista genderfluid Harry Dodge. Quando escreve sobre o namoro e o casamento deles, Nelson abraça a libertação das normas de gênero e, ao mesmo tempo, jura fidelidade a um relacionamento com compromisso.

Assim, ela é uma autora apropriada para colaborar com um livro de fotos e textos sobre um casal como outro qualquer – duas pessoas que deixam bilhetinhos de amor rabiscados sobre guardanapos, que se fotografam comendo melancia e que passam tempo em seu sofá bege --, com a diferença que nenhuma das duas adere a classificações binárias de gênero e que ambas estão passando por uma transição.

“Já virou comum dizer que o gênero pode ser entendido como uma relação que temos com nós mesmos, enquanto a sexualidade é essencialmente vivida na relação com outro”, escreve Nelson em Relationship, que traz as fotos informais feitas por um casal de transexuais, os artistas Zackary Drucker e Rhys Ernst, vivendo seu amor.

As fotos captam Drucker e Ernst espreguiçando-se sobre lençóis amassados, segurando laranjas descascadas, ao lado de piscinas com cinzeiros cheios. Cada imagem é um instantâneo da vida. Folhear as imagens do livro é como percorrer as fotos de um casal no iPhone, passando por imagens posadas, casuais e íntimas.

Rhys explica o projeto na introdução do livro, escrevendo:

“Se tivéssemos nos conhecido em outra fase de nossas vidas, talvez o impulso para nos documentarmos não teria sido tão forte. Mas passávamos pelas dores nada elogiosas de uma nova puberdade, e cada um de nós estava aprendendo com a história de gênero do outro.”

Coletivamente, as imagens projetam a ideia de que o gênero não passa de uma representação, na medida em que qualquer relacionamento o é. Há momentos de pura individualidade e momentos em que o eu particular de uma pessoa se aninha junto ao eu particular de outra, um dando forma ao outro.

Veja abaixo imagens de Relationship, publicado pela Prestel.







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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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