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NOTICIAS DO MUNDO GAY

RETROCESSO: Juiz dos EUA tenta deter política de transgêneros de Obama.




Um juiz norte-americano barrou uma orientação do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo a qual alunos transgêneros de escolas públicas devem ter o direito de usar os banheiros de sua escolha, emitindo uma injunção de caráter nacional solicitada por um grupo de 13 Estados liderado pelo Texas.

Reed O'Connor, juiz do Distrito Norte do Texas, disse em uma decisão emitida no final do domingo que o governo Obama não seguiu os procedimentos devidos de divulgação e comentário ao lançar as diretrizes, que afirmou contradizerem os textos legislativos e regulatórios existentes.

O'Connor, indicado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, disse que as diretrizes dos réus, que incluem os Departamentos de Educação e Justiça dos EUA, são legislativas e substantivas.

O escritório do Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, um republicano que processa o governo Obama com frequência, disse estar satisfeito com a decisão contra um "abuso de poder federal ilegal".

Advogados do Departamento de Justiça tentaram derrubar a injunção, argumentando que as diretrizes federais emitidas em maio não são obrigatórias nem têm consequências legais.

A diretriz divulgada pelos Departamentos de Educação e Justiça disse que as escolas públicas devem permitir que os alunos transgêneros utilizem banheiros, vestiários e outras instalações de uso íntimo que correspondem à sua identidade de gênero, e não ao seu gênero de nascimento, ou lidar com a perda de fundos federais.

Conforme a injunção, o governo Obama está proibido de obrigar a adoção das diretrizes "contra os demandantes e suas respectivas escolas, conselhos escolares e outras instituições públicas do setor educativo", escreveu O'Connor.

Na esteira de conquistas marcantes dos direitos dos gays, como a legalização nacional do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2015, os direitos dos transgêneros vêm se tornando cada vez mais um pomo da discórdia nos EUA, e o uso de banheiros públicos está sendo um dos principais elementos da polêmica.

Morte de transexual na Turquia é motivo de protesto raro no país.




A Turquia, um país de maioria muçulmana, é conhecida na Europa por ser um dos países mais intolerantes com a comunidade LGBT do continente. Um dos principais centros para refugiados sírios, tem se tornado, também, um pesadelo para gays, lésbicas, transexuais e travestis que querem seus direitos reconhecidos. O assassinato truculento da ativista trans de 22 anos, Hande Kader, que foi encontrada mutilada e carbonizada no último dia 12 de agosto em uma estrada perto de Istambul, gerou um movimento jamais visto no país.

Kader era uma mulher trans profissional do sexo. Ela lutava não somente pela visibilidade da comunidade trans na Turquia, como também pelos direitos das profissionais do sexo no país. Ela ficou conhecida no mundo quando um vídeo seu sendo presa e resistindo pacificamente na Parada da Diversidade de Istambul foi compartilhado pelos jornais. A Parada tem sido reprimida e proibida pelo governo da cidade desde 2015.

A última vez que foi vista foi no dia 12, quando Kader entrava no carro de um cliente. No mesmo dia, seu corpo foi encontrado queimado e mutilado na beira de uma estrada de Zekeriyakoy. Além disso, há evidências de que ela havia sido estuprada. O crime revoltou a comunidade LGBT, que criou uma campanha chamada “Deêm Voz a Hande Kader”, cuja #HandeKadereSesVer foi Trend Topics mundial no Twitter.
 
Milhares de pessoas compareceram ontem, 21, em um protesto em Istambul motivado pela aumento no número de assassinatos aos membros da comunidade LGBT. Esse tipo de protesto é proibido na cidade. Sua morte chama atenção para a situação invisível da comunidade gay no país, que por sua vez é considera um dos mais tolerantes do mundo muçulmano.

Família de Alexandre Ivo questiona PSOL sobre candidato que testemunhou contra o caso.




Alexandre Ivo foi brutalmente torturado e assassinado quando tinha 14 anos, em 2010, na cidade de São Gonçalo. O caso ganhou repercussão na mídia nacional por seu caráter homofóbico e bárbaro. O movimento “Alexandre (V)IVO” ganhou o apoio de diversos ativistas sociais e políticos, como o deputados Jean Wyllys e Paulo Eduardo Gomes, além do apoio do partido PSOL nas investigações. Em uma carta aberta, o movimento denunciou no último dia 16, que o partido, de forma contraditória, filiou e está apoiando a candidatura para vereador de uma das testemunhas de defesa do caso.
 
Para entender melhor o cenário, vale lembrar que a investigação da polícia levou a três suspeitos e uma das hipóteses era de que esses garotos faziam parte de um grupo de skinheads. A delegada responsável pelo caso, Patrícia Acioli, trabalhou afinco para resolver o caso, mas foi assassinada durante o período da investigação. Quando o julgamento foi retomado, a nova promotoria decidiu por arquivar o caso por falta de provas e erros policiais durante o período de investigação.

Durante todo esse processo, o PSOL esteve presente oferecendo apoio, proporcionando debates públicos e participando dos protestos do Movimento Alexandre (V)IVO. Gratos a esse serviço, Angélica Ivo, mãe de Alexandre, e Marco José Duarte, primo, chegaram a se filiar ao partido e levar a bandeira da causa para as eleições de 2012. O nome de Alexandre Ivo batizou a lei PLC 122 que queria criminalizar a homofobia no país.

Entretanto, em uma carta ao público, os líderes do movimento relataram um triste fato sobre o PSOL, que só comprova que os partidos brasileiros são corrompidos e não trabalham com os filtros ideológicos propostos, mas sim com o número de votos que vai garantir cadeiras para a legenda nas Câmaras legislativas: Jorge Santana, uma das testemunhas que defenderam a inocência dos três réus acusados pela morte de Alexandre Ivo, é candidato a vereador de São Gonçalo pelo PSOL.

Na época, Santana era estudante de História da UFRJ e participou como testemunha do caso porque era amigo de infância dos três réus e, segundo ele, acreditava que eram inocentes e fez uma fala para inocentá-los da acusação de serem skinheads. Ao tomar conhecimento da candidatura, os representantes do Movimento Alexandre (V)IVO encaminharam um relatório e uma carta ao partido para reiterar seu comprometimento com as pautas do PSOL e, também, informá-los do equívoco cometido pela legenda, que sempre se afirmou ser favorável à luta LGBT e chegou a usar o caso do menino Ivo como pauta das suas campanhas. O próprio tio do menino, Márcio Duarte, foi candidato nas últimas eleições pela sigla, ao qual todos da família se filiaram.

A resposta foi o silêncio. Ignorados, o movimento decidiu se pronunciar publicamente: “Viemos a público denunciar que a retórica eleitoreira não nos engana. Reafirmamos nossa luta, enquanto Movimento Alexandre (V)IVO, pela defesa da vida e por tortura nunca mais, construindo nossas ações em princípios éticos e morais que nos distanciam dos sepulcros caiados, com aparência de novos, pois reforçam projetos burocráticos e eleitoreiros. Em nosso projeto societário não cabe a falta de respeito, não cabe a falta de solidariedade, não cabe a indiferença, não cabe a omissão, não cabe o oportunismo, não cabem mesmo...nele cabem a ética, o coletivo, a verdade”, diz o documento.

Por fim, ressaltaram a importância do voto consciente e da luta LGBT dentro das pautas dos candidatos.

Milhares de pessoas vão à 8ª Parada do Orgulho LGBT em Ceilândia.


Parada do Orgulho LGBT da Ceilândia ocorreu neste domingo (21).


Ao som da cantora Lorena Simpson, foco foi a regulamentação da lei 2.615, que prevê punições para crimes em razão de orientação sexual ou identidade de gênero.

A 8ª Parada do Orgulho LGBT de Ceilândia reuniu milhares de pessoas na tarde deste domingo (21) no centro da cidade. A marcha contou com um trio elétricos que passou pela avenida Hélio Prates, voltado para concentração onde tinha um palco.

A concentração começou às 14h, no estacionamento do BRB. Para o encerramento do evento teve shows da cantora Lorena Simpson e artistas locais.



Muitos participantes foram acompanhados de familiares. A dona de casa Célia Reis foi com o primo, Damon Burmester. Ela garante que todos em casa o acolhem e apoiam na luta pelo avanço dos direitos LGBT.

Para Célia, os preconceituosos devem se colocar no lugar das pessoas LGBT e de seus familiares para saber como isso os faz sofrer. O cabeleireiro Damon Burmester agradece o apoio.

A servidora pública aposentada Sonia Martins é mãe de uma garota lésbica e virou militante da causa. Ela participa de uma associação chamada Mães pela Diversidade, presente em 14 estados e que busca dar apoio para as pessoas LGBT e suas famílias. Para ela, há dois motivos principais para a parada sempre ocorrer: “Primeiro, o LGBT tem a possibilidade de ser o que é sem ser discriminado por ninguém. Segundo, para falar das questões que afligem o movimento”.

O organizador da parada, Allysson Prata, afirma que o tema "Por um Brasil que criminalize a violência contra LGBT" foi escolhido para cobrar a regulamentação da Lei 2.615/2000. Assinado pelo governador Rollemberg, quando era distrital, o texto prevê punições para crimes em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. De acordo com o governo, ainda não há uma data para a regulamentação.

"A Rio 2016 deixa legado de respeito às minorias sexuais".






No livro "Sexo em números": o que a estatística revela sobre o comportamento sexual (Sex by Numbers: what statistics can tell us about sexual behavior, Profile Books), publicado na Inglaterra, no ano passado, o estatístico britânico sir David Spiegelhalter confirma que cerca de 10% da população mundial é lésbica, gay, bissexual ou transgênero (LGBT).

No entanto, na Rio 2016, apenas 53, ou 0,5% dos atletas, assumiram ser LGBT. Se 2% assumissem, por exemplo, seriam 230 atletas. Essa diferença entre estatística e realidade permanece no armário.

Mas isso tende a mudar.

A cada Jogos Olímpicos, o número de atletas abertamente LGBT mais que dobra. Em Pequim 2008, eram 10. Em Londres 2012, passaram a 23. Na Rio 2016, foram 53. A seguir-se esse ritmo, teremos mais de uma centena em Tóquio 2020.

Assumir uma orientação sexual diversa publicamente nem sempre é fácil ou possível. Mas a coragem para fazê-lo parece render frutos desportivos: 47% dos atletas abertamente LGBT na Rio 2016 subiram ao pódio.

A homofobia não poupa o ambiente esportivo, e os atletas estão expostos a ela cotidianamente (pense no futebolista gay sendo chamado de "bicha" pela torcida). Contudo, a elite desportiva mundial -e seus fãs- parecem estar absorvendo rapidamente a ideia de que alguns de seus ídolos são LGBT —e de que isso não faz qualquer diferença.

Na Rio 2016, atletas homossexuais mostraram-se publicamente aos olhos da imprensa e da opinião pública. Normal. Ninguém ligou. Nem parecia o país que fez aquele fuzuê todo por causa do beijinho gay do Mateus Solano e do Thiago Fragoso na novela.

Essa visibilidade pública dos atletas LGBT durante a Rio 2016 deixa um legado importante para a construção da justiça social no Brasil. Foi alentador ver uma judoca lésbica dar a primeira medalha de ouro para um país tão necessitado de vitórias. E deu orgulho ter a intimidade doméstica de um casal de jogadoras de vôlei de praia brasileiras exibida de forma prosaica no horário nobre da cadeia norte-americana NBC.

Na Rio 2016, o orgulho nacional apropriou-se das minorias sexuais. A ideia de tolerância estava presente já na cerimônia de abertura, na qual transgêneros, entre eles a modelo Lea T., conduziram a entrada das equipes.

Acentuou-se com a forte reação negativa ao jornalista do Daily Beast que fez matérias expondo atletas LGBT. E consolidou-se com a quantidade de beijos, celebrações e propostas de casamento nos quais os atletas LGBT estiveram publicamente envolvidos durante os jogos.

A mensagem de tolerância e respeito às minorias sexuais durante a Rio 2016 pegou bem para o Brasil e foi destacada na imprensa internacional. A cobertura confirmou o Brasil entre os países nos quais a aceitação da homossexualidade encontra problemas pontuais, mas é uma realidade irreversível.

Os Jogos Olímpicos acabaram, e o Brasil voltará a ser um dos países mais violentos do mundo contra LGBTs. Essa é a realidade contra a qual devemos lutar, tendo em mente que, na luta contra a discriminação e o ódio, temos campeões olímpicos no nosso time. Isso não é pouco. A Tóquio 2020.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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