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CONFISSÕES DO DIVÃ








Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje:


Meu novo namorado é versátil, mas eu não consigo ser ativo     

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com

 

Olá, recentemente conheci um cara muito especial. Uma grata surpresa. Somos colegas de trabalho há muitos anos e não sabíamos a respeito da sexualidade um do outro. Sempre fomos bons amigos e agora que nos descobrimos decidimos investir em um relacionamento sério. Acontece que passado três meses de namoro sem sexo, quando já estávamos bem apaixonados e resolvemos que poderia mesmo dar certo, ele me confessou que é versátil. Eu sempre fui passivo e tenho uma grande dificuldade em ser ativo. Todas as vezes que fizemos amor foi espetacular. Ele é muito gostoso e tenho muito tesão por ele, mas vez por outra ele quer ser passivo. Aí é que a coisa complica, basta eu ver ele pelado que já fico louco para dar para ele... Mas ser ativo não me desperta o menor interesse. Não sei explicar o que acontece, amo ele, mas eu não curto ser ativo, não consigo, não sinto tesão. Já tentei conversar a respeito, mas ele deixou claro que isso é muito importante para ele. Não sei o que fazer, existe algo de errado comigo? É possível levar uma relação assim adiante?
Batista, 46 anos  
   
           
Batista não existe absolutamente nada de errado em preferir ser passivo na relação sexual! É a sua preferência e a maneira pela qual você sente um maior prazer.       
           
Será possível levar essa relação adiante? Somente você e o seu parceiro podem responder e ninguém mais!              
           
A experiência que você está vivendo agora costuma acontecer com uma relativa freqüência.             Pense você: Quantos amigos você tem que já viveram uma história parecida? De ficar super afim de um cara e chegar na hora H e não conseguir resolver o “impasse”.            

Acontece que quando é bem no começo pode ser mais fácil para algumas pessoas “pularem fora”. Isso porque o vínculo afetivo e emocional ainda não cravaram as suas raízes lá no fundo.

Vocês por serem amigos anteriormente decidiram trilhar um caminho diferente e acabaram apaixonando-se antes de terem que lidar com esse imprevisto.

Bom, agora o jeito é você parar e pensar. Vale a pena abrir mão da relação por isso? Você acha que é possível tentar? Como você realmente se sente em relação a isso? Já conversaram sobre as suas experiências anteriores e os sentimentos que sentem em relação a essa ou aquela preferência sexual?           

Não há resposta ou caminho fácil. São escolhas que vocês terão que fazer.      De preferência juntos e com muito diálogo.

Existem diversos fatores físicos e psicológicos envolvidos nos prazeres sexuais e para poder ajudar-lhe melhor seria ter conhecimentos da maior parte possível desses fatores. No entanto, acho que as dicas a seguir podem lhe ajudar um pouco caso você decida tentar ser ativo:      

            A) Pare de fazer sexo passivo por um tempo e também de masturbar-se sozinho;

B) Durante esse período sempre que a situação “esquentar” peça para o seu parceiro que faça caricias no seu pênis, respire fundo, relaxe e permita-se sentir o prazer que ele quiser lhe proporcionar (Você pode pedir que ele lhe masturbe ou ainda que lhe faça sexo oral – sempre com camisinha);

C) Depois de algumas semanas tente realizar a penetração (no começo ainda poderá ser desconfortável ou até difícil e você pode parar e deixar para tentar novamente em um outro momento ou outro dia);

Entenda que será necessário um período para você se adaptar a essa nova forma de prazer e que esse período pode variar de pessoa para pessoa. Conversem sobre a evolução, sobre o que poderia ser melhorado (posições, fetiches, enfim).       

           
Espero ter ajudado. O mais importante é que você esteja seguro sobre o que quer fazer e o porquê quer fazer.





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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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