Slide 1 Slide 2 Slide 3

CONTOS DO LEITOR



Nosso conto de hoje será uma republicação de um trecho extraído do livro Remissão, o terceiro livro da saga Jishu de Josiane Veiga, que nos foi cedido gentilmente pela autora, em homenagem aos 3 anos de lançamento do referido livro – quem não leu, vale a pena.


Uma pequena explicação sobre o texto:
Ken Takeshi e Kasuo Ninomura se amam desde criança. Tiveram uma relação duradoura, mas que foi interrompido graças as intrigas de Yuu, um desequilibrado que estava disposto a tudo para conquistar o amor de Ninomura. Ken e Nino artistas consagrados da banda Jishu se encontram a trabalho em um local pitoresco aos pés do Monte Fuji. O trecho a seguir, descrevem o momento em que os dois se aproximam e tentam tirar suas diferenças. Sintam o clima, apenas um aperitivo da maravilhosa obra de Josiane Viega.
 

O saguão da pousada estava repleto de pessoas bem dispostas e sorridentes. Turistas de vários locais do mundo riam contando histórias em sua própria língua, enquanto funcionários bem treinados andavam de um lado para o outro com bandejas repletas de xícaras de café com chocolate.
O mundo ocupado não percebeu quando dois jovens orientais adentraram aquele local. Estavam de cabeça baixa, as mãos entrelaçadas e os passos firmes em direção ao elevador.
Quando ficaram sozinhos dentro do equipamento, continuaram a não se mover, sequer se encarar. Pareciam nervosos, ansiosos e completamente absorvidos por uma áurea delicada.
Foi somente quando entraram no quarto e trancaram a porta foi que se olharam.
-Nino... – Ken Takeshi sussurrou, a voz quase dolorida. – Nino – repetiu, segurando o rosto do rapaz com as duas mãos. – Céus, não posso crer que isso está mesmo acontecendo – confessou. – Eu já não tinha mais esperanças.
Não houve respostas. Ninomura apenas ergueu levemente a face, e entreabriu os lábios num claro convite. Takeshi ainda o observou por alguns segundos antes de se fundir em seus lábios, apaixonado.
Como poderia descrever um beijo tão sonhado como aquele? Não existiam palavras. Takeshi sentiu e saboreou toda a textura da boca redonda, mordeu levemente a carne, e lambeu a língua de Nino. Quando mais poderoso o beijo se tornava, mais ele sentia o corpo buscar o de Ninomura, doendo numa urgência que ele conhecia muito bem.
Encostou Kazuo na porta, colando seu corpo ao do menor. As pernas invadiram o vão de Nino, e ele esfregou a coxa máscula no meio das pernas do outro. Ouviu-o gemer em sua boca e segurou um riso deliciado. Podia se passar muitos anos, mas Ninomura sempre reagia como se fosse a primeira noite de amor deles.
-Kazuo, eu quero ir devagar – disse. – Mas, não sei se vou conseguir... – admitiu.
-Não me importo com o ritmo, contanto que seja você... – ouviu o sussurro sexy.
Seu membro já estava ereto, e a calça de linho não escondia sua ereção. Ele precisava invadir Kazuo, entrar e sair de dentro daquele corpo adorado quantas vezes pudesse e depois permitir que seu ser encontrasse o descanso.
Os dedos trêmulos levantaram o blusão de Nino. Logo ele retirava aquela peça do vestuário, atirando-a no chão. A camisa de algodão que o menor tinha por baixo teve o mesmo destino.
-Está com frio? – questionou.
Sua pergunta tinha razão de ser. O quarto estava gelado.
-Não sei como responder essa pergunta – Kazuo riu baixinho.
Ken, porém, não foi tão contido. Gargalhou antes de levar os lábios aos mamilos do outro, mordendo levemente o bico. A língua brincou sobre a pele rosada. Kazuo se contorceu em seus braços, formando a figura mais erótica que Ken já havia visto.

 
As costas na parede, os pés já não alcançavam o chão (pois ele estava erguido e mantido pela coxa que se movia levemente na sua parte mais sensível), e os dedos fortes do Riida em sua cintura, mantendo-o parado.
-Ken-chan... – pediu.
Ken afastou os lábios do peito de Kazuo, e se focou no pescoço do outro. Com um movimento, grudou toda a extensão do seu corpo no menor, deixando que ele tocasse com os pés no chão.
Subitamente, Nino que estava completamente passivo passou a agir. Os dedos acariciaram Takeshi nas costas, e logo as mãos foram até o peito do mais velho, tocando-o carinhosamente no tórax e depois da barriga.
Ansioso por mais, Ken tirou a própria blusa, arrancando-a com força. Logo seus dedos estavam na cinta de Nino, e ele abriu-a rapidamente. A calça de Kazuo foi parar aos seus pés, e o moreno a retirou com chutes.
No movimento, Ken viu que Nino estava arrepiado. Afastou-se um pouco e, depois de um leve beijo na boca, explicou-se.
-Vou ligar o aquecedor.
Caminhou em passos retos até o aparelho elétrico, e curvou-se. Quando os dedos tocaram no botão foi que notou o quanto tremia. Estava muito excitado, louco de paixão. Só então pensou que já fazia muito tempo que não se amavam. Não queria machucá-lo com seu ímpeto, então refletiu na força de controle que necessitava ter.
Quando se voltou para o outro, contudo, quase perdeu o ar. Nino estava sentado na cama, os pés no chão, o olhar fixo nele. Estava deliciosamente nu, mas parecia tão recatado que podia muito bem estar com várias camadas de roupa. Sua postura denotava seu estado de nervos, e Ken se condoeu. O que será que Kazuo estaria pensando? Por que Nino parecia tão inseguro? Não notava o quanto Ken o queria? Não percebia sua rigidez?
Levemente o mais velho se aproximou da cama. Ajoelhou-se diante de Kazuo, submerso em seu olhar. Se havia dor lá, Ken teve a resolução de que ela iria desaparecer. Ele provaria a Nino, de todas as formas que podia o quanto o amava.
-Você é lindo... – disse, sincero. – Céus, não existe nada mais lindo do que você...
Beijou as coxas de Nino. Depois descansou a cabeça no colo do outro, respirando fundo.
Sentiu quando o moreno acariciou sua face e depois afundou os dedos por entre suas madeixas. Fechou os olhos, suspirando feliz. Nino o amava. Do que mais precisaria para ser feliz?

 
Levemente ergueu um pouco o rosto, e aproximou a boca do pênis semiereto de Kazuo. Engoliu-o totalmente, saboreando toda a textura daquela carne. Ele idolatrava tudo que viesse de Nino, e isso incluía seu sexo.
Percebeu que Kazuo segurou a colcha, mantendo-se firme no lugar. Ergueu o olhar e viu Nino com os olhos apertados, os dentes mordendo os próprios lábios, como se estivesse a conter os gemidos.
Massageou a pele envolta do órgão, e depois se ergueu. Levemente foi empurrando Kazuo para trás. Levantou-se e retirou a calça clara com os olhos fixos no outro. Nino estava pronto para ser amado, a respiração irregular, a pele avermelhada de paixão. Todavia, precisava ser perfeito.
-Vou ao banheiro ver se tem algo que posso usar para lubrificar – disse, a voz entrecortada.
-Usa a saliva... – Nino pediu, aparentando estar mais ansioso que ele.
Por mais tentador que fosse a saliva não tinha o mesmo desempenho que um creme ou óleo.
-Já volto – avisou.
Correu até o banheiro, derrubando tudo que estava no armário, à procura de algo que servisse ao seu intento.
No instante que pegou um pote, sentiu Nino o abraçando por trás, o rosto afundado em sua nuca, a voz chorosa.
-Por favor... Agora... – parecia implorar.
Ken olhou para o pote e viu que era talco. Não podia usar aquilo, mas não tinha mais tempo para procurar. Por que diabos não deixara tudo preparado de antemão? Bom, a verdade é que não acreditava que pudesse ter tanta ventura.
Desistindo dos planos de perfeição, ele ficou de frente a Kazuo. Enquanto o beijava nos lábios, ergueu o corpo leve, carregando-o novamente para a cama.
***
Os joelhos de Ninomura fincaram-se no colchão macio. O moreno deitou a parte superior do corpo, deixando o bumbum arrebitado um tanto elevado, a altura perfeita para Ken.
Sentiu a ponta da carne de Ken encostando-se a si. Gemeu de antecipação, completamente sorvido pelo instante. Sexo com quem se ama é mágico, ele bem sabia.
-Você ainda não está pronto – Takeshi murmurou.
Kazuo sentiu Ken afastando o pênis, e ficou decepcionado. O que importava? Por que Ken tinha que ser tão detalhista? Estava disposto a voltar-se para trás e reclamar, quando sentiu as mãos de Ken apalpar seu bumbum, abrindo-o. Pouco depois uma boca tocava em sua entrada.
Por alguns instante ficou estático, completamente chocado. Ken nunca fizera aquilo; aliás, eles jamais variaram muito. Mesmo que tivessem alguma fantasia escandalosa, nenhuma delas jamais passou perto de ser chupado na traseira.
Quando o espanto passou, ele saltou para o lado, saindo da posição que estava. Viu Takeshi ajoelhado a seus pés e, ao contrário dele, estava muito bem com tudo aquilo. Será que o Riida aprendera aquilo com Yuu?
-Nino, que foi? – O mais velho percebeu seu olhar constrangido.
-O que você está fazendo? – indagou, num sussurro.
-Foi você que me mandou usar a saliva... – se explicou.
Kazuo espantou Tatsumi de seus pensamentos.
-Eu estava falando de cuspir na mão e...
-Você não gostou? – Ken o interrompeu.
Era adorável, admitia. Takeshi estava vermelho, respirando ofegante, completamente nu e excitado, e ainda assim conseguia ser atencioso e preocupado.
-Foi estranho – assumiu.
-Nino – Ken aproximou-se, beijando-o nos lábios –, não faço mais.
Kazuo sorriu. Não era bem isso que esperava. A verdade era que a sensação não era ruim, nem incomoda... só espantosa.
-Você já fez isso com outra pessoa, Ken-san – a pergunta escapou.
Não queria colocar terceiros naquela cama, mas precisava tirar a dúvida. Não podia se entregar totalmente a Takeshi com a mente povoada de incertezas.
-Nino, nunca houve mais ninguém no meu mundo... só você.
Era uma frase linda, mas seria real?
-De onde você tirou isso, então? – referiu-se ao ato anterior.
-Eu penso em devorar você todos os dias, Kazuo – Ken confessou. – Passo o dia pensando no que gostaria de fazer...

 
Não era romântico, mas era erótico. Nino sorriu diante da explicação, trazendo Ken para si. Beijou-lhe os lábios, deixando que os corpos se tocassem, na já conhecida ânsia. Em poucos segundos, não havia mais espaço para suspeitas ou questões. Tudo que cabia ali era a paixão que nutriam.
Ken adentrou dois dedos em Nino, parecendo ainda incerto sobre o momento devido da penetração. Kazuo respirou fundo, adorando a sensação. As mãos artísticas e perfeitas de Takeshi sempre tiveram o dom supremo de deixá-lo arrebatado.
Quando o pênis de Nino começou a pulsar, Ken soube que o amado estava pronto. Ficou de joelhos entre suas pernas, erguendo a coxa na altura correta para que o bumbum ficasse exposto.
-Ken-chan – gemeu.

 
Vagarosamente, Ken começou a enfiar seu mastro para dentro de Ninomura. A ardência que Kazuo sentiu não foi nada comparada a sensação de êxtase que veio em seguida. Fazia tanto tempo... mas, era tão familiar. Era como voltar para casa após meses em uma terra triste, assolada por catástrofes. Era como se a vida que se esvaia retornasse a um corpo moribundo. Era simplesmente amor...
Não demorou muito e Ken começou a dançar, num vai e vem que ia de vagaroso a rápido em segundos, e depois voltava a sua lentidão. O Riida o estava enlouquecendo com aquele ritmo desconexo, perfeito, delicioso.
-Ken-chan – implorou. – Mais... forte...
As unhas cravaram nos ombros másculos. Sentiu Takeshi ronronar como um gatinho para, logo em seguida, gemer alto, sem embaraço nenhum.
-Nino, não aguento – Ken disse. – Preciso meter mais forte... Se doer, me diz.
Nunca diria. Nunca iria fazer nada para que Ken saísse de si. Precisava do néctar de Takeshi como precisava do ar em seus pulmões.
O quadril de Ken começou a mover-se com mais fúria, os dois se abraçaram, embalados pela música de seu próprio prazer.

 
Nino gozou sem qualquer ajuda. Sua semente se derramou no ventre de Ken, sujando-o. O corpo, exausto, perdeu a rigidez e ele sentiu-se pesar na cama. Todavia, o loiro ainda não havia atingido ao clímax. Percebendo que Nino não iria poder ajudá-lo, o Riida forçou com as mãos as pernas de Nino, e deixou o caminho livre para seu próprio pênis.
As ondas de prazer vieram sem aviso, enlouquecendo-o. Ele gemeu alto enquanto preenchia o interior de Kazuo com seu próprio sêmen.


Caiu, esgotado, sobre o corpo do outro. Nino o abraçou beijando sua testa, e Ken sentiu uma súbita vontade de chorar de felicidade. Era tão bom, tão perfeito, até irreal. Mas, o pênis dolorido e o corpo ainda pulsante deixavam claro que a cena realmente havia acontecido.
-Eu te amo – Ken disse, feliz. – Eu te amo, Kazuo... – ergueu o corpo e encheu a face do outro de beijos.
...
Quem desejar adquirir os 3 livros da coleção Jishu, a coleção está sendo vendida ao preço simbólico de R$ 4,80

 

Poderá gostar também de:
Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...