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DICAS DE SAÚDE



Inadequações Sexuais
Baseado em texto publicado no site saudesexual.med.br

 

Consideramos como inadequação sexual aqueles casos em que um ou ambos os parceiros apresentam uma disfunção ou desvio sexual que leve à desarmonia entre o casal. 
    Conforme já observamos, o perfeito relacionamento afetivo e sexual do casal envolve não só questões de ordem orgânica e prática, bem como importantes aspectos emocionais.     
    Nos casos de origem não orgânica, a falta de experiência, as informações distorcidas sobre a sexualidade, repressões sexuais na infância, repressões por má interpretação de conceitos religiosos, mitos e tabus, os mais diversos, são observados com freqüência. 
    Independente das disfunções sexuais propriamente ditas, diferenças nas preferências sexuais dos parceiros também merecem destaque, pois podem ser causas de conflitos. Por exemplo:  Determinadas pessoas preferem ter relações sexuais a noite, outros pela manhã ou no decorrer do dia. Um dos parceiros pode preferir determinadas posições ou práticas sexuais diferentes das preferências do outro. Desde que nenhum dos parceiros sinta-se violentado com tais práticas, estas opções devem ser francamente discutidas possibilitando um acordo que atenda e seja prazeroso para os dois.
     

A vida moderna, com suas novas formas de pressões e conflitos nos autoriza a mencionar mais uma causa de transtorno entre os casais. o desencontro sócio-econômico. Em virtude da possibilidade dos dois parceiros trabalharem, muitas vezes em  em extensas e estafantes jornadas, pode ocorrer um desencontro de oportunidade e ânimo para a atividade sexual. A competição existente entre os parceiros por melhores salários e status também não pode ser esquecida como fonte de problemas.
    Todas as situações mencionadas anteriormente são agravadas pela falta de dialogo entre o casal e pelo medo ou vergonha de procurar um tratamento, que muitas vezes o casal sequer sabe que existe.
       Em determinadas situações, um dos parceiros, com o objetivo de encobrir sua própria dificuldade, pode assumir uma atitude que piore ou impeça a resolução da disfunção sexual apresentada pelo outro. Por exemplo: um dos parceiros  sem interesse pelo sexo pode assumir uma postura que humilhe e mantenha seu parceiro que sofre de disfunção erétil sob controle, evitando assim a atividade sexual. Um homem com dificuldade de ereção pode acusar o outro de ser frio e desinteressante, mascarando a razão do problema e transferindo a responsabilidade para o outro. Se estas situações forem assumidas pelos parceiros a relação pode se manter estável, apesar do sofrimento vivido pelo casal.
    No entanto, na grande maioria dos casos, as disfunções sexuais levam invariavelmente ao comprometimento emocional e afetivo do casal.  Como vimos, em muitos casos os parceiros  não conseguem sequer conversar sobre seus problemas.  Sem saber como resolver suas dificuldades, o casal  afasta-se física e afetivamente e não raro ocorre a dissolução do  relacionamento. 
    Mais uma vez repetimos que o diálogo é uma opção possível. Existem é claro, situações em que torna-se necessária, uma ajuda externa. Se existe amor, afeto e o interesse em manter o relacionamento, uma terapia de casal será, sem sombra de dúvidas, benéfica. Neste caso é extremamente importante que os dois parceiros estejam  de acordo, pois de nada adiantaria a participação forçada de um deles. O tratamento ajudará a compreender as razões das dificuldades e a perceber novas formas de lidar com as mesmas, possibilitando uma  reaproximação e integração do casal. Até mesmo naquelas situações em que dissolução do relacionamento for a única opção, a terapia possibilitará que esta passagem seja vivida sem grandes traumas ou conflitos, tornando os parceiros mais preparados para usufruir de relações futuras.

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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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