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MINHA VIDA GAY

Primo da Rainha Elizabeth II se torna o primeiro gay da realeza britânica a sair do armário.




A Inglaterra é um país modelo na discussão sobre os direitos LGBTs. Entretanto, há muito tempo a comunidade espera por alguém da família real britânica se assumir gay ou lésbica. O que finalmente aconteceu com o primo da Rainha Elizabeth II, Lord Ivan Mountbatten, que se assumiu e apresentou seu namorado em uma entrevista ao Daily Mail. Ele, que já foi casado e é pai de três filhas, conta que se aceitar e assumir foi processo longo e doloroso. 

Quando se casou com Penny, ele conta que já sentia atração por homens e, segundo ele, contou para a esposa a sua orientação bissexual. Ela aceitou e o apoiou para seguir em frente e construir uma família que, hoje, ele se orgulha. O casamento acabou quando ele não conseguiu oferecer tudo o que a esposa precisava de um marido. Ele relatou que foi naquele momento que passou por um processo interno de entendimento e aceitação sobre a sua sexualidade. 

Segundo Mountbatten, o problema nunca foi se assumir para a sua família, mas sim lidar com as concepções da sua geração, que cresceu bastante homofóbica. “Enquanto eu crescia, a homossexualidade era conhecida por ‘o amor que não se ousa dizer o nome’. Mas o incrível é onde chegamos em termos de aceitação”, disse na entrevista.

Agora, o Lord se diz feliz com seu namorado, James Coyle, diretor de cabine de uma companhia aérea. Mas ainda afirma que está na hora de a família real demonstrar mais apoio para a comunidade e para o seu relacionamento. 

'Queria remédio para me transformar em hétero', diz ex-evangélico gay.


Samuel de Paula Gomes, 28, lançou o livro "Guardei no Armário" contando sobre sua trajetória


O processo de se descobrir LGBT não foi fácil para Samuel de Paula Gomes, que encontrou ainda mais barreiras por ser negro, evangélico e da periferia.


O processo de se descobrir LGBT não é fácil. Samuel de Paula Gomes, 28, encontrou ainda mais barreiras por ser negro, evangélico e da periferia. O ativista LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais) e designer gráfico de Americanópolis, bairro da zona sul de São Paulo, passou a infância e a adolescência com medo e achando que Deus o castigaria por sua orientação sexual.

Após lançar o livro “Guardei no Armário” (editora Pragmatha), Gomes fala sobre como foi sair do armário e dos projetos para que a juventude LGBT e negra se sinta representada na sociedade. Leia depoimento de Samuel:

"Quando comecei a questionar minha sexualidade, ainda tocava violino na igreja evangélica. Depois que me formei na faculdade com a ajuda do Prouni [Programa Universidade para Todos], fui contratado em uma empresa e passei a ter convênio médico. Marquei um psiquiatra e disse que queria um remédio para me transformar em hétero.

Tinha uma menina da minha igreja que gostava de mim, mas eu não conseguia sentir o mesmo por ela. O médico disse que a homossexualidade não era uma doença e me encaminhou para uma psicóloga.

Como o plano só cobria dez sessões, comecei a escrever um blog, chamado 'Vida Dupla', para conseguir desabafar e registrar o processo de aceitação e aprendizado. Comecei a conversar com outras pessoas on-line, fiz alguns amigos e conheci o projeto Purpurina, que ajuda jovens gays a se aceitarem. Lá fui inserido na cultura LGBT e vi vários exemplos positivos de casais homoafetivos felizes, que adotaram crianças.

Com seis anos já tinha noção que me apaixonava por amiguinhos, era algo inocente. Só que frequentava uma igreja evangélica desde que nasci, portanto, sempre ouvi que aquilo era errado, um pecado. Achava que Deus ia me castigar. Quanto mais tempo ficava dentro desse núcleo religioso, menos eu pensava. Só deixava os outros felizes e não a mim. Até os 23 anos, não tinha beijado ninguém.

O processo de aceitação da minha sexualidade veio junto da saída da Igreja e foi doloroso e solitário. A igreja evangélica na periferia tem uma função mais social do que de fé. Você frequenta aquele espaço para se sentir incluído em algum grupo, respeitado. Eu tinha construído uma família que achava que era minha, mesmo o pessoal da Igreja não sabendo das minhas particularidades.

Fui um jovem sem autoestima. A maioria dos líderes religiosos da igreja eram brancos e eu não conseguia me enxergar, não sabia nada sobre questões africanas. Eu me olhava no espelho e não me achava bonito. Não tinha referencial nem na igreja nem na mídia. Tinha medo dos meus pais saberem, de ser expulso de casa, perder minhas amizades.

Minha adolescência foi cercada por medos. Queria que Deus me matasse ou acordar hétero, pois não dava para viver naquela situação. Via as pessoas casando e eu condenado a ficar sozinho. Comecei a me afastar e me envolvi com uma pessoa que conheci na internet. Nesse momento, o maior peso saiu das minhas costas, foi o primeiro passo para ficar mais aberto para as coisas.


Samuel de Paula Gomes, ex-evangélico, conta sobre seu primeiro livro


Não tem como escolher entre ser ou não gay, mas há a opção de estar ou não no armário. Sair é algo totalmente individual, não é uma obrigação. Só me assumi quando estava estruturado financeiramente, pois, se algo acontecesse, sabia que conseguiria me sustentar sozinho. Muita gente conta e os pais ficam sem falar, humilhando os filhos e isso vai matando por dentro.

Muitos LGBTs estão sendo mortos fisica e psicologicamente todos os dias. Quando o filho sai do armário, são os pais que entram. Eles precisam passar por um processo de aprendizado, mas isso não é desculpa para humilharem, baterem e expulsarem o filho de casa. Isso é homofobia.

De toda essa experiência nasceu o livro. Tudo de forma independente. Juntei a grana que tinha separado para uma viagem de intercâmbio e fiz a publicação. Ele pode ser comprado no site Guardei no Armário.

Enquanto estava escrevendo, encontrei uma pesquisa que mostra que 56% dos romances nacionais sequer têm um personagem não branco e isso me deu mais força para contar minha história de amor próprio e enfrentamento de preconceito.


Capa do primeiro livro de Samuel


Percebi que minha trajetória não era única e quis dar voz para quem sai do armário contar a própria história. Foi aí que surgiu a ideia de criar o canal no Youtube, hoje com quase 5.000 inscritos. Lá converso com as minorias dentro das minorias --gordinhas, bissexuais, homens trans, drags-- sobre como foi o processo de aceitação.

O mais legal de toda essa jornada é que recebo um retorno muito legal tanto de quem leu o livro quanto de quem acompanha o canal. Tem quem me escreva contando o quanto o livro ou o canal ajuda a não se sentir mais sozinho. As pessoas se sentem aliviadas de ver que passei por isso e venci." 

Idosa de 92 anos defende filhas lésbicas com mesma placa há mais de 30 anos.




A imagem de uma americana de 92 anos segurando uma placa mostrando seu apoio às filhas lésbicas com os dizeres “Eu amo minhas filhas lésbicas. Mantenham elas seguras!” viralizou na Internet. O feito se deu não apenas pela idade dela, mas porque a Internet descobriu que ela já segura este mesmo cartaz em Paradas LGBTs há mais de 30 anos. Veja no tweet abaixo, uma foto dela na Parada LGBT de 1994 e 2016:


Seu nome é Frances Goldin e ela comparece à Parada LGBT de Nova York há mais de 30 anos. Suas filhas, Reeni, de 68 anos, e Sally Goldin, de 70 anos, atualmente moram em Nova York e São Francisco, respectivamente.

Elas acreditam que a mãe sempre se mostrou tolerante e apoio a causa desde as primeiras Paradas LGBT, como ela mesma confirmou em entrevista: “Desde o comecinho dos protestos estive lá para mostrar meu apoio em resposta à todo ódio das pessoas e pais que rejeitam seus filhos. A receptividade sempre foi fantástica e me faz querer voltar a cada ano. As pessoas chegam em mim, me abraçam e pedem para ser meus filhos.”

A placa foi feita por um artista de rua amigo dela porque ela não queria comparecer a primeira Parada sem um cartaz com seus dizeres. A mensagem em apoio às filhas, sempre chamou atenção dos presentes ano a ano e viralizou recentemente devido ao compilado de imagens dela em várias épocas segurando os mesmos dizeres, como você pode conferir na galeria de fotos abaixo:





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Postado por Andy | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. Galera, já li o livro "Guardei no armário", do Samuel, e recomendo. É muito bacana a forma como ele conta a própria história e, à medida que vamos lendo, mais queremos saber. A leitura é um fortalecimento para quem vive a mesma realidade do preconceito tanto pela condição sexual quanto pela cor da pele.

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    1. Eu queria ler, mas não tem versão digital. Não consigo ler livros impressos com facilidade por problemas visuais. Snif.

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