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MINHA VIDA GAY

Freiras se apaixonam, deixam convento e se casam.




Mudança de hábito! Federica e Isabel, duas ex-freiras católicas, renunciaram seus votos de castidade após se apaixonarem no convento onde conviviam e oficializarem a união.

As duas se casaram na Itália, onde o casamento gay foi legalizado recentemente. Elas se conheceram em uma viagem em missão na América do Sul e pertenciam à ordem Franciscana da igreja, que segue os ensinamentos de São Francisco de Assis.

Embora ainda se declarem católicas, após se apaixonarem, ambas decidiram abdicar de seus postos no convento pela igreja não concordar com a união de pessoas do mesmo sexo: “Deus quer que a gente seja feliz”, disse Federica ao jornal local “La Stampa”, e concluiu: “Gostaríamos que a igreja se abrisse e recebesse bem as pessoas que amam outras pessoas independente da sexualidade”.

A cerimônia de casamento aconteceu no norte da cidade de Pinerolo no último dia 28 de Setembro. Ambas também receberam as bençãos do ex-padre, Franco Barbelo, excomungado da Igreja após declarar apoio à comunidade LGBT recentemente enquanto o país discutia a legalização do casamento LGBT. Ele afirmou que a história de amor de Federica e Isabel é como muitas que acontecem no mundo, que as duas são pessoas de muita fé e pensaram muito para tomar esta atitude.

Temendo retaliações e o possível ataque de religiosos e conservadores extremistas, ambas pediram que a privacidade do casal fosse respeitada e não permitiram a divulgação de fotos do casamento, liberando apenas esta para a imprensa:



O casal em que o pai deu à luz um menino chamado carinhosamente de caracol.


"Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", lembra Fernando.

Diane Rodríguez e Fernando Machado são um dos casais formados por transexuais mais famosos da América Latina e recentemente tiveram o primeiro filho no Equador.

"Ainda não escolhemos o nome. Talvez já tenhamos, na verdade, mas ainda estamos esperando para anunciá-lo", diz Diane, com os olhos fitados no celular enquanto tecla com as unhas perfeitamente bem feitas.

Ela e seu parceiro querem esperar que as coisas se acalmem um pouco.

Enquanto isso, o filho do casal chega à 18ª semana. Nascido em 20 de maio, ele é chamado carinhosamente de Caraote --"caracol".

Para muitos, Diane e Fernando são o símbolo de uma crescente tolerância sobre a diversidade sexual na região.

Paternidade

O casal se conheceu pelo Facebook.

Diane buscava alguém com quem pudesse construir uma família. Queria que a alma gêmea também apoiasse sua carreira como ativista.

Passou horas passeando por perfis nas redes sociais até que conheceu Fernando, outro transexual.

Fernando, que nasceu na Venezuela, sorri quando se lembra de como o romance começou. "Depois de alguns dias batendo papo com ela, peguei um ônibus e fui para o Equador."

"Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", conta.

A gravidez só foi possível porque nem Diana nem Fernando decidiram se submeter à cirurgia de readequação sexual. Por isso, não precisaram de ajuda médica para conceber o bebê.

Mas para um pai ou mãe transexual que deseja colocar um filho no mundo, o Equador está longe de ser o paraíso da aceitação.

Episódios de violência contra minorias sexuais, como as de pessoas transexuais, ainda são comuns.

Diane, por exemplo, já foi sequestrada inúmeras vezes.

As sedes de sua ONG, a Silueta X, são monitoradas por câmeras 24 horas por dia, com o objetivo de garantir condições mínimas de segurança.

Mãe e ativista
Ativistas como Diane acreditam que sua grande visibilidade ajuda a conscientizar o público.

Por exemplo, durante a gravidez, o casal publicou no Facebook um vídeo que mostrava como um médico aconselhava Fernando a não se esquecer de que era uma mulher.

O vídeo viralizou e o hospital foi obrigado a pedir desculpas.

Ser publicamente reconhecida como uma transexual não é um problema para Diane. No entanto, ela viveu momentos dos quais prefere esquecer. A prostituição e o distanciamento da família são parte de sua história.

Agora, Diane alimenta positivamente seu status de ativista. Frequentemente, publica fotos suas com Fernando atraindo milhares de "curtidas".

Mas, para uma parcela da comunidade LGBT no Equador, não se trata apenas de uma vontade nobre.

Segundo eles, Diane tem planos de ingressar na política e estaria usando a plataforma do movimento para alcançar seus objetivos. Sua relação com o presidente do país, Rafael Correa, dizem, seria próxima demais.

Correa, que é católico, já fez comentários homofóbicos e transfóbicos publicamente.

Diane também foi alvo de críticas por suas tentativas de reconciliar a Igreja Católica com os grupos LGBT. Para alguns integrantes do movimento, isso não é possível.

Por outro lado, ela é vista como um exemplo a ser seguido por muitos. Mesmo sendo transexual, ela se recusou a fazer a operação de readequação sexual, assumiu seu papel de mãe e começou a construir uma família.

Em 2013, Diane foi a primeira transexual que se candidatou a uma vaga no Congresso equatoriano.

Apesar de não ter sido eleita, atualmente vislumbra o Senado em 2017. 

Professor deu a melhor resposta aos alunos que questionaram sua orientação sexual.


Vitor Fernandes dá aula em uma CIEP, em Inhoaíba (RJ).


A história foi contada através do Facebook em uma publicação que já foi compartilhada por mais de 15 mil pessoas.

O depoimento de um professor do Rio de Janeiro mostra o porquê debater estereótipos de gênero em sala de aula ainda é mais do que necessário nas escolas.

Vitor Fernandes dá aula em uma CIEP, em Inhoaíba (RJ), e foi questionado por uma aluna do primeiro ano sobre sua orientação sexual. “Professor, o senhor é gay?“, perguntou ela. Ele poderia responder simplesmente “sim” ou “não”, mas preferiu perguntar aos alunos o que fazia com que eles questionassem isso, aproveitando para debater os estereótipos associados ao que é “ser homem heterossexual”.

A história foi contada através do Facebook do professor, em uma publicação que já foi compartilhada por mais de 15 mil pessoas, recebendo mais de 38 mil reações. E as respostas dadas pelos alunos só mostram que ainda estamos bem longe de atingir o grau de igualdade que esperávamos. A conclusão dele? “O machismo é opressor com os homens também”.

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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. E é por isso q usar os Termos Heteronormativo e Homonormativo é errado, sempre achei muito ofensivo isso! Agora só pq sou gay tenho q seguir a "norma"(imposta diga-se de passagem) de ser afeminado, gostar de estilo "X" de me vestir ou de musicas? Em outras palavras tenho q ser um esteriotipo? Eu sou muito feliz em ser um gay discreto, e sou assumido, não tenho vergonha de dizer q sou gay, e odeio e me sinto ofendido quando me chamam de Heteronormativo. Vamos abrir a cabeça colegas homossexuais, ja sofremos demais com o preconceito da sociedade homofobica hetera pra cima de nós, não precisamos sofrer o mesmo preconceito da sociedade q deveria nos acolher!

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