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MINHA VIDA GAY

Free! Skatista profissional Brian Anderson sai do armário aos 40 anos.




Em um documentário para o portal da revista Vice, o skatista profissional Brian Anderson, 40 anos, assumiu publicamente sua homossexualidade e se tornou o primeiro skatista abertamente gay a competir em um evento a nível mainstream.

Brian declarou que por muito tempo usou o skate como escudo para esconder sua sexualidade, mas que hoje está feliz com sua decisão de se assumir publicamente, e que o tempo “dentro do armário” serviu para transformá-lo em um dos atletas mais consagrados no esporte.




“Eu usei o skateboard como foco para não pensar no assunto. Eu sabia que não poderia simplesmente sair e conhecer um cara, e tinha muito medo de alguém me pegar fazendo isso. (…) Uma parte de mim estava extremamente revoltada por ter que segurar esse segredo, e isso fez de mim um animal no skate.”

Assumindo sua sexualidade, Anderson segue os passos dos atletas Tim Von Werne and Jerrett Berry, que não tiveram o mesmo sucesso no esporte após saírem do armário.

Garoto de Ouro: Boxeador gay assumido promete ser o primeiro do mundo. Estamos na torcida.




Em julho deste ano (2016), Orlando Cruz – o primeiro boxador a se assumir gay – venceu uma luta em homenagem às vítimas de Orlando usando um (micro) uniforme nas cores do arco-íris. 

Fofo, né? Pois o porto-riquenho não cansa de nos dar motivos para amá-lo mais e mais. Ele declarou para o jornal El Voerco, de seu país, que ele não entrou nessa briga para brincar. “Eu sei que o meu oponente vai vir com garra, mas eu estou preparado e pronto para a vitória e, depois, para ser coroado vencedor mundial. Eu estou focado em ser o único campeão de box gay da história”, comentou.


No próximo dia 7 de outubro, o lutador de 35 anos vai enfrentar o mexicano Luis Sanchez e, se tudo ocorrer bem, no começo de 2017 enfrentará o boxeador Miguel Berchelt, também Mexicano. #teamOrlandoCruz! 

Campeão nas mesas do poker, a história de Jason Somerville é um exemplo a se seguir.




“Eu estava sozinho e chateado. Simplesmente aceitei que estava infeliz… E disse para mim mesmo que tinha passado pelo máximo que conseguia”. A frase pode se enquadrar para muitos leitores deste site, os quais sabem que, por inúmeros motivos – todos irracionais e sem muito lastro em qualquer lógica que faça sentido no século XXI – ainda é difícil mostrar-se abertamente homossexual.

Não é uma questão de opção, como para muitos ainda parece fazer sentido. Não se trata de opção sexual, mas uma orientação. E em alguns ambientes profissionais, pode ser ainda mais difícil revelar este importante traço pessoal para colegas de trabalho e para o público. Foi o caso de Jason Somerville.

Aparte de qualquer orientação sexual, ele é bem sucedido. Imagine que você começou com 5 dólares de brincadeira e transformou esses 5 em uma banca de 100 mil dólares ao jogar online. Não é para qualquer um. Para cada Jason existem outros tantos que tentam e não conseguem. Desde então, são 3,5 milhões de dólares em ganhos com o esporte (tanto online, sua especialidade, quanto em jogos ao vivo com campeonatos), mais de cinco milhões de inscritos em seu canal do Twitch (um tipo de portal como o YouTube, mas dedicado exclusivamente para games) e cada vez seguidores em suas redes sociais.

A questão é que o poker ainda é um ambiente mais “masculino”, por assim dizer. E assim sendo, ainda podem existir homens que poderiam achar que a orientação sexual de Jason pudesse lhe qualificar como um jogador menos capaz – o que obviamente, do ponto de vista racional, não faria sentido algum. “Nenhum homem bem conhecido no mundo do poker profissional é aberto em relação a isso… Não haver qualquer jogador famoso abertamente gay parece ruim. Arcaico. É uma relíquia de uma mentalidade antiga quando o mindset padrão do mundo seja o “não fale, não pergunte”, disse Somerville em seu blog – em post que repercutiu na internet, como no site de celebridades Perez Hilton.

Não foi uma decisão fácil. Como em muitos casos na comunidade, ela aconteceu por motivação de um sentimento que é comum a qualquer que seja a orientação de um ser humano. Em sendo ser humano, ele ama. Não importa o gênero ou qual é o gênero amado. A própria ideia de se abrir ao mundo, de abrir um traço de sua personalidade a todos, ainda não havia passado pela cabeça de Somerville até aquele instante. Seu namorado lhe pediu para que ele pudesse lhe ajudar durante um torneio de poker no Caribe. O pro não queria simplesmente introduzir seu parceiro como “amigo”. Em entrevista ao site PokerListings, Somerville disse que não queria “desrespeitar a relação que tinham”.

E, então, ele resolveu se abrir ao mundo. Por respeito a si mesmo, a seu namorado – mas, principalmente, por orgulho e por não precisar esconder que era feliz do jeito que era – e não do jeito que os outros ou a sociedade por padrão arcaico eventualmente quisesse que ele fosse. Somerville elaborou um post em seu blog, no Valentine’s Day de 2012 (que aqui conhecemos como dia de São Valentim). O famoso, campeão e bem sucedido revelou sua alma ao público que lhe seguia.

O ato, visto como extremamente corajoso por muitos, recebeu feedback positivo segundo o atleta das cartas. “Recebi muito feedback bacana até mesmo do mundo do poker, bem como da comunidade LGBT”. De acordo com Jason, a reação do público foi doce e, segundo ele, o dia em que abertamente se declarou gay ao mundo foi o melhor dia de sua vida. “Tomei a decisão porque eu achava que seria a melhor coisa para mim mesmo”.

Não é uma decisão fácil e a (felizmente, cada vez menor) resistência de alguns na sociedade fazem com que não seja algo que se faça do dia para a noite. Mas exemplos como o de Jason Somerville são positivos. Mostram que hoje em dia, seja a profissão que for – sendo pessoa pública ou não – a orientação sexual é um traço da personalidade tal qual qualquer outro. E isso, absolutamente, não lhe faz um profissional melhor ou pior. Pelo contrário. Porque o importante, no final das contas, é ser feliz.

MTV americana cria vídeo que mostra regras para ser um macho com M maiúsculo.




Independente de sua orientação sexual, você com certeza já passou – e ainda vai passar – por pessoas que vão cobrar uma postura “masculina” de você. Infelizmente, a sociedade ainda cria normas de como ser o “cara ideal” – insensível, violento e autodestrutivo. E essa cobrança não vem só de homens heterossexuais não, hein? 

Pensando nisso, a MTV Americana criou o vídeo ‘American Male’ Short Film | Look Different. O rapaz mostra as regras que um garoto tradicional – não só nos Estados Unidos como eles indicam na descrição do vídeo – deve seguir para ser aceito na rodinha dos garanhões. Com direção de Michael Rohrbaugh, você se depara com frases como “fique longe das artes… ou seja, sem teatro, dança, pintura, poesia!”, “mulheres sentam com as pernas cruzadas, homens se sentam com as pernas abertas” e “escolha cerveja, e não vinho”.

Confira quantos estigmas ainda estão inseridos na sociedade brasileira...




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Postado por Andy | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. As notícias desta seção de hoje estão animadoras. Muitos estereótipos negativos associados aos homens gays caem por terra quando atletas como esses se assumem.

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  2. Vdd. Quando compus esta coluna, para retratar a ``saida de armario``, seja por famosos ou anônimos, e suas atividades, não esperava que fosse em frente. Hoje, tenho matérias abundantes e quando penso em posta-las, mais e mais aparecem. Tenho ate estoque... e não foram postadas pela falta de espaço... rsrsrs
    mas irei posta-las, pois são casos variados e emocionantes. De famosos, tive que usar ate a coluna de fofocas de celebridades.
    Mas e´ muito bom que apareçam em favor da visibilidade e assim, iluminem se as cabeças mais fechadas do conservadorismo, principalmente dos religiosos com seus dogmas ultrapassados.

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