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NOTICIAS DO MUNDO GAY

ONU escolhe relator para investigar  violações contra homossexuais.


Notícia foi mal recebida por países muçulmanos e africanos


A Organização das Nações Unidas (ONU) agora tem um relator que investigará as violações sofridas por homossexuais ao redor do mundo.

Para o cargo, foi escolhido o tailandês Vitit Muntarbhorn. Ele monitorará violações e denunciará discriminações homofóbicas.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a notícia foi comemorada por ativistas, mas o relator esbarrará em artimanhas dos governos. A Rússia disse ser desperdício de dinheiro, por exemplo. O país é um dos que mais discriminam homossexuais.

China e países africanos e muçulmanos também não receberam bem este novo cargo criado pela ONU. Para o Paquistão, a resolução “promove certas noções, conceitos e estilos de vida em que não existe consenso”.

O embaixador da Arábia Saudita, Faisal Trad, disse ser uma imposição de ideias. “Não vamos aceitar leis feitas pelo homem contra leis divinas’, disse.

Papa pede que igreja aceite transexuais, mas se diz contra “doutrinação” de crianças.




O representante máximo da igreja católica, Papa Francisco, incentivou líderes da igreja católica a receberem bem pessoas trans que tenham fé, segundo o jornal Washington Post.

Em viagem à Georgia no último domingo, dia 2 de Outubro, o Papa disse que pessoas trans também tem o direito de seguirem e serem acompanhadas por Jesus. Entretanto, ele se reafirmou contra uma suposta “doutrinação de crianças”, ou, o ensino da teoria de gênero que vem sendo proposta atualmente no plano de ensino, que ensinaria crianças que o gênero masculino ou feminino é algo que tem a ver com o que se entende por si, não sendo algo baseado estritamente nos órgãos genitais, como ainda é ensinado.

Ele afirmou: “Uma coisa é a pessoa ter sua tendência e até mudar seu sexo. Outra coisa é querer ensinar na escola e mudar as mentalidades.”

O Papa também aproveitou para lembrar que já se encontrou com pessoas com problemas de aceitação de gênero: “E jamais as abandonaria. Quando alguém nessa condição vem ao nosso encontro, não devemos negar. Jesus jamais diria: ‘vá embora porque você é gay (ou trans)’. Eu as recebi e elas estavam felizes por isso.”

Ainda de acordo com a matéria, o Papa – contraditoriamente – pediu aos jornalistas presentes que testemunharam o discurso, que não escrevessem “O Papa abençoa as pessoas trans” no título das matérias.

Embora diga que aceite as pessoas trans e recomende à igreja não discriminá-las – o que devemos reconhecer como algum avanço por parte da igreja que já foi estritamente contra – o Papa é uma das vozes contra o ensino de gênero, já tendo dito que é algo terrível.

Psol, PT e PCdoB são os partidos  com mais candidaturas LGBT.




O Psol é o partido com mais candidaturas LGBT nas eleições municipais deste ano. Ao todo, há 52 pleiteantes desta legenda em todo o Brasil.

Além disso, o Psol é o único partido brasileiro a ter duas candidatas transexuais a prefeituras – Thifany Félix, em Caraguatatuba (SP) e Samara Braga, em Alagoinhas (BA).

Depois, aparecem PT e PCdoB com 34 candidaturas LGBT cada um. No país todo, foram identificados 269 candidatos LGBT. O levantamento foi realizado pelo site Guia Gay São Paulo.

Teve representatividade negra, sim! Raissa Santana é a nova Miss Brasil.




Depois de bater um recorde de candidatas negras, o concurso de beleza mais tradicional do País elegeu uma negra para ser Miss Brasil 2016. A representante do estado do Paraná, Raissa Santana, ganhou o concurso na noite de ontem (1). 

Raissa é de Umuarama, estuda marketing e é modelo. Ela se tornou a segunda negra a ganhar o concurso. Há exatos 30 anos, a gaúcha Deise Nunes levou o título e se tornou a primeira Miss Brasil negra. 

Na hora de justificar porque merecia a coroa, a paranaense afirmou que desejava quebrar "o jejum de 30 anos" desde que a última miss negra venceu a competição. 

Polícia prende três homens que espancaram travesti no Rio de Janeiro.


Imagens da agressão à travesti e à sua irmã foram utilizadas pela polícia do Rio; detidos teriam confirmado autoria do crime


A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três suspeitos de tentar matar uma travesti e sua irmã na tarde de domingo (11) em Santa Cruz, na zona oeste da cidade. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, eles tiveram prisão temporária decretada pela Justiça.
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O delegado Daniel Mayr, da delegacia de Santa Cruz (36ª DP), disse que, conforme apurado, um dos suspeitos teria começado com ofensas de cunho homofóbico contra a vítima em uma van de transporte alternativo, iniciando uma discussão que, logo depois, evoluiu para agressões físicas.

Em depoimento, a travesti disse que para se defender, ela se apossou de uma faca que seria do suspeito e o esfaqueou. Pouco depois, dois homens foram auxiliar o suspeito esfaqueado na luta, passando a agredir também, além da travesti, a irmã da vítima.

Ao tomar conhecimento dos fatos, Mayr imediatamente instaurou inquérito policial e iniciou as diligências para apurar o crime. Foram analisadas as imagens e localizadas as vítimas que prestaram mais detalhes do crime. Na tarde desta terça-feira (13), a Polícia Civil identificou os três suspeitos e, com base nas provas colhidas, o delegado responsável pelo caso representou pela decretação da prisão temporária dos autores, medida que foi deferida pela Justiça.

Os três foram presos e ouvidos na delegacia. Foram apresentadas as imagens do crime e, segundo a polícia, os três autores se reconheceram como os agressores.

Condomínio em SP terá que indenizar morador por reclamação contra beijo gay.




Um condomínio em Ribeirão Preto foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a indenizar um de seus moradores, homossexual, após a síndica do prédio ter feito uma reclamação formal contra ele por conta de um beijo trocado com o seu namorado no elevador do prédio. O valor da indenização é de R$ 5 mil.

O profissional de educação física Davidson Gustavo Santos, autor da ação, conta que, em 2013, havia ido a um shopping da cidade com seu namorado e, ao voltar ao edifício Joaquim Firmino, na região central de Ribeirão, onde morava com três amigos, beijou o companheiro enquanto entravam no elevador. O sistema de monitoramento interno do edifício, considerado de alto padrão, registrou a cena, e, como os moradores têm acesso às gravações, alguns deles foram até a síndica do prédio para reclamar da atitude.

A síndica então procurou Santos e o reprimiu sobre o beijo. “Morava em um condomínio no centro onde os moradores são muito conservadores. Depois do beijo, a síndica me procurou e disse que essa atitude não era aceita pelos condôminos e que eu não poderia beijar meu namorado”, conta. “Eu vi no regimento interno e não havia nada sobre a impossibilidade de dar um beijo. Evidentemente, se fosse um casal de namorados heterossexual, o assunto não seria teria gerado polêmica”, conta.

Davidson ressalta ainda que a síndica chegou a procurar os amigos com os quais dividia o apartamento e que teria dito a eles que, se o autor não se mudasse do apartamento, todos os moradores teriam que deixar o local. “Ela chegou a gritar, aos berros. Além disso, também passou as imagens para outros moradores”, disse Santos.

O advogado Marcos Antonio Souza, que representou Santos na ação, informa ainda que, além do pedido de indenização civil, também pediu para que o caso fosse enviado para a polícia, para responsabilização criminal dos envolvidos. “Esse foi um dos problemas desse caso, a polícia se recusou a registrar o boletim de ocorrência. Nós fizemos o pedido, mas o juiz não determinou a investigação, então, na esfera criminal, os autores não foram punidos”, declarou.

Prejuízos

Santos conta ainda que, por conta da repercussão, acabou deixando o apartamento menos de dois meses depois. “Não quis prejudicar meus amigos. E, quando o contrato deles acabou, um ano e pouco depois, eles também saíram”, disse.

Para o desembargador Fábio Quadros, relator do caso no TJ, as provas do processo foram suficientes para demonstrar os danos causados ao autor da ação, cabendo, portanto, obrigação do condomínio de indenizá-lo. “Com efeito, a prova testemunhal produzida nos autos foi contundente quanto aos danos experimentados pelo autor, em razão de atos discriminatórios praticados pela síndica, representante do condomínio réu”, disse o magistrado na sentença.

Já para Fábio Jesus, coordenador da ONG (Organização Não Governamental) Arco Íris, que milita no setor de direitos da população LGBT em Ribeirão Preto, a ação é positiva por mostrar que o preconceito já não fica impune. “Ações como essa são importantes para mostrar que o preconceito não é mais aceito. A sociedade e a Justiça cada vez mais mostram que o tempo em que ações como essa ficavam impunes não existe mais”, avalia.

Outro lado

Procurado, o advogado João Augusto Furniel, representante da empresa no processo, informou que não iria se pronunciar sobre o caso. “Nossa defesa foi feita dentro do processo”, disse. Ele ressaltou ainda que considera o tema “uma exposição indevida da vida pessoal” e que pretende tomar medidas cabíveis para garantir os direitos de sua cliente contra o que considerou “intromissão da imprensa na vida particular” das pessoas.

À Justiça, o condomínio alegou que o circuito interno de monitoramento do local captou o beijo e que a reprimenda ocorreu depois de reclamação de moradores, mas que não houve ofensa. Também afirmou que não distribuiu o vídeo nem exigiu a saída de Gustavo. A reportagem também tentou falar com representantes do condomínio do Edíficio Joaquim Firmino, mas ninguém quis se pronunciar sobre a decisão.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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