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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Ban Ki-Moon: Religião não pode justificar negação de direitos a LGBT.


Para Ban Ki-Moon, não há lugar para discriminação a LGBT nesse século


O secretáro-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, convocou a comunidade internacional a lutar pelos direitos arco-íris.

“Não há lugar no século XXI para a discriminação com base na orientação sexual ou na identidade de gênero (das vítimas)”, disse o sul-coreano, na quarta-feira, 22. 

A fala foi proferida em meio a presidentes, vices e primeiros-ministros durante a 71ª sessão da Assembleia Geral. O dirigente máximo das Nações Unidas criticou países que “nadam contra a maré da história” ao adotarem novas punições ainda mais desmedidas a indivíduos que são gays ou que apenas falam sobre ser gay.

“Os fatos são perturbadores. A cada ano, centenas são mortos, milhares são gravemente feridos e milhões vivem suas vidas na sombra da discriminação e da reprovação. Isso é um ultraje”, condenou Ban, que lembrou ainda que muitos Estados se recusam a reconhecer abusos contra as vítimas. 

O secretário-geral da ONU criticou duramente ideias utilizadas para justificar a violência contra LGBTs. “Eu pergunto àqueles que usam argumentos culturais ou religiosos para privar pessoas LGBT dos seus direitos humanos: o que vocês ganham por tornar os outros menos iguais? A sua religião ou cultura é tão fraca que a única maneira pela qual vocês podem sustentá-la é a negação dos direitos básicos dos outros?”

Polonesas vão às ruas contra lei que dificulta aborto,




Milhares de polonesas vestidas de preto participam nesta segunda-feira (3) das manifestações contra uma proposta de lei que visa proibir definitivamente o aborto no país. A legislação polonesa já é uma das mais restritivas da Europa.

A ação, divulgada nas redes sociais, e diversas manifestações devem acontecer em todo o país. Pelo menos 2000 pessoas se reuniram diante da sede do partido conservador Direito e Justiça, para formar uma corrente humana batizada de “Muro da Fúria”. Estão previstas mobilizações em várias cidades do país.

A manifestação é um protesto contra o projeto de lei “desumano” enviado na semana passada a uma comissão parlamentar, com o voto favorável de diversos deputados. A proposição foi apresentada pelo comitê “Chega de aborto”, e autoriza o ato apenas na última hora, se a mulher grávida estiver correndo risco de vida.

Cinco anos de prisão para médicos

O projeto de lei também prevê uma pena que pode chegar até cinco anos de prisão para médicos e outras pessoas envolvidas em um aborto, além das pacientes. “Estou aqui para que minha filha tenha a liberdade de escolha na Polônia, e que ninguém me imponha como eu devo viver, o que eu devo fazer com meu corpo”, diz a secretária Marta Kozlowska, de 37 anos.

“Ninguém tem o direito de decidir o que eu devo fazer com meu útero”, diz Kataryna Goluch, uma estudante de 17 anos. “Se um dia eu for estuprada, e a lei entrar em vigor, eu serei obrigada a guardar a criança. Mesma situação em caso de má-formação do feto. É preciso enfim dizer não!”, declara.

Dois terços dos LGBT escoceses já  foram vítimas de crimes de ódio.


70% não denunciam crimes homofóbicos à polícia no país

Quase dois terços dos LGBT escoceses já foram vítimas de crimes de ódio, mas a maioria não denunciou à polícia.

Um estudo feito pela entidade arco-íris Equality Network mostrou que 63% dos cidadãos LGBT do país sofreram com a violência homo, bi ou transfóbica. Infelizmente, 70% dos afetados não fizeram denúncia às autoridades.

De acordo com a pesquisa, 29% sofreram agressões físicas, 22% abuso verbal no transporte público, 22% foram alvo de discriminação on-line e 17%, no trabalho. 

12 LGBTs assumidos são eleitos por todo o Brasil, entre eles um prefeito.




Um candidato LGBT se elegeu prefeito em Itapecirica, Minas Gerais, e um total de 11 candidatos/as LGBT a vereadores se elegeram nas cidades de Campo Grande-MS, Cruz Alta-RS, Florianópolis-SC, Palmares-PE, Patos de Minas-MG, Pimenta Bueno-RO, Rio de Janeiro-RJ, São Joaquim da Barra-SP, São Paulo-SP e Uberlândia-MG. O acompanhamento foi feito pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, ABLGT.

A pesquisa revela ainda que 26 do total 377 candidatos LGBT e aliados registrados por fontes ligadas à ABGLT conseguiram dar visibilidade e elevar a pauta LGBT em suas cidades. O levantamento das candidaturas LGBT vem sendo realizado pela ABGLT desde 1996. Naquele ano o número de candidatos/as assumidos/as LGBT não passava de 10 em todo o país. Em 2016, 20 anos mais tarde, houve pelo menos 279 candidaturas LGBT em 2016, representando um aumento de 2790%. O PSOL foi a sigla que mais destacou a pauta LGBT em suas campanhas.

O prefeito gay eleito em Itapecerica-MG, Tekô (foto) teve sua casa pichada com frases homofóbicas durante as eleições mas se tornou o único candidato LGBT da majoritária a conseguir se eleger este ano. Everlei e Thiago Silva se reelegeram em Cruz Alta e Florianópolis, respectivamente.

Mas ao menos em Curitiba e Região Metropolitana muitos canditados LGBTs não assumidos conseguiram a cadeira ou se reelegeram, basta esperar que eles defendam a causa.


Confira a lista:

Têko Eleito 7890 votos 31 PHS Prefeito LGBT Itapecerica-MG
Valdir Gomes ELEITO 3361 votos 11555 PP Vereador Campo Grande-MS LGBT
Everlei Martins ELEITO 534 votos 65065 PCdoB Cruz Alta/RS LGBT
Tiago Silva ELEITO 2638 votos 15000 PMDB Florianópolis-SC LGBT
Paulete ELEITA 433 votos 51777 PEN Palmares-PE LGBT
Isaias Martins ELEITO 1998 votos 15456 PMDB Patos de Minas-MG LGBT
Jordana Ferreira ELEITA 553 votos 55555 PSD Pimenta Bueno-RO LGBT
David Miranda ELEITO 7012 votos 50.500 PSOL Rio de Janeiro-RJ LGBT
Tieta ELEITA 732 45369 PSDB votos São Joaquim da Barra-SP LGBT
Fernando Holiday ELEITO votos 48055 25024 DEM São Paulo-SP LGBT
Sâmia Bonfim ELEITA 12464 votos 50180 PSOL São Paulo-SP LGBT
Pamela Volp ELEITA 1841 votos 11400 PP Uberlândia-MG LGBT

Vereadora com mais votos em Belo Horizonte é mulher, negra e feminista.




Cientista social, educadora popular e ativista de movimentos feministas, negros, Áurea Carolina (PSOL) foi a vereadora com mais votos em Belo Horizonte (MG), nas eleições deste domingo (2).

Ela teve 17.420, ou 1,46% dos votos válidos, seguida pelo Professor Wendel Mesquista (PSB), que conquistou 13.277 votos, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Aos gritos de "uh, é mulher preta", a vereadora comemorou a vitória e prometeu um mandato inclusivo, com a população feminina, negra, LGBT e moradores de rua e criticou o governo de Michel Temer.

"Nós vamos construir um mandato popular, com as mulheres, a população negra, a juventude, a população LBGT, as ambulantes, população de rua, que rala todo dia nessa cidade. Por nenhum direito a menos, por nenhum despejo a mais, por dignidade, por diversidade, uma política de amor, radicalmente democrática. Estamos juntas. Fora, Temer."

Graduada em Ciências socias pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especialidade em gênero e igualdade pela Universidade Autônoma de Barcelona e mestra em Ciência Política pela UFMG, Áurea já foi subsecretária de Política para Mulheres do governo de Minas Gerais.

É uma das fundadoras do Fórum das Juventudes da Grande BH e participa da movimentação Muitas pela Cidade que Queremos e do coletivo Pretas em Movimento.

Ao jornal O Tempo, Áurea disse que acredita na renovação no Legislativo de Belo Horizonte. "Ser mulher negra, da periferia, com representação no hip-hop, tem um peso muito grande e também as pautas que defendo, uma política de ideias que defende o aprimoramento da democracia no meio de um golpe institucional", afirmou.

A Câmara municipal da capital mineira tem 41 vagas. Neste domingo, foram contabilizados 8,47% de votos brancos, 12,46% de nulos e 21,66% de abstenção.

Conselho de Ética instaura  processo contra Jean Wyllys.


Deputado cuspiu em Jair Bolsonaro durante votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff


Na terça-feira, 04, foi instaurado processo contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) por quebra de decoro parlamentar. O motivo foi por Wyllys ter cuspido no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário.

O processo foi instituído pelo presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA). O parlamentar sorteou três candidatos para relatar o processo: Ricardo Izar (PP-SP), Zé Geraldo (PT-PA) e Leo de Brito (PT-AC), e o presidente deverá escolher um do três para a função. 

O processo é fruto de seis representações levadas à Corregedoria da Casa, sendo duas delas do ator Alexandre Frota. A Mesa Diretora aprovou o encaminhamento das representações e sugeriu a suspensão do mandato parlamentar por até seis meses.

Caberá ao Conselho de Ética arquivar ou dar continuidade ao processo.

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Postado por Andy | (4) Comente aqui!

4 comentários:

  1. Por acaso é um crime nascer Branco???

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  2. Ela fala q vai fazer “democracia“... mas so diz q vai ajudar Negros/LGBT/Moradores de rua... ela acha q todo branco é rico é... Nao é nao...

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  3. MATTHY D.P.

    Pelo texto, nao faz distinçao, mas sua campanha e´ pelos direitos a qual ela concorreu. A plataforma dela e´voltada mais para politicas publicas para mulheres negras, LGBT, independente de classe social e raça. E´ claro que os canditados a vereador anunciam sua plataforma, em que alguns vao lutar por algum direito, seja para os deficientes, animais abandonados, etc.

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  4. Alem do mais,e´ímportante conter o avanço dos conservadores, principalmente a religiosa que querem retirar o Estado laico e impor um Estado religioso, e com isso, restringir ao máximo o direito das minorias religiosas, raciais, sexuais e de mulheres, baseando-se em suas interpretações de suas escrituras religiosas. E´ notório o avanço dos protestantes e o enfraquecimento da igreja católica, que perde seis fieis, para esta.

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