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DIREITOS

Casa 1: Projeto de moradia para LGBT abraça vítimas da intolerância na família.




A maior parte das violências sofridas por pessoas LGBT ocorrem principalmente no lugar que deveria lhes servir de proteção e acolhimento: em casa.

36,1% das violações contra lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros registradas em 2013 ocorreram dentro de casas, de acordo com relatório do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, publicado em fevereiro deste ano, no então governo Dilma.

O mesmo estudo diz que 25,7% das ocorrências foram na casa da vítima, 6% na do suspeito e 4,4% na de ambos ou terceiros. 32,1% das vítimas disseram conhecer os suspeitos de cometer a violência.

A pesquisa mostra com números uma realidade nítida: se a primeira instituição com a qual um LGBT tem contato, a família, não o acolher desde o início de sua vida, ele possivelmente crescerá em condições de violações e muito sofrimento.






Em 2015, o jornalista Iran Giusti (na imagem acima, à esquerda), de São Paulo, testemunhou isso. Com um sofá vago em casa, ele decidiu disponibilizá-lo e fez um post nas redes sociais para avisar possíveis interessados – em questão de minutos, surgiram em sua caixa aproximadamente 50 mensagens de LGBT em busca de abrigo.

“O primeiro era estudante universitário de 20 e poucos anos cuja família é de Minas Gerais. Quando o avô descobriu [sobre o neto], falou para entregar a chave do apartamento no mesmo dia”, disse Giusti em entrevista ao HuffPost Brasil.

“A gente sempre imagina que expulsão é pegar a mala e ir embora, mas muitas vezes é cortar toda a vida financeira daquela pessoa, causar uma violência tão forte que ela sai.”

Depois disso, o jornalista foi procurado por um rapaz que era semanalmente “exorcizado” pelo pastor da igreja que a mãe frequenta.

Giusti explica no vídeo abaixo que, em decorrência da alta demanda – e, claro, histórias como essas –, ele entendeu como urgente a necessidade de ter um espaço maior para acolher mais gente. E, além disso, que também servisse de espaço educacional, com oferecimento de cursos, workshops, centro cultural e assistências necessárias.

“A ideia, que temos chamado de República do Acolhimento, é oferecer oportunidades, sociabilidade, espaço para iniciar um negócio, um projeto, uma ideia, uma atividade de artística. É também um espaço para criar, para os LGBT fazerem coisas para eles mesmos, com o auxílio de uma rede voluntária.”

Para elaborar o projeto Casa 1, o jornalista uniu os esparsos dados sobre a realidade da população LGBT e tem recebido apoio de profissionais da comunicação na militância (foto acima). São militantes experientes, que já passaram ou conhecem alguém que tenha passado por isso.”

Doações

Atualmente sem patrocínio ou apoio político, o Casa 1 precisa de doações por meio de um financiamento coletivo para fazer a ideia sair do papel.

O Casa 1 tem duas metas. A primeira, é juntar um montante de R$ 83.952,00 para alugar uma casa no centro de São Paulo. O esquema desta meta é tudo ou nada – se o valor não for atingido por inteiro, todo dinheiro arrecadado será devolvido a cada doador.

A segunda meta é ideal: juntar R$153.120,00 para fazer a Casa 1 acontecer em seu máximo potencial.

Os doadores podem colaborar com a quantia que preferirem – ou oferecer quantias específicas e ter em troca recompensas, como obras de arte, temperos culinários e palestras.



Até a noite desta quinta-feira (24), o Casa 1 já tinha arrecadado R$ 84.645 – 55% da segunda meta. O recolhimento de doações termina na próxima quarta (30).

“É determinante a participação do público”, reforça Giusti.

“A gente escolheu financiamento coletivo porque a gente acredita. O Estado, a comunicação e os movimentos sociais são omissos. As pessoas são um fator essencial para que o projeto aconteça.”

Clique aqui para fazer a sua doação.

https://benfeitoria.com/casa1

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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