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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Por que Donald Trump abriu uma bandeira do movimento LGBT de cabeça para baixo.


Em um dos momentos mais bizarros de sua campanha – mas ao mesmo tempo provavelmente um dos mais calculados –, Donald Trump desfraldou uma bandeira do arco-íris que tinha a inscrição “LGBTs por Trump”, logo depois de subir ao palco em um comício em Greeley, Colorado, fim de outubro.

Mas a bandeira estava de cabeça para baixo.

A bandeira do arco-íris é composta por seis faixas coloridas, todas com um significado específico, de acordo com Gilbert Baker, que criou o símbolo em 1978. 

A faixa de cima é vermelha, simbolizando a vida, e a de baixo é roxa, simbolizando o espírito. A bandeira de Trump estava invertida, apesar de o texto estar certo. Em outras palavras, quem escreveu na bandeira não sabia que ela estava de cabeça para baixo.

Trump pegou a bandeira de um apoiador que estava convenientemente postado perto do palco. A impressão foi a de que o candidato viu a bandeira e quis levá-la para o palco.

Mas ela também parecia dobrada quando lhe foi entregue, então é difícil acreditar que Trump soubesse do que se tratava – a menos que tivesse sido avisado com antecedência. O candidato abriu a bandeira, caminhou de um lado para o outro com ela durante alguns instantes e depois a devolveu para a mesma pessoa.

Chris Barron, gay e apoiador de Trump, e fundador o pequeno movimento LGBT por Trump -- até mesmo os integrantes do grupo gay de republicanos Log Cabin Republicans se recusou a apoiar o candidato --, tuitou na manhã seguinte que “Trump fez história ontem à noite” e seria “o candidato presidencial mais pró-LGBT já escolhido por um dos dois principais partidos”. 

(Isto é obviamente falso e ridículo, pois Trump é contra o direito de casamento de pessoas do mesmo sexo desde a primeira vez que tratou do assunto, em 2000, e agora está cercado de homofóbicos como Ben Carson. Ele também está defendendo propostas anti-LGBT, como já escrevi em vários artigos, como este e este.)

No entanto, ainda não está claro quem escreveu na bandeira porque, como dito, qualquer pessoa que a conheça saberia que ela estava de cabeça para baixo. Também parece estranho que uma pessoa familiarizada com o assunto usaria o termo “LGBTs”, com um “s” a mais no final.

Portanto, considerando que foi tudo armado – e que a pessoa que escreveu na bandeira talvez nem fosse gay ou simpatizante --, por que a campanha escolheu justamente aquela noite para que Trump aparecesse no palco com a bandeira gay, e por que apoiadores gays tuitariam que ele é tão pró-LGBT?

Talvez tenha algo a ver com o que tinha acontecido algumas horas antes, em um comício em Las Vegas. Trump pediu que as câmeras mostrassem a multidão, insinuando que a imprensa não mostra toda a gama de quem o apoia. 

Como sempre, Trump também atacou os jornalistas que estavam no cercadinho da imprensa. Uma das pessoas da plateia então gritou para os jornalistas, presumivelmente para o câmera, em alto e bom som: “Aponte a câmera para a gente, viado! Aponta a câmera para a gente, bicha!” A manifestação anti-gay foi capturada em vídeo e rapidamente viralizou.

Isso aconteceu dois dias depois de outro incidente. Um manifestante pró-Trump vestindo uma camiseta “Hillary na cadeia” apontou para a imprensa e, participando do canto “USA!”, começou a gritar “Jew-S-A!” (jew significa judeu em inglês). 

A imagem foi registrada pela CNN. Kellyanne Conway, uma das assessoras do candidato, foi forçada a concordar na CNN que o homem era “deplorável”, termo que Hillary Clinton usou para se referir a alguns dos apoiadores do republicano.

É uma tentativa de partir para o tudo ou nada. Os republicanos sabem como incensar as mensagens de ódio, mas, depois da admissão de Conway, parece que eles bolaram o plano da bandeira para conter a reação ao ataque antigay ouvido em Las Vegas.

Ironicamente, enquanto se ouviam os insultos antigays em Las Vegas – e nenhum dos integrantes da campanha de Trump fez nada para conter o agressor --, Hillary Clinton estava no encrave gay de Wilton Manors, na Flórida, prometendo a aprovação de uma lei que garanta direitos iguais.

Isso está muito longe das promessas de Trump – na realidade, ele prometeu a grupos anti-LGBT que vai assinar um projeto de lei que na prática permitiria a discriminação contra esta minoria. 

Ele também disse que vai indicar juízes da Suprema Corte dispostos a derrubar a decisão que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Se a campanha continuar fingindo apoio à igualdade de direitos para a população LGBT, quem sabe pelo menos eles aprendam qual é o lado certo da bandeira.

Nota do editor: Donald Trump incita regularmente a violência política e é um mentiroso contumaz, xenófobo desenfreado, racista e misógino que prometeu repetidas vezes impedir todos os muçulmanos – 1,6 bilhão de pessoas de uma religião inteira – de entrar nos Estados Unidos.

O que muda para os LGBT com a eleição de Trump?



Que Donald Trump já fez publicamente comentários racistas, xenófobos, machistas e homofóbicos, até aí, nada de novo sob a luz do sol. Mas vale a pena ler o apanhado da CNN (traduzido e adaptado agora com um pouco da minha opinião também), explicando bem o que representa esta eleição americana às minorias, e principalmente, à população LGBT:

Donald Trump passou toda sua campanha menosprezando propostas cruciais para a população LGBT americana, se declarando a favor de “rever” a lei que permitiu o casamento gay em todo país e apoiando a discriminação a transexuais com a polêmica e recente problemática do uso do banheiro público por estas pessoas.

Seu vice, Mike Pence, como congressista em 2009, se opôs a lei federal que propunha combater a violência contra pessoas LGBT. Na época, ainda acusou o Partido Democrata de “promover uma agenda gay ao redor do planeta”.

Trump também tem o apoio de grupos declaradamente homofóbicos, como o conservador Alliance Defending Freedom, um dos responsáveis por disseminar a intolerância em países como a Rússia. Eles lutaram contra as tentativas de igualdade de direitos na Rússia e recrutaram e treinaram ativistas anti-igualdade no Nepal. Aliás, Donald Trump e seu vice Mike Pence, parecem ter pouco em comum além de ambos serem declaradamente contra o movimento LGBT. Nesse ponto, infelizmente, eles concordam

Mesmo assim, Trump afirmou durante a campanha (em um dos momentos chegou a carregar – de cabeça pra baixo sem nem saber – uma bandeira LGBT que dizia “LGBTs for Trump”). Mas oras, carregar uma bandeira em campanha pra ser eleito não quer dizer nada. Vamos analisar suas atitudes ao longo de sua trajetória para sabermos o que podemos esperar pelos próximos anos:

Recentemente, Trump propôs em seu plano de governo, um teste de ideologia aos novos imigrantes que quisessem viver nos Estados Unidos. Dentre as questões, se perguntava qual seu grau de tolerância à pessoas LGBT. Ele não deixou claro se essa resposta iria depor contra a favor, mas fica previsível tentarmos adivinhar se julgarmos pelo seu histórico e do vice-presidente que o acompanha. Uma medida dessas dificultaria ainda mais a vida de pessoas que tentam a vida na América, fugindo dos mais de 70 países onde ser LGBT ainda é crime.

Enquanto isso, sua oponente, Hillary Clinton, como secretária de estado de Barack Obama, apoiou a medida que garantiu aos cidadãos LGBT, prioridade na fila da imigração quando chegam ao país nestes casos de tortura, violência e até ameaça de morte nos países que estão deixando. Vale lembrar que, além da população LGBT, a lei também facilita a entrada de refugiados com crianças, mulheres, minorias étnicas e religiosos perseguidos.

Enquanto Trump trocava ideia com Putin em busca de apoio à eleição presidencial americana, Hillary estava declarando à comunidade internacional que “os direitos gays eram direitos humanos”, criando a “Equaly Found”, uma organização que defende direitos humanos e igualdade no mercado de trabalho para pessoas LGBT em mais de 80 países. Ela também ajudou a assegurar a primeira resolução sobre orientação sexual e identidade de gênero em 2011. Hillary Clinton visitou o memorial em homenagem às vítimas do atentado na boate Pulse em Orlando este ano, Trump simplesmente nem deu as caras.

Donald Trump e Mike Pence são uma ameaça clara quando se trata de questões de igualdade nos Estados Unidos, principalmente sobre casamento igualitário, direitos civis e proteções à minorias pela Suprema Corte. Que tipo de resposta ou postura podemos esperar do governo da maior potência do mundo como quando, por exemplo, um adolescente gay vive na jamaica onde ser LGBT é crime, ou uma mulher trans tenta sobreviver em Honduras, ou mais um homossexual é morto – como acontece diariamente pelo Estado Islâmico?

A posição política conservadora de Trump, uma opção para ele. Para nós, significa mais descaso e mais mortes.

Dá pra acreditar que na administração de Trump e Pence, os direitos humanos serão prioridades ou continuarão a ser um pilar, como foram na Era Obama? Ou, quem quer que Trump coloque como secretário de Estado, será declaradamente a favor dos direitos das minorias, ou como era Hillary secretária de Obama? E vá lutar contra a discriminação e violência que acontece com as questões sexuais e de gênero? Assim como Obama, será que Donald Trump se declararia publicamente contra as leis de ódio e discriminação de países como a Rússia e Uganda, onde ser LGBT é crime e pode te levar a morte? A resposta para todas estas questões, infelizmente, é uma só: não.

Precisamos agora, mais do que nunca, ficar de olho para não perdermos o que conquistamos. O resultado da eleição americana pode significar a parada, senão retrocesso, de muitas questões cruciais em que avançamos nos últimos anos. Trump tem o poder de não apenas frear o progresso, mas destruí-lo.

Austrália veta projeto de  plebiscito sobre casamento gay.


Parlamento vetou referendo que seria realizado em 11 de fevereiro

Por 33 votos a 29, o Senado da Austrália votou, na segunda-feira, 07, contra a realização de um plebiscito sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O referendo custaria ao país 140 milhões de dólares e perguntaria à população se a Lei do Casamento deveria ser revisada para permitir que casais do mesmo sexo possam se casar.

Muitos ativistas LGBT comemoraram essa decisão do Legislativo porque acreditam que a discussão seria virulenta e poderia aumentar a homofobia no país.

Alguns Estados australianos permitem a união civil homossexual, mas o país é bastante criticado por entidades de direitos humanos por nunca ter legalizado o casamento.

Após lei homofóbica, Universidade quer capturar e “converter” estudantes LGBT.



Acredite se quiser, mas a State University of Gorontalo, na Indonésia, mandou avisar que pretende identificar e converter os seus estudantes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Para isso, ela vai utilizar uma equipe de vigilância especial e, depois de identificados, os alunos passarão por um aconselhamento ou terapia.

“Este processo de identificação não será fácil, mas não podemos simplesmente deixar que estudantes do sexo masculino usem gloss ou batom no campus”, disse Syamsu Qamar Badu, o reitor da instituição.

Para Badu, a universidade e o que ele chama de programa de civilização poderá “normalizar o comportamento inadequado desses estudantes”.

Ódio crescente

Há algum tempo e especialmente este ano, a comunidade LGBT tem passado por momentos difíceis naquele país, desde que um grupo de acadêmicos, líderes religiosos locais e funcionários do governo se uniram para apresentar um projeto que criminaliza a homossexualidade.

Por conta disso, a violência e perseguição homofóbica tem aumentado drasticamente na Indonésia. Pra você ter uma ideia, foi terminantemente proibido que as novelas ou filmes apresentem personagens LGBT e os apps de encontros foram desabilitados.

A perseguição é tão apavorante que um casal gay chegou a ser preso após postar uma foto se beijando no Facebook, segundo esta matéria publicada na Inglaterra. O policial ainda alegou que “O casal admitiu o beijo e que a foto foi feita para provar o seu amor”.

Mato Grosso do Sul ganha  'ambulatório de transexualização'.


Hormonioterapia é um dos serviços que será prestado no ambulatório

Até o fim deste ano deve estar em operação o primeiro ambulatório de redesignação sexual do Estado do Mato Grosso do Sul. Ele funcionará no Hospital Universitário (HU), em Campo Grande.

Segundo A Gazeta News, o serviço será referência nas áreas de hormonioterapia, psicologia, psiquiatria além de mastectomia, e já tem aproximadamente 300 pessoas aguardando atendimento no Estado.

Para iniciar o atendimento dos pacientes o hospital precisa ser habilitado pelo Ministério da Saúde, que subsidia todo o tratamento de homens e mulheres transexuais.

A habilitação da unidade terá início em 9 e 10 de novembro com o treinamento dos funcionários que vão atuar no setor que foi temporariamente nomeado de “ambulatório de transexualização”

Travestis salvam gays durante espancamento homofóbico em São Paulo.




A cada dia que passa está mais difícil caminhar pelas ruas de São Paulo. E, nesse meio tempo, Vinícius Anselmo entrou para a lista dos homossexuais que são agredidos a troco de nada. Durante um passeio à noite na região central da capital paulista, ele e seu amigo foram espancados enquanto quem passava na rua apenas olhava.

“As pessoas passavam por nós e nenhuma atitude de socorro era tomada. Até que apareceu uma viatura de polícia, e ali pensei que tudo teria terminado graças ao universo, mas para minha surpresa, os policiais desceram do carro, olharam a violência, entraram novamente na viatura e nos deixaram lá ainda apanhando”, escreveu.

Vinícius conta ainda que só foi salvo porque um grupo de travestis decidiram arriscar suas vidas para salvar a dele: “Avistei de longe (e ainda apanhando) uma travesti que começou a gritar, e quando me dei conta, eram muitas ao redor de nós, e elas num grande ato de amor (porque não sei descrever com outras palavras) colocaram a vida delas em risco para salvar a minha e a de meu amigo. Elas expulsaram os caras de lá e deram sinal para um táxi. Não recordo direito, mas lembro delas falando entre elas: ‘Um já morreu, vamos tentar salvar o outro’, e então elas nos colocaram no táxi e pediram para o taxista nos deixar em casa.”

Vale lembrar que há alguns meses, duas foram agredidas em plena luz do dia no Rio de Janeiro e ninguém se colocou no meio para ajudá-las.

Homofobia? Homossexual é assassinado a  facadas em Rondônia.


Polícia ainda não tem pistas do criminoso

Mais uma cena de possível violência homofóbica em Rondônia. Um homem foi brutalmente assassinado no Bairro Nacional, Zona Norte da capital do Estado, Porto Velho.

O corpo de Rogério Moreira Aragão, de 36 anos, foi encontrado na manhã da segunda-feira, 7, em sua residência por vizinhos. De acordo com o site Rondônia Agora, Rogério era homossexual e morava com um irmão que estava viajando.

A perícia constatou mais de 15 facadas em várias partes do corpo. Ainda não se sabe a motivação do crime e não há linha de investigações pela Delegacia de Homicídios. Não há informações se algum objeto foi roubado da casa.

Há duas semanas, Willian Santos Silva, de 25 anos, foi espancado no meio da rua quando se dirigia ao salão de beleza onde trabalha. A vítima chegou a esperar mais de uma hora e meia pela polícia, que não apareceu.

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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Seu blog já foi adicionado em nossa lista de parceiros, quando add o meu me avise comentando um post.

    homensardentes.blogspot.com

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