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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Capital de Taiwan começa a emitir certificados de união homossexual.


Enquanto isso, lei que regulariza as uniões gays ainda está no Parlamento

Taipé, capital de Taiwan, começou, nesta segunda-feira, 26, a emitir certificados de união entre pessoas do mesmo sexo. Os documentos autorizam, por exemplo, receber licença de trabalho para cuidar de um parente e assinar consentimentos para intervenções cirúrgicas.

Segundo a Agência Efe, o certificado está ligado ao registro de relações entre pessoas do mesmo sexo, que o Departamento de Assuntos Civis começou a emitir em 17 de junho de 2015.

O documento é do tamanho de um carteira de identidade e só é concedido aos homossexuais que registraram ser um casal, não serem casados e terem mais de 20 anos.

Até o momento, 272 casais homossexuais se inscreveram em Taipé, segundo dados do Departamento de Assuntos Civis.

Enquanto isso, no parlamento taiuanês é estudada uma emenda de lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que hoje passou para a revisão preliminar de um comitê e foi enviada aos diversos grupos parlamentares para que a negociem.

Processo contra anúncio de cerveja com beijo gay é arquivado no Conar.



Reclamantes acharam desrespeitosa propaganda da Budweiser por ir ao ar em horários com crianças vendo TV.

A denúncia contra a propaganda da Budweiser com um beijo de dois homens foi arquivada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Os dez reclamantes acharam que a cena da campanha 'Deixe Que Digam' poderia ser desrespeitosa por ir ao ar em horários com crianças vendo TV. O órgão discordou e encerrou o processo contra a cerveja.



Defensoria responde.




Informamos que a Defensoria Pública do Paraná entrou em contato com a Lado A, no dia 14/12, para afirmar que está atuando no caso do rapaz homossexual agredido pelo vizinho a golpes de facão, aqui noticiada no mês passado e que teve acesso negado a um advogado pois foi informado que havia contenção de despesas no órgão. 

“O recém-criado Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública atendeu ao senhor Ricardo a fim de colher informações sobre o crime praticado contra ele e que teria sido motivado por homofobia. Foi emitido um ofício à delegacia que está investigando o caso requerendo informações sobre a instauração do inquérito policial e sobre o andamento das investigações, pois ainda não há ação penal em trâmite”, informou a Defensoria em Nota para a Lado A.

Sobre o não atendimento, a comunicação da Defensoria afirmou que houve um erro de comunicação pois não perceberam que o rapaz era de população vulnerável. Agradecemos a prontidão da Defensoria.

Polícia identifica suspeitos de agredirem ambulante até a morte no metrô de SP.




Os dois homens suspeitos de espancarem até a morte o vendedor ambulante Luís Carlos Ruas, 54, em uma estação do Metrô de SP foram identificados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (26) e são considerados foragidos. De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, os agressores foram identificados com base nas imagens fornecidas pelo sistema de segurança do Metrô.

Ruas foi agredido pelos dois homens por volta das 22h25 de domingo (25) e morreu após ser espancado na estação Pedro II, na linha 3-vermelha do Metrô, na região central da capital paulista.

Segundo a SSP-SP (Secretária de Segurança Pública), foi pedida a prisão temporária de Ricardo Martins do Nascimento, 21, e Alípio Rogério Belo dos Santos, 26. Os dois são primos e foram reconhecidos por familiares nas imagens apresentadas pela polícia. Ambos responderão pela agressão ao trabalhador assassinado e duas outras vítimas.

A polícia informou ainda que a vítima vendia salgados e refrigerantes do lado de fora da estação quando teria tentando defender um homossexual que estava sendo agredido pelos dois homens – que passaram então a agredi-lo com brutalidade.

Ruas ainda tentou correr em direção à bilheteria da estação, mas foi perseguido pelos agressores, que continuaram a atingi-lo com socos e chutes na cabeça. Completamente desfigurada, a vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Municipal Vergueiro, na zona sul de São Paulo, mas não resistiu e morreu.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não descarta que os dois homens sejam integrantes de grupos de intolerância.

No Facebook está sendo organizado um evento popular para esta terça-feira (27), na própria estação Pedro II, em solidariedade a Luís Carlos Ruas e para pedir a apuração do caso e a prisão dos suspeitos.

'Não podemos desanimar', diz padre Julio Lancelotti em ato por morte de vendedor no metrô.



Mais de cem pessoas se reuniram no saguão da Estação Dom Pedro II, do Metrô de São Paulo, para lembrar a morte do vendedor ambulante Luis Carlos Ruas, de 54 anos. Luis morreu espancado por dois homens ao tentar defender duas amigas travestis, em plena noite de Natal. O ato em apoio ao ambulante protestou contra a falta de segurança e a violência no metrô da capital paulista. 

Segurando faixas e velas, o protesto contou com a presença da comunidade LGBTT, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e também da Arquidiocese de São Paulo. Todos os manifestantes reclamaram da falta de segurança no metrô. Nas imagens de segurança, que mostraram o espancamento de Luis, nenhum dos seguranças da estação apareceram para conter a agressão.

“Que fique o alerta para o metrô coloque mais seguranças dentro das estações. Tem gente morrendo aqui, e isso é inadmissível”, lamentou Bruno Diego Alves, organizador do ato. Para ele o ato mostrou que as pessoas não toleram mais os crimes praticados nas estações. “O ato teve essa repercussão, e isso mostra que as pessoas ainda ficam indignadas, que a morte dentro do metrô não se torne algo comum. Aliás em nenhum local”, acrescentou.

O Sindicato dos Metroviários emitiu nota nesta terça-feira afirmando que a estação Dom Pedro II sofre com a falta de funcionários e que, por isso, não havia seguranças no momento do crime. "Não há funcionários nas estações e no corpo de segurança suficientes para cobrar todos os turnos de trabalho. Há muito solicitamos ao governo do Estado mais contratações", afirma.

Em um dos momentos mais emocionantes, o padre Júlio Lancelotti, conhecido por seu trabalho com moradores de rua e Direitos Humanos, fez um minuto de silêncio em homenagem a Luis. "É clara a questão homofóbica neste assassinato. A nossa pressão é muito importante", afirmou o padre. O padre falou sobre a questão social deste crime e como o preconceito contra os mais pobres ainda é presente no dia a dia. "Pessoas de rua não entram no metrô. Se entram, são colocadas para fora com truculência. Dois irmãos de rua, travestis, foram perseguidas e salvas pelo Luis", relembrou.

Como mensagem aos manifestantes, o padre pediu aos presentes para que não desanimem e persistam na luta pelo fim do preconceito. "Estamos acostumados a apanhar, a ter que correr e sermos perseguidos. O que importa é que continuamos no lado do amor. Não podemos desanimar", disse.

Foragidos

Ricardo do Nascimento Martins, de 21 anos, e Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, que foram identificados pelo polícia como os agressores e tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, continuam foragidos. A expectativa é de que eles se entreguem ainda hoje. No entanto, o advogado dos primos afirmou que a dupla não vai comparecer à polícia. 

Em entrevista à Folha, o advogado Marcolino Nunes Pinho afirmou que o caso não se trata de um caso de homofobia. Ele afirmou que seus clientes começaram a briga depois que de Alípio teve o celular roubado por um grupo de pessoas fora da estação.

A defesa também alega que os dois homens só agrediram o ambulante porque ele teria se envolvido na briga. "O senhor Luiz Ruas foi tentar ajudar os travestis, que ele conhecia lá, e deu uma garrafada na cabeça do Alípio. Aí, ficou nervoso porque tomou a garrafada e foi para cima dele. Ele disse que nem entendeu porque aquele senhor se envolveu na confusão. Deu uma garrafa nele", disse o advogado.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves contou que Santos e Martins foram identificados nas imagens de câmeras de segurança da estação pelos próprios familiares. Um deles já tinha histórico de agressão. Os dois suspeitos são moradores do bairro Aclimação e, na noite do crime, saíram para beber após um deles passar por uma “desilusão amorosa”.

“Foi um crime chocante. A vítima estava vendendo biscoitos para conseguir pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), segundo me contou a mulher dele. Foi defender um travesti que estava sendo agredido e acabou pagando com a própria vida”, disse o delegado.

A Polícia Civil pediu 30 dias de prisão temporária e, a partir de quarta-feira (28) vai oferecer recompensa de R$ 50 mil para quem informações dos foragidos no Disque-Denúncia.

Foi preso um deles: Testemunhas reconhecem detido como autor de espancamento de ambulante.

Todas as pessoas chamadas pela polícia confirmaram que Ricardo Nascimento Martins é o autor do crime.

Agressor é levado para reconhecimento em estação do Metrô (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)

As 14 testemunhas convocadas pela polícia de São Paulo para fazer o reconhecimento de Ricardo Martins do Nascimento nesta quarta-feira (28) confirmaram que ele participou do espancamento do ambulante Luiz Carlos Ruas no último domingo (25) na Estação Pedro II. O espancamento foi registrado pelas câmeras do Metrô. Ruas foi socorrido, mas não resistiu.
Ricardo foi preso na noite de terça-feira (27) em Itupeva, no interior de São Paulo. Poucas horas depois, na manhã desta terça, ele foi colocado diante de 14 pessoas que estavam na Estação Pedro II no domingo. Todas reconheceram o agressor, segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso.

As testemunhas foram levadas para a delegacia do Metrô, na Estação Palmeiras/Barra Funda. Segundo o delegado, elas permanecem no local porque há a expectativa de que o outro suspeito de participar do espancamento, Alípio Rogério dos Santos, entregue-se à polícia nesta quarta.
Entre as testemunhas presentes está a travesti Raíssa, que segundo a investigação policial foi defendida por Ruas pouco antes de ele ser espancado. O vendedor teria tentado defender a travesti e um morador de rua homossexual que teriam sido agredidos por Ricardo e Alípio Rogério Belo dos Santos, ainda foragido.
Ao ser preso na noite de terça-feira, Martins afirmou estar arrependido e que estava alterado após consumir “cachaça”.

Recompensa.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo publicou nesta quarta no Diário Oficial do estado uma resolução que fixa em até R$ 50 mil a recompensa para quem der informações que levem à prisão dos autores da morte do ambulante Luiz Carlos Ruas.

A polícia busca Alípio Rogério Belo dos Santos, suspeito de matar o ambulante juntamente com Ricardo Martins. A polícia suspeita que Alípio esteja escondido no litoral de São Paulo. O advogado da dupla, Marcolino Nunes Pinho, afirmou que o suspeito não vai se entregar, mas que deseja colaborar com as investigações. O advogado afirma que a dupla atuou em legítima defesa e pede a suspensão da prisão temporária contra seus clientes.
As denúncias devem ser feitas pela internet ao Disque-Denúncia, segundo a secretaria, por meio do site do programa. Não é preciso se identificar.

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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Legítima defesa? Como assim? Dois brutamontes armados com soco inglês agridem covardemente um ambulante de idade que defendia uma travesti magrela, que embora já caído ao chão completamente indefeso e desacordado, eles continuam batendo, chutando e pisando sua cabeça, onde está a legítima defesa? E depois inventou outra história que a travesti havia roubado o celular de um deles. História prontamente contestada pelas 14 testemunhas. Inventa outra que esses homofóbicos vão apodrecer na cadeia, e quem sabe esse apodrecimento não se torne em literal.

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