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HOMOFOBIA

Nosso coração está sangrando pela morte do adolescente gay Itaberlly.




Mãe matou o próprio filho e o padrasto queimou seu corpo em um canavial. Não é roteiro de um filme de terror, é a morte trágica do adolescente gay Itaberlly Lozano, apenas de 17 anos, de Cravinhos, interior de São Paulo, Próximo a Ribeirão Preto. 

O crime teria ocorrido no dia 29 de dezembro, mas o corpo foi encontrado apenas dias depois, após a avó denunciar o desaparecimento do neto. A mãe, se é que a podemos chamar assim, Tatiana Lozano, 32, confessou o crime mas alega que agiu em legítima defesa pois o filho teria ameaçado a família e seria usuário de drogas. No Natal, ironicamente, Itaberlly postou nas redes sociais: "Família em primeiro lugar". Ainda segundo a assassina, o esposo teria ocultado o cadáver mas não participou do assassinato. O corpo do jovem foi encontrado carbonizado em um canavial, no último dia 7, uma pulseira ajudou na sua identificação. O padrasto e a mãe foram presos nesta quarta-feira.

Quando a mãe não quis prestar queixa do desaparecimento do próprio filho, os parentes começaram a desconfiar do pior. “Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse o tio paterno Dario Rosa que afirmou ainda que a mãe não aceitava o próprio filho. Nas redes sociais, Itaberlly já havia demonstrado que não era feliz em casa e que o tratamento que recebia da família era opressor.

O jovem estava morando com a avó paterna há alguns dias, quando chamado pela mãe na noite em que desapareceu. Posteriormente, avó recebeu da mãe a informação de que ele estaria morando com um amigo, quando desconfiou do desaparecimento do rapaz, prestou queixa para a polícia. Após presa, Tatiana não demonstrou remorso, se defendeu dizendo que apenas se defendeu e disse que o jovem quem a ameaçou com a faca.

Não apenas mais um crime de intolerância, acima de tudo, um crime que exemplifica como a religião, que deveria ensinar o amor, acaba por fazer uma mãe não aceitar o próprio filho. Pois os argumentos dos pais que não aceitam seus filhos são os mesmos que defendem a família tradicional, que Deus fez o homem para a mulher, que é pecado, galgados em ensinamentos excludentes e que não admitem o diferente. 

Nosso coração chora com o morte de um rapaz cheio de vida, inteligente, que só queria o amor de sua mãe. É fácil ver como eles eram parecidos fisicamente. No lugar disso, da aceitação que ele buscava desesperadamente, Itaberlly recebeu uma facada mortal no pescoço.


Dupla é presa por participação em morte de Itaberli Lozano a mando da mãe.




"Os dois afirmaram que apenas bateram no Itaberli e que a mãe pegou uma faca e golpeou o filho", disse o delegado.

Dois homens foram presos na noite desta sexta-feira (14) em Cravinhos, no interior de São Paulo, suspeitos de envolvimento na morte do jovem Itaberli Lozano, 17. De acordo com o delegado Helton Tosti Renz, responsável pela investigação do caso, Miller da Silva Barissa, 18, e Victor Roberto da Silva, 19, foram encaminhados à Cadeia Pública de Santa Rosa do Viterbo depois de admitirem o crime e contarem que foram procurados pela mãe da vítima para "dar um corretivo" no filho.

Renz descartou que o homicídio tenha tido relação com o fato de Itaberli ser gay. A hipótese foi levantada por Dario Rosa, tio da vítima. "Os dois [mãe e filho] tinham um histórico de conflito, mas a homossexualidade dele aparentemente não era a motivação", disse.

Itaberli foi morto no dia 29 de dezembro, mas seu corpo só foi encontrado, carbonizado, em 7 de janeiro em um canavial da cidade. A mãe dele, Tatiana Lozano Pereira, 32, e o padrasto, Alex Pereira, 30, teriam levado o corpo até o local e ateado fogo na área.

A mãe, que num primeiro momento assumiu autoria do crime, posteriormente disse que três suspeitos eram os responsáveis pela morte do adolescente. Para o delegado, ela premeditou o crime.

Em 11 de janeiro, Tatiana disse que matou Itaberli porque ele havia feito ameaças a ela, ao marido e ao filho do casal, de quatro anos. Ela e o filho mais velho haviam tido uma briga pouco depois do Natal e ele então tinha ido morar com a avó paterna.

No dia seguinte, no entanto, a mãe afirmou que o filho foi morto por três jovens, que teriam invadido a casa e agredido Itaberi. Ela teria ficado do lado de fora da casa enquanto o filho era espancado e que só entrou no local após o jovem ter sido morto a facadas.

Os dois suspeitos presos contaram que a mãe ligou para Itaberli no dia 29 e simulou ter feito as pazes. Depois, a dupla foi até a casa da avó para buscar Itaberli e levá-lo para a casa da mãe. Quando entraram na garagem, emboscaram o jovem e começam a espancá-lo.

Segundo Renz, a mãe teria resolvido matá-lo neste momento. "Os dois afirmaram que apenas bateram no Itaberli e que a mãe, em determinado momento, pediu que eles o matassem. Após negarem, ela mesma pegou uma faca e golpeou o filho", disse o delegado.

O padrasto, de acordo com o relato da mãe, teria participado da ocultação do cadáver do adolescente.

"Além de ter participado no assassinato do filho, os novos depoimentos também apontam que o crime foi premeditado e que o padrasto participou ativamente da ação, ao contrário do que a Tatiana disse antes. E há a questão da associação criminosa, já que quatro pessoas teriam participado", relatou.

Ainda segundo o delegado, se for confirmada a participação dos jovens presos no crime, eles estarão sujeitos a uma pena que pode chegar aos 36 anos. Eles devem responder por homicídio duplamente qualificado e associação criminosa. Já o padrasto e a mãe podem responder também por associação criminosa e podem ser condenados a até 39 anos de cadeia.

A reportagem tentou falar com a defesa de Tatiana, mas o advogado Fabiano Ravagnini Junior, constituído por ela no início do processo, informou que renunciou ao caso, já que a cliente dele resolveu prestar um novo depoimento sem avisá-lo. A Polícia Civil não informou quem são os advogados envolvidos no caso.

Advogada diz ter provas de que mãe matou o filho por homofobia.


Jovem foi encontrado carbonizado perto de estrada mais de uma semana depois

A advogada Carolina Aram, membro da Comissão da Diversidade Sexual OAB-SP, diz ter provas de que o adolescente Itaberli Lozano foi assassinado porque era homossexual assumido.

O jovem de 17 anos foi morto em uma emboscada na sua residência em Cravinhos, interior de São Paulo, no final de dezembro. A própria mãe de Itaberli, Tatiana Lozano Pereira, confessou à polícia que matou o filho a facadas.

Carolina contou ao G1 que recebeu áudios e fotos de pessoas próximas do adolescente mas que não revelará os denunciantes por medidas de segurança. “O promotor conversou com a gente e disse que o conhecimento dele é de que foi motivado esse homicídio por homofobia. É um homicídio qualificado, hediondo e a motivação dele foi homofóbica”, disse a advogada.

Ela explica que o material que recebeu prova que Itaberli sofria perseguição e homofobia muito antes de ter sido assassinado e afirma que ele já teria sido agredido anteriormente por outras pessoas.

“O conteúdo dos áudios mostra que o Itaberli sofria agressão homofóbica já há alguns anos desde que assumiu sua identidade e começou a andar pela cidade assumindo sua identidade de gênero, assumindo sua homossexualidade e começou a ser agredido. Então, os vizinhos, os amigos, nos procuraram dizendo sim, que esse crime, esse homicídio horroroso, foi motivado pelo preconceito dele ser gay”, explicou.

O corpo de Itaberli foi encontrado carbonizado perto de uma rodovia da cidade, em 7 de janeiro. O padrasto do jovem confessou ter participado da incineração. Dois jovens também estão presos suspeitos de terem participado da emboscada na casa de Itaberli e participado do assassinato. Tatiana está presa na Penitenciária de Tremembé (SP).

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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