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DIREITOS

O preconceito de LGTBs contra os próprios LGBTs em 10 exemplos.




Falta de união, falta de representatividade para alguns segmentos e o preconceito interno na comunidade LGBT são alguns pontos que estão preocupando os movimentos gays, queers, bissexuais, transexuais, travestis e lésbicos. Mas como esse preconceito se manifesta dentro do movimento, no dia a dia, é bem fácil de entender. O conservadorismo da sociedade reflete na comunidade, enquanto ele deveria encontrar resistência e uma nova forma de pensar. Nós trazemos 10 exemplos de preconceitos comuns de LGBTs contra outros LGBTs.



1- Brancos x Negros em casas noturnas.

Essa é uma questão bastante pertinente, principalmente num momento em que se fala sobre o turbante como apropriação cultural da população negra. É preciso entender que quando não há respeito, há preconceito. Nos Estados Unidos e aqui no Brasil, há um grande descaso de donos de casas noturnas com a clientela negra, desde os anúncios que não representam pessoas negras, até situações de racismo que passam impunes. As ofertas de representação da comunidade negra nas festas também são mínimas.

Um exemplo bem claro é o de Darryl DePiano, dono do bar ICandy, que foi flagrado chamando seus clientes de “niggers”, uma palavra racista usada nos Estados Unidos.

2- Bissexualidade.

 Há dois discursos extremamente bifóbicos dentro da comunidade: 1- A Bissexualidade não existe, é uma desculpa de gente enrustida. 2- Bissexualidade é uma desculpa para a pessoa atirar para todos os lados e ser promíscua. É preciso entender que a bissexualidade é, sim, uma orientação sexual que existe e que não quer dizer poligamia, necessariamente.

3- Afeminado X Discreto.

O preconceito contra os gays afeminados é gritante, principalmente nas rodas de conversas em baladas e em aplicativos gays. Como a drag queen Pabllo Vittar afirmou em entrevista ao Trip Tv: “As afeminadas são as que ficam no pelotão de frente, são as que recebem o primeiro tapa e a maior carga de preconceito da sociedade”. A página do Facebook Sou/Curto Afeminados traz posts empoderadores e de desconstrução para o combate a esse tipo de preconceito que é um resquício forte do machismo.

4- Maria Sapatão.

A expressão é uma marchinha de Carnaval que pegou no imaginário social. Dentro da própria comunidade lésbica há preconceito com as lésbicas mais masculinas, da mesma forma que há com os gays afeminados. E ela não pode ser quem ela quiser? Claro que pode...

5- Contra as drags e trans em geral.

Outra grande fonte de preconceito é da comunidade com as drag queens, travestis e transexuais. Recentemente, em um show em São Paulo, a drag queen Pabllo Vittar se apresentava no meio dos fãs, quando puxaram a sua peruca e desmontaram o seu ilusionismo. Apesar de o responsável ter falado que foi sem querer, esse exemplo é bem comum nas baladas com presença de drags. Seria o preconceito com as drags causado por inveja de seu empoderamento? Ou machismo? E as trans que são alvo frequente de comentários e julgamentos?

6 – Gordos.

Se tem algo com o que a comunidade gay está muito antenada são os padrões de beleza. Chega a ser um paradoxo a comunidade lutar pela liberdade de ser quem se quiser, com a bandeira “queer”, mas ser tão gordofóbica. E isso é comprovado científicamente. Um estudo publicado na revista científica Psychology of Sexual Orientation and Gender Diversity pontua que a comunidade LGBT masculina tende a desprezar homens acima do peso e, na maioria das vezes, quando recebem uma cantada dessas pessoas, respondem de forma rude e grosseira. Viva os ursos!

7 – Pobres.

Vale começar lembrando que o movimento LGBT nasceu marginalizado, do gueto. Então, por que há tanta marginalização da parcela pobre que também faz parte da comunidade? Fábio Camargo conta que a primeira vez que chamou um amigo para ir a Parada do Orgulho LGBT de Curitiba, ouviu: “Nem perca o seu tempo, Fábio. Só vão as gays pobres e drogadas”. O que é mais importante, vestir as últimas tendências ou lutar por um mundo mais justo? Choices. Sem falar que a falta de oportunidades para uma boa educação passa pela questão sociail, ou seja, ser pobre, ou não ter tido a mesma educação que você, não foram escolhas necessariamente.

8 – Idade.

E um dia todos teremos mais idade, e quanto mais passa o tempo, parece que os mais novos acham isso engraçado. A chacota com o tiozão da balada, ou os foras mal educados na paquera quando descobrem a idade do outro são alguns exemplos de como precisamos evoluir neste quesito. Diversidade inclui também se misturar com pessoas de idades diferentes. 

9 – Deficientes / Surdos.

Homossexuais, lésbicas, transexuais, travestis e bissexuais com deficiência sofrem com duplo preconceito. O filme brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho retrata uma parcela disso, do bullying com o “viadinho cego” e outros nomes que os preconceituosos usam. Você sabia que existe uma parcela bem grande de LGBTs dentro da comunidade de surdos no Brasil? Provavelmente, não. Isso porque eles não encontram representatividade nem dentro das organizações que lutam por nossos direitos, muito menos encontram inclusão e acessibilidade em campanhas e políticas públicas, ou nos locais de convivência.

10 – Libertários.

Em briga de marido e mulher, não se mete a colher. E em briga de marido e marido e esposa e mais um marido? A resposta é a mesma. Por que você precisa ter uma opinião sobre o relacionamento da outra pessoa? Os relacionamentos poligâmicos são uma realidade entre a comunidade LGBT e não cabe a ninguém, a não ser os envolvidos, decidir se está dando certo ou não. Ainda, julgar o que o outro faz ou deixa de fazer não combina em nada com a liberdade que tanto buscamos.

Precisamos, então, sermos vigilantes com nossos próprios preconceitos e praticar diariamente, para não reproduzirmos o que queremos combater: a ignorância. 


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Postado por Andy | (7) Comente aqui!

7 comentários:

  1. De novo, em mais um post, alguem coloca os discretos como "monstros preconceituosos". Nao é a toa q muitos preferem "deixar o 'meio gay'", os caras estão sempre atirando na gente, dizendo q somos tudo de ruim! Mas na hora da escolha, preferem correr atras do gay mais masculino do q dos femininos. Hipocrisia pura! E ainda querem praticamente obrigar o gay discreto a ser/gostar/transar/etc com gay afeminado, nao importando a preferencia da pessoa.

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  2. Realmente, o que eu acho e concordo plenamente, e´ de que os ``efeminados`` são os mais corajosos e, na verdade, estão na ``linha de frente`` de ataque homofobico, seja pela violecia física e verbal, pela visibilidade dos mais contundentes da homossexualidade. Dao a cara a bater.
    O que precisamos e´ de respeito, de um grupo para com o outro. simples assim... palavras que nao sejam ofensivas e elogiar a pessoa que são e não pelo estereotipo.
    Afinal de contas, o ideal e´o mesmo, a busca pela igualdade de justiça e de direitos também.Um grupo que ofende o outro nada mais e´ que os mesmos homofobicos que matam, ferem e atacam verbalmente. Ha alguma diferença?

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  3. O q eu sempre digo é: Seja vc mesmo e não o q os outros dizem q vc deve ser. Na minha empresa e até com héteros q conversei por ai, um gay discreto tem maior facilidade para conversar e conviver com um hetero homofobico, já q eles irão se "assustar" menos com o jeito da pessoa. O q muitos acabam confundindo é Discretos com Enrustidos. Nos colocam no mesmo grupo dos enrustidos, falando como se os discretos vivessem escondidos e nunca se assumissem. Nós nos assumimos igual a qualquer gay. Agora ficar falando q os afeminados OU gays mais femininos são os "Heróis" da sociedade gay, e os discretos os "Vilões Preconceituosos", só mostra de onde mais vem o preconceito, e isso só pq um gay afeminado tem sua sexualidade denunciada apenas pelo seu jeito de ser, ainda mais em uma sociedade onde há poucos heteros afeminados ainda. Ambos discretos e afeminados lutam pelos mesmos objetivos q é ter uma vida digna, tranquila e com respeito, sem o medo constante da violencia. Na minha opinião, o pior termo q criaram foi o do "heteronormativo". É a pior ofensa para um discreto OU gay mais masculino, vinda dos proprios homossexuais, já q são geralmente os gays q usam esse termo. Esse termo diz q os discretos são menos gays q todos os outros gays, o q não é nem um pouco verdade. Nós seres humanos, tanto os homens quanto as mulheres, temos diferentes níveis de masculinidade e feminilidade. Só q para os discretos, o q mais vale é seu carater do q sua sexualidade. Tem muito gay por ai q quer esfregar na cara de todo mundo sua sexualidade, o q assusta e afasta as pessoas, criando um certo ódio para cima de TODOS os homossexuais. Dai tem q ir os discretos la de novo conversar, tentar mostrar e convencer para o homofobico q um cara gay não tem nada de diferente dos heteros. E eles só aprendem isso na convivencia pacifica, e não quando alguém chega agressivamente, invadindo seu espaço, zona de segurança e intimidade.

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  4. De resto, eu concordo com o 2° parágrafo do Andy, o q precisa e deve ser praticado é o respeito mútuo. Se a gente ficar se apontando o dedo, TODOS nós vamos perder essa batalha para o preconceito. O Caráter de uma pessoa deve ser mais importante q seus esteriótipos e sexualidade, pois somos todos humanos. Se cada um respeitasse as diferenças do outro, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. E eu tenho esperanças q um dia poderemos alcançar esse objetivo.

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  5. Uma coisa q esqueci de comentar foi sobre os negros, cara q gente estúpida esse pessoal de boate, pelo q eu andei falando com os caras aqui da minha cidade, os gays negros são os mais procurados, principalmente por passivos, e sua cor não os difere como pessoa. Eu namorei com um negro por quase 3 anos, tinhamos até uma foto bem bacana no meu celular (q foi roubado), q era nossas mãos juntas, a minha bem branca e a dele bem morena. Apesar q eu tinha dificuldade em me excitar com ele, pois minhas preferencias sempre foram mais por tiozões branquinhos e peludos, o q acabou por nos levar para uma relação aberta e posteriormente, um dos motivos da separação. Mesmo assim, uma das minhas melhores transas foi com um negro, foi o cara q mais repeti antes do meu atual namorado. Mas isso está aliado com outros fatores, tipo ele(o cara negro q me deixava louco na cama) ser estrangeiro, rico, bonito e muito safado(fetiches meus, não ligo pra grana, não sou ambicioso).

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  6. Ha algum tempo atras, publiquei uma noticia de algumas travestis salvarem um casal gay de um ataque homofobico. Talves, esse gay, tivesse algum preconceito com as ``àfeminadas```. Este e´um belo exemplo de solidariedade, que a violencia, nao esta somente em um grupo, mas em todos que estao sob a ameaça. Entao, porque nao nos unirmos? E´ isto que da força ao movimento LGBT.

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