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DIREITOS

Jovens LGBTs expulsos de casa pelos pais contam com anjos para abrigá-los.




Matheus - nome fictício - tinha 17 anos quando seu pai descobriu que ele era gay. O seu maior medo se tornou verdade. Motivado pelo machismo e homofobia, o pai de Matheus o espancou e expulsou de casa. Apesar da denúncia na delegacia, nada foi feito e Matheus precisou encontrar um abrigo que o acolhesse até arranjar um emprego e poder alugar um espaço para viver sozinho.

A história de Matheus aconteceu em Curitiba, em 2013. São linhas que se repetem todos os anos, com outros jovens em diversas cidades do país. Algumas vezes, esses jovens vão morar com parentes, mas ainda sobre a tutela do preconceito. Outras vezes, eles fogem pelas ruas. Se fosse feito um resgate das histórias de moradores de rua, haveria uma porcentagem considerável de LGBTs. Há ainda aqueles que vivem nos abrigos das prefeituras ou começam a correr atrás de uma vida independente desde os 16 anos.






A violência física e psicológica é uma constante na vida de jovens LGBTs. Estudos apontam que 75% dos gays não assumidos têm medo de serem expulsos de casa. Foi com base nesses números que um grupo de estudantes da Universidade Federal de Pernambuco criou o Mona Migs, uma plataforma virtual que conecta pessoas que estão sofrendo esse tipo de violência com famílias interessadas em ajudar, seja oferecendo um abrigo, um lar, amizade, carinho, uma refeição. 

O grupo conseguiu arrecadar R$22 mil na plataforma Catarse e deu o pontapé inicial no ano passado, contribuindo com 500 pessoas. A ideia é funcionar da mesma forma que um couch surfing, onde um viajante consegue hospedagem temporária de graça. A plataforma ainda está em fase de testes, recebendo a inscrição de pessoas que desejam acolher pessoas. Quer ajudar? Clique aqui.


República LGBT.

Outra iniciativa é a Casa 1, uma república LGBT que será inaugurada amanhã, 01, no Bela Vista, Centro de São Paulo. O projeto também nasceu através de financiamento coletivo, onde foi arrecadado R$122 mil para a construção do sobrado, que abriga até 12 pessoas, 20 se for apertadinho. Os móveis foram doações e já tem gente morando lá desde o início de janeiro. O idealizador do projeto, o jornalista e militante Iran Giusti, 27 anos, conta que as refeições dos moradores ainda são pagas do bolso dele, mas que pretende, em breve, trazer apoios para arcar com esses custos. Os outros gastos, com luz e água, por exemplo, são pagos com a arrecadação de cursos de música e bordado que serão oferecidos no local. 

Para morar na Casa 1 é preciso ter mais de 18 anos, ter sido expulso de casa ou estar vivendo agressões físicas ou psicológicas. O morador pode permanecer até três meses no local. Não há custos para quem passa por lá.

Como fazer para ser acolhido pela Casa 1?

A Casa 1 se define como "uma república de acolhimento onde tentamos ao máximo auxiliar cada residente para que tenham e aproveitem oportunidades que, em geral não lhes são dadas por conta do preconceito".

Para ser um morador é preciso ter mais de 18 anos e ter sido expulso de casa por ser LGBT (ou estar em situações extremas de violência psicológica). Enquanto o acolhimento e refeições são por conta dos organizadores do projeto, a manutenção do espaço como limpeza, organização e preparo das comidas ficam com os residentes.

O espaço ainda oferece apoio psicológico e médico a quem necessita. Se você quiser ser um voluntário pode se candidatar clicando aqui: 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfocq2SV1lCY4vsZwnSDg9uNo-wLM0NAoE3_1z6LYOMmrJAgQ/viewform?c=0&w=1


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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