Slide 1 Slide 2 Slide 3

HOMOSSEXUALIDADE

A primeira vez de um homem gay é sempre dolorida?




Para esclarecer essa dúvida, o  iGay   conversou com homens de 21 a 32 anos que passaram pela perda da virgindade anal, e foi ouvir também especialistas que deram dicas para diminuir o desconforto da primeira vez. Como pudemos ver, as histórias são bem diferentes. Há os que sentiram dor, os que sentiram prazer e dor, e os que não sentiram nada - nem prazer e nem dor. Muitas vezes, independente do incômodo físico, a primeira vez é apenas frustrante. 

Para a prática de sexo anal ser prazerosa, diversos fatores têm que ser levados em consideração
O funcionário público de Brasília  Filipe  , 21, relata que passou por várias tentativas prévias antes de consumar a primeira experiência homossexual. Quando afinal perdeu a virgindade, sentiu uma certa dor, mas depois aproveitou. “Eu já havia feito preliminares, aquele lance de ‘só a cabecinha’, mas nada de penetração mesmo. Quando finalmente aconteceu estávamos na sala, tentamos algumas posições, mas não dava certo. Depois que lubrificou o pênis, o rapaz foi de uma vez, e doeu um pouco. Então ele me segurou, me acalmou, e daí aproveitamos. Foi um pouco desconfortável, mas nada descomunal”, revela ele.

Com o analista de sistemas bissexual  André  , 32, foi bem diferente: sua primeira vez foi sem nenhum preparo. Segundo ele conta, perdeu a virgindade anal aos 25 anos. Depois de um dia de trabalho agitado, resolveu ir a uma balada gay em São Paulo, onde vive. Encontrou um parceiro e os dois foram para a sua casa. “Foi tudo bem frenético. Sem conversa, sem acordo. A gente entrou, fomos para a cama já sem roupa, ele me virou de costas e eu fui curtindo. Ele colocou a camisinha e o sexo rolou sem maiores delongas. Não doeu e sensação foi ótima, não apenas a penetração em si, mas o ato como um todo. A submissão inesperada que acabou sendo exercida, assim como a total diferença dessa condição para aquela de ativo (que realiza a penetração), ou de uma relação com uma mulher”, explica.
 

Também brasiliense, o publicitário  Rodrigo  , 28, considera ter tido duas primeiras vezes. A primeira, sem vínculo afetivo, não foi boa. E só depois passou a sentir prazer nas relações. “A primeira foi com um completo estranho, eu já tinha 20 anos e nunca tinha rolado nada, então marquei com um cara na internet, saímos e aconteceu. Não senti NADA, nem dor, nem prazer, NADA, frustração total. Se passaram alguns meses, comecei a namorar, rolou de novo. Doeu como deveria doer, com seus devidos prazeres, e desde então eu tomei gosto.”

A sexóloga Carla Cecarello   afirma que a prática do sexo anal é saudável e prazerosa quando realizada da forma correta. Com relação à dor, ela diz que é relativa, assim como no caso da perda da virgindade vaginal. “Doer ou não depende muito de como o sexo anal vai ser feito, da mesma forma como a relação vaginal pode doer ou não. É importante lembrar da lubrificação. A vagina é naturalmente lubrificada, já o ânus não. Por isso é importante o uso do lubrificante à base de água”.

“ 
Vai depender muito de como o sexo anal vai ser feito, da mesma forma como a relação vaginal pode doer ou não´´.

Como era de se esperar, o estado de espírito interfere muito na sensação física da primeira vez. A mesma condição de “duas primeiras vezes” se repetiu com o relações públicas Bruno  , 26. “Eu tinha 18 anos e conheci um rapaz. Depois de sair algumas vezes resolvemos transar, preparei tudo, criei um clima. Tudo rolou legal até ele se lubrificar e me penetrar. Durou só uns cinco segundos, foi frustrante. Tempos depois, após muito sexo oral e masturbação com um namorado, tentamos e rolou. Fico bem nervoso sempre, porque acho que dói um pouco, então tenho que ir devagar para me acostumar e relaxar”, explica.

O sexólogo Amaury Mendes  lembra que a prática do sexo anal é recheada de tabus. “Até no sexo vaginal pode existir dor, mas é importante ressaltar que o sexo anal é circunscrito de tabus, medos e culpa. Tudo que não é reprodutivo tem uma conotação de pecado, tanto o sexo anal como o sexo oral. A partir do momento em que duas pessoas rompem esse preconceito e ficam tranquilas, tudo tende a dar certo. A dor não é uma regra no sexo anal e tem muitos homens e mulheres que gozam ao praticá-lo”, conclui.

Técnica de relaxamento 

Cecarello explica que, ao ser penetrado, o ânus se contrai, o que dificulta o ato e pode causar dor. Nessa hora não se deve tentar a penetração. “Tem que encostar devagarzinho e esperar o esfíncter relaxar, para só então penetrar. Isso tudo com muita lubrificação, para deslizar tranquilamente”.

Carla Cecarello alerta ainda que o uso de camisinha também é imprescindível. “Se você vai se submeter a uma relação anal, pode acontecer de ter fezes, e por isso a camisinha permite uma higiene”, diz ela. Porém, a prática de lavagem estomacal, comumente chamada de “chuca”, não é recomendada. “Quando você faz algum tipo de lavagem com chuveirinho, pode machucar o canal anal e também elimina a mucosa que protege o ânus de doenças.” 

Tomando os cuidados necessários, Filipe é adepto do processo de lavagem estomacal, e dá também outras dicas para aumentar o prazer e a segurança do sexo anal - e minimizar os possíveis constrangimentos. "Eu incluo sempre grãos e alimentos que facilitam a digestão na minha alimentação. Antes da prática, fico de jejum por algumas horas, e faço a famosa lavagem intestinal em casa. Sou bastante vaidoso e me cuido bastante. Assim como hidrato meu corpo, hidrato a região anal. E, na hora do sexo, camisinha e lubrificação”, conta.

Mendes ressalta a importância do estímulo do parceiro. “Seja homem ou mulher, durante a prática de sexo anal é preciso lembrar de estimular quem está sendo penetrado, ou até ele mesmo pode se masturbar, se tocar”, conclui.

Sobre as posições sexuais mais adequadas, cada um tem suas preferências. Filipi curte todas, sem restrições, André prefere ficar sentado de frente para o parceiro, enquanto Bruno, que sente um pouco mais de desconforto, prefere de lado, a posição recomendada por Cecarello. “Para começar, é melhor deitado de ladinho, onde o pênis dá uma curvadinha na hora da penetração. De quatro ou sentado são penetrações sem obstáculos, o que pode gerar desconforto”, recomenda a especialista.

“ 
Para começar, é melhor deitado de ladinho, onde o pênis dá uma curvadinha na penetração. De quatro ou sentado são penetrações sem obstáculo, o que pode gerar desconforto (Carla Cecarello, sexóloga) 
Cecarello encerra lembrando que a recomendação para frequência da prática do sexo anal é de duas vezes por semana. “Não dá pra ser praticado diariamente, porque as pregas (esfíncter) podem romper. Também não é recomendada pra quem tem intestino preso ou hemorróidas (inflamações de veias no ânus)”, completa ela.

* Os sobrenomes foram omitidos para resguardar a identidade dos entrevistados.

PERGUNTAS & RESPOSTAS

Ele é novinho e não sei se é gay, o que faço?


olha preciso muito de um conselho.. tipo eu tenho 19 anos e estou afim de um amigo meu lá do meu curso.. mais ninguem lá sabe sobre minha opção sexual e talz.. e eu não sei a opção dele. ele deve ter uns 13 ou 14 anos… e eu gosto muito dele, mais ée muito msm..e eu queria saber o que faço pra tentar descubrir a opção dele e ficar com ele ( de preferencia o resto da viida..).. ^^ obrigado pela atenção.. bjuu..”

~*~

SEGUINTE! Primeiro de tudo. Não dizemos “opção sexual” e sim “orientação sexual”, pq se fossemos optar por alguma coisa, escolheriamos ser hétero e não levar lampadada na Paulista, nem sofrer Bullying na escola e muito menos viver todo o drama da aceitação, depois o de contar pra família e ficar na dúvida se contar ou não no serviço que somos gays, certo?

Eu no seu lugar ficaria esperto porque não é só o fato de talvez esse menino não ser gay que pode melar sua paixão. Você é maior e o menino é menor de idade. Aliciamento de menores dá cadeia. Sem falar que sair com um guri tão novo assim pode te causar o maior estresse, vai que os pais dele inventam de dizer que você é pedófilo e etc.

Mas, se você quiser tentar mesmo assim: NÃO FAÇA NADA SEM O CONSENTIMENTO DO MENINO. E bom, pra descobrir se ele é gay é muito simples: quando tiver na sala bota ‘Who Run The World’ da Beyoncé bem alto pra tocar. Se o boy levantar pra fazer a coreografia, já sabe a resposta: É DIVA COMO A GENTE!

Beijos!

~*~

Não tenho com quem conversar. Sou muito tímido!


Meu nome é B e tenho 16 anos. Sou bonito e moro numa cidade pequena com minha mãe e vó, e ninguém sabe que sou gay mas se eu me assumisse pros meus amigos ningém ia se espantar. Não sou efeminado mas brinco muito com isso, e até já falei que beijei um menino e eles nem se importaram. Só que eles ainda acham que eu gosto de mulher.

Eu era apaixonado por um cara lindo e gostoso, e era correspondido, mas nunca ficamos porque o tempo foi passando e nos tornamos amigos e ele continuava no armário. Para somar, a vergonha me impedia de chamá-lo para sair. Hoje nos falamos pouco e me arrependo de não ter acontecido nada entre nós.

E agora ta acontecendo de novo… Conheci um cara há um tempo atrás, lindo, mas um pouco efeminado [fala um pouco mais fino, essas coisas]. Não que eu não goste de caras assim, até curto, mas se alguém me ver com ele já vão pensar entende? Outra coisa: Ele mora sozinho, trabalha… e eu no ensino médio. Ele me chama para sair, mas eu fico com medo.

Queria sua ajuda: O que eu faço para acabar com essa vergonha? Sei que sou gay, mas morro de medo de me relacionar com outro menino. Sem falar no medo de minha mãe saber, ou melhor, ter certeza, porque ela até sabe. Ela joga algumas indiretas para contar, mas não pretendo contar tão cedo. 

Minha intenção era ficar de boas esse ano [estou no 3º ano, vestibular pela frente] e quando fosse morar fora começava a minha ‘vida gay’ longe da família e conhecidos. 

B, 16 anos – Via e-mail

~*~

Sei um pouco como é se sentir ‘sozinho’ e esconder que é gay. Passei um pouco por isso. Era rodeado de amigos na minha adolescência, mas não vivia plenamente porque sempre achei que precisava esconder minha sexualidade deles.

– Quanto ao carinha que você está afim:
Tá esperando o que menino??? Poxa, já deixou passar uma oportunidade com o outro cara, e deixará passar mais essa??? Não importa se ele é efeminado ou não, as pessoas sempre falarão das outras. Ou talvez nem comentem nada, vai saber. Isso é próprio de viver em sociedade, e não acho que isso deva te incomodar tanto assim. Até porque se sua mãe já desconfia e joga indiretas, não será nenhuma novidade para ela ter certeza que você é gay. Quem sabe isso não te dê um empurrãozinho para desabafar com ela?

– Mudança de cidade:
Não sei se você sabe, mas muitos gays e lésbicas mudam até de país para viver sua vida [e sexualidade] com liberdade plena, sem entraves com família e conhecidos. Quando era mais novo dizia a mim mesmo que ‘ninguém nunca saberá que sou gay‘, ou, ‘casarei com uma mulher mesmo que viva infeliz para sempre‘. Acho que você percebeu que tudo que falei não se concretizou, né? Sou ~TENTO~ ser um ativista dos direitos LGBTs, tenho um blog e até apresentei namorados para meu pai [minha mãe já morreu, mas soube que eu era gay]. Viu como as coisas mudam?

– Acabar com a vergonha:
Primeiramente você precisa compreender que não tem nada do que se envergonhar. Nem por ser gay, nem por qualquer outro motivo. Trabalhar um pouco sua auto estima é fundamental para superar a vergonha.
Sempre sugiro para as pessoas tímidas um ‘trabalho de casa’. Anote em um papel 5 coisas que você gostaria de mudar em si, mas também anote em um papel 10 qualidades. Pegue um dia mais calmo, e leia atentamente cada uma das mudanças e reflita se esses ‘defeitos’ são realmente verdadeiros. O papel das qualidades deve andar com você sempre, e quando se sentir envergonhado com algo releia o papel e refresque sua memória das coisas que você é bom!!! Isso é um santo remédio para sua estima, e outra, ninguém ganha nada sendo tímido, né?

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. Um cara de 19 gostando de um menino de 13 e querendo se relacionar com ele? Segundo a lei brasileira, não importam as circunstâncias, uma vez que isso configura estupro de vulnerável (a idade de consentimento é de 14 anos). Acho repugnante homens adultos correndo atrás de crianças que mal adentraram a puberdade.

    ResponderExcluir
  2. Sim e verdade. O que gostaria de ressaltar e´ que mesmo estando na lei, a vida nos prega peças. Nao vejo no aspecto sexual, mas de se apaixonar, de gostar da pessoa, seu jeito, sua personalidade, etc. Quem n ao passa por isso? Recebemos muitos relatos semelhantes que nao envolve sexo, mas sentimentos entre duas pessoas e a recomenaçao e´ de se evitar relacionamentos sexuais, esqueder ou esperar atingir a idade de independencia.

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...