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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Gays, latinos e negros americanos tem medo da perda de direitos e espaços no governo Trump.




A eleição do presidente conservador Donald Trump, que tomou posse este mês nos Estados Unidos, colocou a comunidade LGBT do país em alerta e estado de profunda preocupação. Apesar de algumas poucas declarações em defesa da diversidade, o posicionamento anti-LGBT da sua política é claro. A nomeação de políticos que sempre votaram contra projetos de leis a favor da comunidade é um dos pontos preocupantes.

Mas, há quem diga que o medo não é pela política, mas pela atmosfera opressora que Trump trouxe para o país. A Trevor Project é uma organização LGBTQ que ajuda jovens no país. Apenas um dia após a eleição do presidente, a instituição recebeu cerca de 400 ligações e mensagens de jovens gays, lésbicas, travestis e transexuais em situação de depressão e suicídio. Esse é o maior número da história do projeto e ilustra bem a preocupação da comunidade, que se sente acuada a voltar para o armário.

Donald Trump é o 45º presidente dos Estados Unidos e, nunca neste século, a tensão racial e sexual foi tão palpável. Há relatos nas redes sociais, como o Facebook, de casos de xenofobia, ataques raciais e insultos nos dias que se seguiram a eleição. Vão desde violência física, ameaça de morte até aconselhamentos para que imigrantes deixem o país. Ashley Boyer é uma mulher negra que vive nos Estados Unidos. Ela relata através do Facebook que parou para abastecer o carro num posto de gasolina, quando quatro homens brancos passaram por ela falando sobre a eleição e como eles estavam felizes por não ter que lidar com os negros por muito tempo. “Eu permaneci na minha. Até que um dos homens veio até mim e disse: ‘O quão assustada você está, sua put... preta? Eu deveria simplesmente te matar agora mesmo! Você é um 'desperdício de ar'’. Em seguida, outro jovem do grupo tirou uma arma e disse que só não matava ela naquele momento porque tinha muitas testemunhas, mas que isso estava prestes a mudar.

As políticas de extradição de imigrantes ilegais e negar vistos a exilados também são outros pontos nervais das políticas de Trump que até o momento vem se mantendo moderado nas ações. Mas não há dúvidas que as minorias perderam uma grande bandeira que tinham na Era Obama e que é tempo de retrocesso, ao menos nas questões consideradas menores na macropolítica conservadora.

Gays e bissexuais condenados no Reino Unido são perdoados.



Parece meio bizarro, mas o fato de molhares de homens gays e bissexuais terem sido perdoados de maneira póstuma no Reino Unido por crimes relacionados à homossexualidade é um grande passo para a humanidade.

A medida, que já havia sido anunciada, entrou em vigor na última terça-feira (31), afetando 49 mil pessoas na Inglaterra e no País de Gales. A lei leva o nome de Alan Turing (foto acima), pai da computação moderna. Ele foi condenado em 1952 por atentado violento ao pudor e suicidou-se em 1954 após ser forçado à castração química.

Em 2009, o então premiê Gordon Brown pediu desculpas formalmente por como Turing havia sido tratado. O cientista foi perdoado em 2013, mas sua família entrou com uma petição formal em 2015 pedindo que os demais homens condenados pelas leis de indecência fossem também contemplados.

A medida só inclui aqueles que foram condenados por relações consensuais com maiores de idade. Relações homossexuais eram criminalizadas na Inglaterra e no País de Gales até 1967, na Escócia até 1980 e na Irlanda do Norte até 1982.

Pra quem não sabe, as relações homossexuais eram criminalizadas na Inglaterra e no País de Gales até 1967, na Escócia até 1980 e na Irlanda do Norte até 1982. Nos dois últimos, o governo britânico não tem o poder de oferecer o perdão.

Homens ainda vivos que haviam sido afetados, estimados em torno de 15 mil, podem pedir que as condenações sejam retiradas. O vice-ministro da Justiça Sam Gyimah disse estar “imensamente orgulhoso” da implementação da lei. Ele era um dos entusiastas da proposta. “Nós nunca poderemos desfazer o dano causado, mas pedimos desculpas e nos mobilizamos para corrigir esses erros”, afirmou.

Índia abre primeira escola para transgêneros.



A escola Sahaj International é a primeira transgêneros e vai receber alunos entre 25 e 50 anos que ainda não concluíram os estudos.

A Índia inaugurou o primeiro colégio interno para transgêneros do país na cidade de Kochi, para ajudar adultos que desistiram da escola antes de terminar o ciclo educacional.

Alguns dados mostram que as transgêneros sofrem hostilidade e preconceito na Índia, e, por isso, cerca de metade não consegue terminar a educação formal.

Kalki Subrahmaniam disse que a abertura da escola marcou um 'dia histórico'.

A escola Sahaj International é a primeira do estilo no país e vai receber 10 alunos, entre 25 e 50 anos. O objetivo é preparar os estudantes para as provas de conclusão de curso que normalmente são feitas por alunos da rede pública e privada quando eles têm cerca entre 15 e 18 anos.

Regularizado nome social de trans nos  órgãos do governo de Brasília.


Decreto passará a valer assim que for publicado pelo Diário Oficial do DF

Na segunda-feira, 30, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, assinou decreto que reconhece o nome social de pessoas trans em todos os órgãos da administração pública do DF.

O decreto garante o direito em cadastro de dados, comunicação interna, endereço de e-mail, identificação em locais de trabalho, listas de ramais, nomes de usuários em sistemas de informática e crachás.

Segundo a Agência Brasil, banheiros, vestiários e outros espaços que separam gênero podem ser usados de acordo com a identidade do usuário, e os servidores do governo deverão tratar as pessoas pelo nome e pelo gênero indicados. 

Para fazer o registro do gênero e do nome social escolhidos, os interessados precisam fazer um requerimento por escrito no setor de recursos humanos de cada órgão. A solicitação pode ser feita a qualquer momento.

Depois que a norma for publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, os gestores terão até 90 dias para fazer as adaptações necessárias dos processos internos para que os trabalhadores e o público atendido passem a ser identificados pelo nome e o gênero escolhidos.

Drag queens são impedidas de entrar em Shopping em São Paulo.



Um grupo de 9 pessoas foi barrado na entrada do Shopping Penha, na Zona Leste de São Paulo, por estarem usando maquiagem excessiva. Entre eles, havia seis drag queens que tinham acabado de sair de um curso para drags. O fato aconteceu no último domingo, 29, por volta das 16h e precisou da intervenção da Polícia Militar para ser resolvido. Em nota, o shopping lamentou o ocorrido e afirma ter sido um caso isolado.

Durante a discussão na porta, os seguranças chamaram o superior da categoria, que apresentou o motivo delas não entrarem como sendo uma lei estadual que possibilita a proibição da entrada de qualquer pessoa usando capacete, máscara ou ocultando a face. Foi então que os jovens argumentaram a entrada de mulheres que também usavam roupas parecidas com as delas e maquiagem forte. “Indicamos mulheres que estavam maquiadas e de ‘vestimenta inapropriada’, segundo a visão deles. E elas mesmo diziam que ‘se nós podemos entrar, por que eles não?’. Os dois [seguranças] ficaram sem saber o que responder”, lembra Nathan Vieira, 19, um dos alunos do curso que estava no grupo.

O Professor Paulo Sérgio Lima Viana também fazia parte do grupo barrado e postou um texto indignado no Facebook. Ele conta que eles foram montados porque queriam almoçar durante o intervalo do curso de drag e, por ser pouco tempo, preferiram ir montadas. Só não sabiam que levariam muito mais tempo resolvendo o problema, que só ganhou uma solução com a chegada da guarda.



"Chegando, os policiais declararam imparcialidade, mas já começaram a abordagem dizendo 'Nem tudo é homofobia!' Às vezes o preconceito parte de nós mesmos'. E continuaram alegando que o estabelecimento não agiu por preconceito, mas sim por processos internos, coisa que nem eles, nem o segurança ou o gerente souberam citar, bem vago. Um dos policiais ainda nos aconselhou a não denunciar em uma delegacia de casos LGBTIs, porque isso seria preconceito da nossa parte, como se fosse uma espécie de privilégio”, relata o professor nas suas redes sociais.
 
A abordagem da Polícia Militar será investigada, segundo a sua assessoria de imprensa. 
 
“O Shopping Penha lamenta e reforça que o ocorrido foi um fato isolado e não condiz com a política do empreendimento. A equipe de segurança já foi fortemente reorientada a fim de que atitudes como essa não ocorram novamente”, declarou, em nota, a assessoria do Shopping Penha.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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