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NOTICIAS DO MUNDO GAY

USA- Casal lésbico sofre assédio após beijo em supermercado.


Segurança do estabelecimento disse que ato era 'nojento' após as duas trocarem um beijo rápido

Um casal de lésbicas disse ter sofrido assédio após ter trocado um abraço e um beijo rápido dentro de um supermercado no Estado norte-americano da Virgínia Ocidental.



Ao jornal Daily Mail, Chloe Arrandale e Louise Taylor, ambas de 18 anos, contaram que um segurança as reprimiu. Segundo as jovens, o funcionário disse que o ato era nojento e estava “impedindo que as pessoas comessem”. O segurança teria completado dizendo que se elas quisessem “agir dessa maneira” que deveriam “fazer isso lá fora (do mercado)”.

O caso ocorreu na rede de supermercados Morrissons. Não foi informado se elas entraram com ação contra a empresa.

Deputado quer derrubar norma que proíbe tachar homossexualidade de doença.


LEONARDO PRADO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) decretou uma resolução que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à orientação sexual e afasta a ideia violenta e preconceituosa da homossexualidade como distúrbio ou doença.

De acordo com a resolução, os profissionais devem contribuir com a quebra de preconceitos e estigmatização dos LGBTs e não podem exercer "qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados."

Dezoito anos depois, um deputado defende a suspensão desta norma.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 539/16, do deputado Pastor Eurico (PHS-PE), argumenta que a resolução do CFP viola a Constituição federal na medida em que invade a competência do Congresso Nacional de legislar; legisla sobre direito da livre manifestação do pensamento; atenta sobre o direito da livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação; agride o livre exercício da profissão; e coloca em risco os direitos e garantias individuais.

De acordo com Eurico, o decreto não visa promover a "cura gay", mas atribuir ao parlamento a finalidade de legislar sobre a ação dos profissionais da psicologia.

"Se quiser restringir direitos e deveres de profissionais da psicologia, o Conselho Federal de Psicologia deve mandar sua proposta para o Parlamento, a fim de debatermos sobre a vedação ou não de determinadas condutas da profissão", explica Pastor Eurico.

Para ele, a resolução 1/99 do CFP impede a "pesquisa científica" sobre o comportamento de pessoas LGBTs.

"Pode o Conselho Federal de Psicologia censurar o profissional de psicologia em eventos e congressos ou proibi-lo de se pronunciar em qualquer meio de comunicação sobre pesquisa e estudo científico sobre parcerias entre pessoas do mesmo sexo?"

O projeto do deputado será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

ARARAQUARA- Alunos trans terão nome social respeitado na Unesp.


Decreto que assegura direito a nome social nas universidades de São Paulo não estava sendo respeitado

Após denúncia da aluna transexual Vita Pereira, todos os alunos transgêneros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, no interior de São Paulo, ganharam o direito de terem seu nome social respeitado.

Ao G1, Vita, de 20 anos, contou que no primeiro dia de aula uma professora expôs seu nome durante a chamada. Ela foi à direção da escola requerer o nome social, mas, ainda assim, a professora continuou a usar seu nome civil.

Durante um ano, Vita disse que solicitou ao menos três vezes o uso do nome social, mas nada foi resolvido. “A universidade é um espaço que exclui as minorias, já começando pelo vestibular”, afirmou.

Cansada, a aluna denunciou à Coordenadoria de Políticas LGBT da cidade. O órgão reuniu-se com a reitoria da universidade e ficou decidido que até o próximo semestre o decreto sobre o uso do nome social deverá ser respeitado. O decreto estadual 55.588 assegura o direito ao nome social aos alunos transgêneros.

BELÉM- Pará tem 1ª agressão a travesti registrada pela Lei Maria da Penha.


Agressor ameaçou vítima de morte e a agredia com frequência

Pela primeira vez um caso de violência doméstica a uma travesti foi registrado pela Lei Maria da Penha no Pará.

Segundo o jornal O Liberal, o agressor é um morador de rua e se identificou como José Ricardo Silva de Araújo, de 26 anos. Ele foi preso na manhã da segunda-feira, 20, no bairro Castanheira, em Belém.

Araújo e a vítima, de 41 anos, mantiveram relacionamento por oito meses, em 2016, mas por causa de agressões, a travesti o expulsou de casa.

As agressões continuaram porque o homem não aceitava o término. O caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Belém.

Na segunda, Araújo a ameaçou de morte e foi preso em flagrante. A delegada Fernanda Marinho explicou que o caso da travesti foi enquadrado na Lei Maria da Penha, na delegacia especializada em mulheres, porque a lei (artigo 5º) estabelece que a violência doméstica independe de orientação sexual.

A vítima disse que tem medo do que pode ocorrer quando Araújo for solto. “Conheci ele na rua. Eu sou acompanhante, profissional do sexo”, contou. “Conversamos e ele um dia me pediu abrigo por dois dias.”

“Foi ficando e a gente foi se envolvendo. Depois ele começou a dizer que não queria me ver com nenhum homem, que não deveria mais fazer programas, porque senão ia me bater, me matar e matar quem estivesse comigo. Muito ciumento. Aí ele começou a me agredir, mas cansei e tomei coragem de denunciar”, relatou.

OLINDA (PE) - Estudante gay sofre ataque homofóbico em pré-carnaval.


Ataque ocorreu no domingo 19 no pré-carnaval de Olinda

Um estudante universitário foi atacado durante uma festa de pré-carnaval em Olinda, Pernambuco, no domingo, 19.

De acordo com o Diário de Pernambuco, Marcos Antônio Valdevino, de 20 anos, disse ter sido agredido quando esperava por amigos que estavam no banheiro por volta de 18h30 na região da Rua 13 de Maio.

O estudante de Letras da UFPE foi à Delegacia de Boa Viagem para prestar queixa, na segunda-feira 20, ainda com dores no corpo.

“Eu apanhei por ser homossexual. Aconteceu em Olinda, Pernambuco. Esse é o preço que você paga por ser gay no Brasil”, escreveu Valdevino no Twitter, segundo a publicação. “Eu estava esperando meus amigos quando um homem forte, aparentando 40 anos, se aproximou e deu dois tapas no meu rosto. No segundo tapa eu caí no chão e ele tentou me chutar. Nessa hora, consegui me levantar e sair correndo, mas caí na escada e me machuquei ainda mais. Ele também ficava gritando que eu era ‘viado”, afirmou.

Com a queda, o estudante ficou com o pé direito inchado e quebrou a mão direita. Outros dois amigos dele também foram agredidos por outro homem. “O cara gritava para eles irem se beijar em outro lugar, mas ninguém estava se beijando ali. Está claro que isso foi pura homofobia”, ressaltou.

Marcos afirma que um policial militar o viu chorando e perguntou o que havia acontecido. “Quando eu respondi que havia sofrido um ataque homofóbico, ele questionou se eu estava beijando alguém na rua, o que não aconteceu, e disse que não poderia fazer nada para me ajudar.”

Em nota, a PM afirmou que todo o policiamento é orientado a prestar apoio ao cidadão em qualquer situação de risco. “É importante que a pessoa formalize queixa a fim de que seja procedida a devida apuração pelo órgão competente”, diz o comunicado.

Polícia investiga agressão homofóbica a feirante após confusão em Goiânia.




Delegado diz que vítima só foi espancada por ser gay e que já identificou os dois suspeitos, que serão chamados para depor.

Um feirante foi agredido com socos e pontapés após uma confusão em uma feira de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, o homem só apanhou somente por ser gay. Os dois suspeitos do crime já foram identificados, mas seguem em liberdade. 

A vítima, que prefere não se identificar, sofreu hematomas nos olhos e escoriações no braço, além de ficar com o corpo todo dolorido. Ele conta que ficou desacordado e que os agressores afirmaram, durante a briga, que ele "teria que morrer" pelo fato de ser homossexual.

"Foram muitos murros, muitos pontapés em todo meu corpo. Na costela, no peito, na minha cabeça. Só senti o sangue, depois acho que eu desmaiei. Ele disse assim: ‘gente como você tem quem morrer'. Eu já percebi. Ele quis me identificar como gay e como que eu não valesse nada. Como seu eu não fosse gente naquele momento", relembra.

A situação ocorreu no último dia 11, quando o feirante chegava para trabalhar. Ele lembra que estava estacionando o caminhão quando quatro pessoas, que lanchavam em uma banca, se sentiram incomodadas porque ele manobrou o veículo perto demais da mesa delas.

Logo em seguida, dois homens foram tirar satisfação e começaram a agredir o profissional, que atua em feiras há mais de 30 anos. Os golpes só cessaram depois que um colega da vítima interveio e prestou socorro.

Investigação 
Após o espancamento, o feirante registrou uma ocorrência no 1º DP de Goiânia. Segundo o delegado Izaías Pinheiro, responsável pelo caso, uma testemunha anotou a placa do carro dos agressores, que já foram identificados. Eles devem prestar depoimento ainda nesta semana.

A vítima já passou por exame de corpo de delito. O delegado salienta ainda que o crime, registrado como tentativa de homicídio, foi motivado por preconceito. "É um crime de homofobia. Eles só fizeram essa agressão brutal contra a vítima porque identificaram que ela era gay”, destaca.

O advogado Eder Araújo foi contratado para auxiliar o feirante no caso. Ele diz que a ideia é processar os suspeitos. "Hoje, nós realmente não temos como tolerar esse tipo de preconceito contra nenhum tipo de pessoas ou grupos que expressam a sua forma de viver”, declara.

Desde o dia em que tudo ocorreu, o homem alega que não teve coragem de voltar para a feira onde foi agredido. "Você levantar de madrugada para ir trabalhar e encontrar pessoas para querer te matar a troco de nada, de uma violência banal. Eu peço e quero justiça, para que eles não possam fazer isso com outras pessoas", reclama.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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