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MINHA VIDA GAY

Jogador sai do armário ao vivo na TV para a mãe e os amigos.




Cansado de viver uma vida escondendo sua sexualidade, o jogador de baseball americano, Ryan Jordan Santana, decidiu se assumir gay para seus amigos ao vivo na TV, no programa This Is Life, uma série da TV americana.

“Vivi uma mentira a vida toda. Sempre tive medo de contar para meus colegas do time, mas não quero mais isso”, disse ele no episódio, e completou: “Sempre achei que não seria possível jogar baseball e ser gay. Pensava que assim que saísse do armário, teria que parar de jogar. Mas não deveria ser assim, as pessoas deveriam me julgar apenas pelas minha habilidade esportiva. Se eu sou um bom jogador, posso ser um bom colega de time, não?”

Ryan jogava baseball desde a escola, mas sempre viveu no armário porque seus colegas da escola eram religiosos, conservadores e o zombariam dele se soubessem. Cansado de viver uma vida reclusa, ele se assumiu agora no programa de TV para a mãe, o roomate e um amigo do time, só que a reação deles foi bem diferente do esperado por ele. Assista:



Mesmo surpreso, o amigo do time de baseball respondeu: “Não muda nada na nossa amizade!”, enquanto seu roomate foi às lágrimas e afirmou: “Me sinto mal por ter feito você se sentir assim. Você não deveria passar por isso. Me coloco no seu lugar e olha, isso pouco importa!”. Já sua mãe declarou: “Te aceito plenamente. Você ainda é você!”.

Lindo, né? Que sirva de exemplo! 

Você precisa conhecer EJ Johnson, filho gay do ex astro de basquete Magic Johnson.




A lenda do basquete americano, Magis Johnson, já lidou publicamente com várias questões que são tabus na sociedade. No início da década de 90, viu sua carreira acabar ao descobrir ser soropositivo. Agora, além do seu trabalho de luta contra o vírus do HIV, apoia incondicionalmente seu filho gay, EJ Johnson, como mostrou em entrevista a Ellen DeGeneres. 

Em 2014, o adolescente passou por uma cirurgia bariátrica para lidar com o seu problema de sobrepeso, até então, já perdeu mais de 80 quilos e não tem vergonha de exibir uma silhueta com algumas curvas, além de ser ligado no mundo fashion e na tendência americana de retirar os gêneros das vestimentas.


E.J. nasceu para ser uma diva, como ele mesmo afirma. E já conquistou esse espaço ao estrelar o reality show do canal E! “Rich Kids of Beverly Hills”, ou Crianças Ricas de Beverly Hills. 

 
Em entrevista ao programa da apresentadora americana, Magic Johnson revelou todo o orgulho que sente pelo filho. “Quando ele se assumiu, eu fiquei tão feliz por ele e por nós como pais. EJ é maravilhoso”, ele comentou. O garoto falou que o apoio que recebeu da família foi o que permitiu que ele aflorasse na pessoa que é hoje em dia.
 
O garoto de 23 anos quebra paradigmas nas ruas de Nova York, enquanto se dirige ao metrô para suas aulas na Universidade de Nova York, com roupas ousadas, uma feminilidade conquistada e muito empoderamento. 
 

Esportes ajudam adolescente trans a enfrentar o ensino médio.


Praticando esportes, Isaac entrou em um time que o apoiou sendo transexual


A partir do momento em que aprendeu a andar, Isaac Grivett tornou-se um atleta. Ele sempre gostou de praticar esportes e, na infância, começou a jogar softball e futebol. Quando virou adolescente e entrou no ensino médio, se apaixonou pelo lacrosse e teve de passar por um dilema: revelar ou não para todos que ele era um homem transgênero.

Atualmente, Isaac tem 19 anos e é um técnico de teatro em Nova York que passa a maior parte do tempo praticando esportes ou sendo um ativista pelos direitos de transexuais e pessoas com deficiência. Em entrevista para o site “OutSports”, Isaac revela detalhes da vida e fala sobre os problemas que enfrentou como um adolescente transgênero.

Após chegar ao Aliso Niguel High School, no sul da Califórnia, ele se juntou à equipe de lacrosse feminina da escola. “Eu absolutamente amei tudo - o esporte, os treinadores, a minha equipe. No meio do meu primeiro ano, quando comecei a questionar meu gênero, sentia que tinha muito mais para pensar além de "sou um garoto, uma garota... Ou algo completamente diferente?", comenta.

Isaac passou a questionar se ainda poderia jogar com a sua equipe quando se assumisse como homem e até mesmo se ele realmente queria se assumir. Enquanto ele estava se preocupando com qual era sua identidade de gênero, também pensava muito sobre a votação que proibiu casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que havia ocorrido três anos antes.

“Embora o resultado não tenha sido apoiado por muitos dos meus amigos, foi apoiada por meus pais e eu pensei: se as pessoas ao meu redor nem sequer aceitam os homossexuais, como iriam me aceitar?”, afirma Isaac. Em razão desses pensamentos, ele não se assumiu nem mesmo para seus amigos mais próximos por mais um ano.

No meio da temporada em 2014, Isaac descobriu que um dos árbitros costumava apitar seus jogos era um homem trans. Durante uma das partidas, ele ouviu algumas das meninas do time questionarem o gênero dele e fazerem comentários ignorantes sobre o árbitro.

“No início, isso me assustou e me fez querer adiar me assumir ainda mais, mas eu percebi que eu queria começar a fazer mudanças e ajudar a ensinar meus amigos e companheiros de equipe em vez de me afastar da ignorância deles”, diz Issac. Depois de se assumir para os treinadores, ele reservou um tempo depois de um treino para reunir a equipe e contar a todos de uma só vez.

Isaac afirma que nem se lembra do que disse na ocasião, só se recorda de todas o abraçarem e parecerem muito felizes com a confiança que ele tinha nelas. “Um delas me perguntou qual seria o meu nome e, uma vez que disse a elas, nunca ouvi meu nome de nascimento novamente”, diz Isaac.

Infelizmente, essa foi a parte fácil para ele. “Como atleta gay, minha única preocupação era a aceitação pelos membros da equipe. No entanto, como atleta trans, eu também devo me preocupar com leis e regulamentos que envolvem minha transição”.

Ele passou as semanas seguintes pesquisando e entrando em contato com diferentes centros jurídicos e escritórios governamentais para saber sobre o que ele poderia ou não fazer como atleta, bem como em sua vida cotidiana sendo um estudante do ensino médio. “Tudo o que eu realmente aprendi é que não existem muitas regras rígidas e que cada um tem uma ideia diferente do que são", afirma. 

Conforme foi ficando mais difícil ser chamado pelo nome de nascimento e por “ela” na escola todos os dias, Isaac não conseguiu continuar adiando sua transição social. Então, no verão de 2014, ele decidiu se assumir publicamente pelo Facebook e viver seu último ano escolar, finalmente, como um estudante do sexo masculino.

Quando parou de jogar o lacrosse no último ano por razões diversas, ele passou a praticar esportes com outras pessoas trans. “Eu ainda tive a sorte de encontrar alguns outros atletas trans em minha área para me conectar, um dos quais começou um grupo para pessoas sem gênero definido jogarem lacrosse, fazerem caminhadas e praticarem exercício juntos.

Mudança de vida.

Desde então, ele se mudou para Nova York e tem se concentrado em correr. “Eu tenho sorte de ser um esporte individual na maior parte do tempo e eu treino com os corredores da 'New York Road Runners' com meu nome e gênero mudados legalmente”.
Entretanto, Isaac ainda treina com equipes diferentes ao longo do ano e precisa se assumir para atletas quando alguém o vê usando sutiã mesmo tendo barba. “Mesmo se as pessoas não me questionam, ou não parecem se preocupar com a minha aparência, eu tenho consciência de minha aparência ao usar roupas apertadas ou roupas de treino reveladoras”, explica.
“Como artista de teatro, espero criar e trazer à vida histórias que ajudem a normalizar a comunidade LGBT e mostrar que não somos perigosos ou, de alguma forma, imorais”, diz Isaac. “Como atleta, espero inspirar os jovens que estão passando pelas mesmas coisas que eu fiz para não desistir e ganhar proteções de nossas escolas e do governo para poder jogar com as equipes com as quais nos sentimos confortáveis”.

Isaac afirma que o esporte sempre foi uma parte muito importante da sua saúde e bem-estar, e que todos devem ter a oportunidade de participar e serem julgados apenas por sua habilidade e dedicação, e não por como eles se identificam na questão de gênero.

"Eu lutei e vou continuar lutando por todas as pessoas trans, especialmente aquelas a que são negadas o direito de fazer algo que amam apenas por causa de seu sexo. Eu apenas tive de perceber que me assumir sempre terá de ser uma parte de minha vida e que minha identidade será usada frequentemente para tentar me distinguir dos outros, especialmente no mundo dos esportes”, finaliza ele.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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