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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Príncipe William recebe prêmio LGBT e faz discurso sobre bullying.




O príncipe William recebeu o prêmio Celebrity Straight Ally of the Year no British LGBT Awards na última sexta. É uma cerimônia que premia aliados da causa LGBT e ele ganhou justamente na categoria “celebridade aliada heterossexual” da causa.

Ele não pôde comparecer à cerimônia para receber o prêmio, mas enviou o vídeo de agradecimento abaixo:




“Gostaria de agradecer a todos no LGBT Awards por este prêmio incrível. É uma honra ter este reconhecimento.

Nos últimos anos me tornei um apaixonado por defender as pessoas do bullying, especialmente online.

Através deste trabalho, encontrei histórias trágicas de pessoas LGBT jovens que sofrem discriminação e abuso em suas vidas. Ao mesmo tempo, este trabalho também me fez conhecer pessoas inspiradoras que ajudam essas outras a se levantar e agir contra o bullying,onde quer que ele aconteça.

Já é 2017 e ninguém mais deve sofrer discriminação por sua orientação sexual ou qualquer outra razão. É importante aprendermos a ter orgulho de quem somos. Fico muito feliz em receber este prêmio. Obrigado.”

Polícia russa prende cinco ativistas LGBT que entregariam abaixo assinado ao governo



Desde que foi noticiado mundialmente que a Chechênia mantém campos de concentração para homossexuais, a Rússia – que proíbe com uma lei antigay qualquer “propaganda” da homossexualidade, vem sendo alvo de protestos e críticas. Esta semana, a polícia russa deteve cinco ativistas, em frente à Procuradoria Geral da Rússia, em Moscou, que buscavam entregar uma petição contra as ações do governo da Chechênia, território russo independente.
 
O documento que era levado pelos dois homens e três mulheres detidos continha mais de 2 milhões de mil assinaturas e pedia providências contra os campos de concentração, tortura, prisões, incentivo ao ódio e assassinatos promovidos pelo governo da Chechênia. Um dos presos seria membro do grupo internacional AllOut, que promoveu uma das listas da campanha.  Um outro grande abaixo assinado internacional promovido pelo site Avaaz já conta com mais de 1.5 milhão de assinaturas e você pode participar também clicando no link aqui. 
 
Na semana passada, o presidente Vladmir Putin cedeu às pressões internacionais – que incluem um pedido oficial da Alemanha, e pediu uma investigação sobre os “rumores” de violação e direitos humanos no território da Chechênia.
 
Sobre a prisão, o jornal russo Novaya Gazeta, que denunciou os campos de concentração, afirmou: “A polícia acabou de violar as leis e o direito de recurso junto das autoridades que é garantido tanto pela lei russa como pela legislação internacional”. 
 

Beijaço virtual: Beije, marque sede do governo russo como local e poste.




Pessoas do mundo inteiro estão aderindo a uma inusitada campanha virtual criada por um grupo brasileiro. Com uso de aplicativos como Instagram, as pessoas estão postando fotos de beijos gays e marcando o local onde a foto foi tirada como o Kremlin, sede do governo russo, em Moscou. A campanha de sucesso tem como objetivo criar o maior beijaço do mundo contra o silenciamento da população LGBT na Rússia. “No Brasil, apensar da enorme violência, podemos lutar pelos nossos direitos”, aponta o grupo.

Até o ator brasileiro Kauã Reymond entrou na campanha e postou uma foto de um beijo gay do filme Milk, onde o primeiro ativista gay é vivido pelo ator Sean Penn e marcou a capital da Rússia. "Tem gente morrendo e sendo torturada na Rússia apenas por ser quem é. Homossexuais são reprimidos, enviados a campos de concentração e outros absurdos que nem temos conhecimento. Hoje é #DiaDoSilêncio, mas vamos dar voz a um movimento chamado #Kiss4LGBTQrights. Poste uma foto de beijo, use a tag, marque Kremlim na localização e #NãoSilencieOAmor, vamos juntos fazer parte desse protesto virtual em apoio a todos que lutam pela liberdade. A imagem que postei é cena de #Milk, filme onde Sean Pean interpreta Harvey Milk, político e ativista gay, primeiro homem abertamente gay a vencer uma eleição na Califórnia", postou o ator.

A campanha foi criada pelo grupo [SSEX BBOX] - Sexualidade fora da caixa, que se auto intitula como “um projeto de justiça social que procura visibilizar o debate em relação às questões de gênero e sexualidade em várias partes do mundo”. O grupo fundado em 2001 tem núcleos em São Paulo, São Francisco, Berlim e Barcelona e produz revistas, podcasts, workshops, festas e a Conferência Internacional [SSEX BBOX].

Tribunal de West Virginia decide que agressão a gays não é crime de ódio.



Por 3 votos a 2, o Tribunal de Recursos de West Virginia decidiu, na última quinta-feira (11/5), que agressões contra gays não podem ser consideradas crime de ódio, porque a lei estadual, que menciona sexo, não menciona orientação sexual como fator de discriminação.

A lei de West Virginia define como crime de ódio “ilegalmente ameaçar, ferir, intimidar ou oprimir um indivíduo por causa de sua raça, cor, religião, descendência, nacionalidade, afiliação política e sexo". Segundo o voto da maioria, “sexo” significa o gênero da pessoa, não orientação sexual.

Em abril de 2015, o estudante universitário Steward Butler viu um casal gay se beijando na calçada, quando parou em um semáforo. De acordo com a decisão, ele insultou o casal, com xingamentos homofóbicos, desceu do carro e deu um soco no rosto de cada um deles.

Um mês depois, Butler foi formalmente acusado de agressão, violação dos direitos civis das vítimas, que o promotor classificou como crime de ódio. O tribunal de recursos descartou a caracterização de crime de ódio, colocando a culpa no Legislativo do Estado.

“Um exame de leis similares de outros estados demonstrou que há duas categorias distintas de discriminação em potencial: a discriminação baseada em sexo e a discriminação baseada em orientação sexual”, diz a decisão. “O legislativo poderia ter incluído orientação sexual na área de proteção da lei, como outros estados o fizeram, mas não colocou”.

Não colocou porque não quis. Desde 1993, foram apresentadas 26 propostas legislativas que incluíam a orientação sexual entre os fatores que disparam a classificação de crime de ódio. Todas foram rejeitadas pela maioria republicana (conservadora) da Assembleia Legislativa. 

Apenas seis estados, entre eles West Virginia, listam apenas “sexo” ou “gênero” entre os fatores protegidos contra discriminação, em suas leis sobre crime de ódio; 20 estados listam “sexo” ou “gênero” e “orientação sexual”; 6 estados mencionam “orientação sexual”, mas não mencionam “sexo” ou “gênero”, de acordo com a ABC News, NBC, The New York Times e outras publicações.

Em voto dissidente, a ministra Margaret Workman afirmou que esses problemas acontecem porque, muitas vezes, o comportamento das pessoas é percebido como fora das expectativas sociais, não por causa do sexo. Ela escreveu:

“Se uma mulher não se conforma às expectativas de feminilidade ou à identidade de gênero da corporação para a qual trabalha, ela não será promovida. Será um caso de discriminação sexual, mas não por causa de suas partes anatômicas femininas, mas porque prevalece a percepção de que ela se comporta fora das expectativas sociais em um ambiente corporativo. Pelo simples fato de ser mulher, ela não seria discriminada”.

O procurador-geral do Estado, Patrick Morrisey, fez a defesa da lei estadual na Justiça, apesar de considerar que a orientação sexual deveria ser uma categoria protegida pela lei que define crimes de ódio.

Em uma declaração, ele escreveu que considerava o ataque aos dois homens “profundamente perturbador e abominável”. No entanto, ele disse, “tal conduta não concede ao sistema judicial uma licença para reescrever a lei estadual”.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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