Slide 1 Slide 2 Slide 3

MINHA VIDA GAY

Casamento entre três homens é legalmente reconhecido na Colômbia.

 
O casamento dos três homens foi oficializado pelas leis do país
 
Três homens gays definem a união como uma "família poliamorosa".
 
Em decisão histórica na Colômbia, três homens homossexuais ganharam o reconhecimento legal como a primeira "família poliamorosa" no país. O casamento deles ocorreu na cidade de Medellín, onde a união entre pessoas do mesmo sexo é legalizada desde abril do ano passado.
 
O casamento dos três homens foi oficializado pelas leis do país.
 
O ator Victor Hugo Prada e seus dois parceiros, o instrutor de esportes John Alejandro Rodríguez e o jornalista Manuel José Bermúdez, formalizaram o casamento e assinaram os documentos legais na presença de um advogado. Eles foram oficialmente estabelecidos como uma unidade familiar que possui direitos, como herança em caso de morte de algum deles.
 
"Queríamos validar nossa casa e nossos direitos porque não possuíamos uma base jurídica sólida que nos assumisse como uma família ", disse Prada em vídeo divulgado pela mídia colombiana. "Isso nos estabelece como uma família poliamorosa".
 
O advogado e ativista dos direitos dos homossexuais Rincon Perfetti disse à agência de notícias France Press (AFP) que existem muitas uniões entre três pessoas do mesmo sexo na Colômbia, mas que esta foi a primeira a ser legalmente reconhecida pelo país.
 
Casamento gay na Colômbia.
 
Em 2011, a Corte reconheceu que os casais homossexuais podiam constituir família e, em 2013, que eles podiam constituir uniões formais com os mesmos direitos dos casamentos entre pessoas heterossexuais. Apesar de ser uma mudança progressiva, casais homossexuais ainda não podiam estar oficialmente casados .
 
O tribunal progressista da Colômbia já havia mostrado sua vontade de ampliar os direitos dos casais do mesmo sexo quando determinou, em 2015, que os casais homossexuais também podiam adotar crianças.
 
Uma decisão do tribunal constitucional em abril de 2016 tornou a Colômbia o quarto país sul-americano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois d Argentina, Brasil e Uruguai. Nas uniões civis, os casais do mesmo sexo podem ter muitos direitos, assim como o casamento entre heterossexuais, como herança, pensões e planos de saúde para membros da família.
 

Como o episódio de homofobia que sofri transformou minha vida e meu entorno.

 
Articulista relata episódio de homofobia sofrido em 2010 e o impacto em sua vida.
 
Em 2010, fomos - eu e meu namorado da época - covardemente agredidos, vítimas de homofobia em uma festa universitária.
 
Sabe aquelas frases que toda mãe fala? Em casa, a frase é: "Agradeça sempre o que possui, e compartilhe". Cresci no interior de São Paulo e minha infância guarda memórias das ações sociais que meus pais envolviam a família: foram muitos aniversários realizados em creches, finais de semana na casa de acolhimento que eles ajudaram a fundar, ou então dentro de uma perua, que passava nas ruas da cidade pedindo doação de alimentos para o asilo.

Ter consciência dos meus privilégios, respeito e empatia por outras vivências, e essa vontade de fazer a diferença ajudaram a me construir como cidadão. Cresci com a ânsia de transformar o planeta, e neste processo fui me transformando: o aluno nerd que queria ser biólogo apaixonou-se por um amigo, e todos os padrões da sociedade também transformaram-se em minha cabeça: além do bullying por ser nerd [e gay], questionamentos, indecisões... Por que isso estava acontecendo comigo?

Lembro de um comentário do professor de inglês que fez a diferença: "Henrique, os cães ladram enquanto a caravana segue o seu inexorável caminho".
 
Segui, vim para São Paulo estudar biologia e na faculdade sempre foi muito natural ser gay, conquista dos professores e veteranos que me antecederam. Porém, a bolha de respeito e naturalidade estourou em 2010. O maior medo dos meus pais se concretizou e fomos - eu e meu namorado da época - covardemente agredidos, vítimas de homofobia em uma festa universitária.

Esta poderia ser uma memória triste, cinza em minha vida - não foi o que aconteceu. Ao mesmo tempo em que me vi cercado de amor e privilégios e, portanto, com o dever de dar visibilidade ao tema, a minha família saiu do armário e se posicionou, empunhando a bandeira da diversidade. E mais um professor fez a diferença, cuidando de mim durante o boletim de ocorrência na delegacia, nas entrevistas e desdobramentos que se sucederam.

Hoje, vejo este momento registrado no mapa da homofobia criado por um site de notícias e reflito sobre as consequências desta minha atitude: não me calei e contribuí para a mudança da universidade - conseguimos avanços, diretrizes formais para tratamento e conscientização dos calouros sobre diversidade, além de festas e grupos que celebram o orgulho LGBT na maioria dos institutos.
Sabe sensação de dever cumprido? É o que sinto quando, arrepiado, leio na parede dos centros acadêmicos em letras garrafais e coloridas:
 
“E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?``
—Caio Fernando de Abreu.
 
A caravana segue, agora na empresa. No site, a cultura que abraça a diversidade já se destacava, e havia um tal "grupo de afinidade para funcionários LGBT e aliados". O departamento, liderado na época por um diretor abertamente gay, casado e envolvido nos movimentos de inclusão LGBT no mercado de trabalho [mais um professor em minha vida fazendo a diferença]. A conexão foi natural!
Hoje, sou co-líder do grupo LGBT da empresa no Brasil, que tem como objetivo garantir oportunidades iguais de crescimento e desenvolvimento de carreira dentro da companhia. Promovemos um ambiente de trabalho seguro além de ações focadas em recrutar, engajar, reter e desenvolver talentos LGBT, procurando inspirar e sensibilizar nossa cadeia de valor e outras empresas no País.
 
A caravana? Tem que seguir, rodeada por outros parceiros e outras caravanas nesta jornada, inspirando mais pessoas a fazerem a diferença como os professores fizeram em minha vida.
Ainda há muita luta pela frente, mas o destino é inexorável.
 

Não há liberdade até sermos iguais.

 
 
 
Há alguns anos um vídeo chocou o mundo, foi a trágica história de Shane e Tom, que contava os problemas, descaso e falta de compreensão que Shane passou com a morte de seu marido, os entraves burocráticos por não ser oficialmente casado com ele, mesmo tendo vivido com ele por 6 anos, comprado casa juntos e aberto uma empresa, o Estado os considero apenas como ‘colegas de quarto‘. O vídeo é tocando, eu chorei horrores assistindo.
 
Agora Shane fez um vídeo onde fala sobre a importância do casamento igualitário, e como vivemos os mesmos problemas aqui e achei importante divulgar o vídeo.
 
Durante o vídeo, ele fala o que eu penso: ‘Não estou pedido para as religiões abençoarem nossos casamentos. Casamentos são emitidos pelo Governo, não pelas igrejas!‘
 
Vocês não podem deixar de assistir esse vídeo, é simplesmente MUITO BOM!
 
 


Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...