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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Corte Europeia critica Rússia por lei contra propaganda gay.

 
Ativista é presa durante protesto em defesa dos direitos LGBT em São Petersburgo, em maio deste ano
 
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou que a lei russa que veta a "propaganda gay" é discriminatória e encoraja a homofobia. A corte rejeita o argumento do governo russo de que ela era necessária para proteger a moralidade, de acordo com a rede britânica BBC.
A lei de 2013 prevê que pessoas que “promoverem relações sexuais não tradicionais" entre menores de 18 anos podem ser multadas em até 5.000 rublos (85 dólares) ou até presas. Já empresas e escolas podem ser multadas em até 500 mil rublos.
 
O Tribunal de Estrasburgo analisou a condenação de três ativistas Nikolai Alexeyev, Nikolai Bayev e Alexei Kiselyov por participar de protestos entre 2009 e 2012 contra a lei fora de uma escola secundária em Ryazan, uma biblioteca infantil em Archangel e um prédio administrativo em São Peterburgo.
 
Para o tribunal, a lei que prevê a condenação dos ativistas viola dois artigos da Convenção Europeia dos Direitos Humanos: o número 10 (que garante a liberdade de expressão) e 14 (que veta qualquer tipo de discriminação).
 
Segundo a BBC, a Rússia vai ter que pagar a cada um dos ativistas uma indenização que varia entre R$ 30 mil e R$ 73.500. O Kremlin vai apelar da decisão.
 
Alexeyev comemorou o que chamou de "uma enorme vitória jurídica para as pessoas LGBT na Rússia" e disse que a decisão da corte europeia servirá de base legal para que a lei seja eliminada, segundo a agência de notícias Deutsche Welle.
 
Discriminação.
 
A homossexualidade deixou de ser crime na Rússia em 1993, mas o preconceito ainda é muito forte. Até 1999, era considerada uma doença mental.
 
Quando a lei foi promulgada, uma pesquisa do instituto Vtsiom mostrou que 88% dos russos aprovavam a proibição da "propaganda" homossexual e que 54% acreditavam que a homossexualidade devia ser punida.
 
Protesto.
 
Desde a promulgação dessa polêmica lei, montagens do presidente russo, Vladimir Putin, retratado como drag queen se tornaram muito comuns. Em abril, uma imagem do presidente com maquiagem feminina foi incluída na lista de 4.074 materiais considerados "extremistas".
A medida faz parte de um esforço para promover valores tradicionais russos contra o liberalismo ocidental. O governo e a Igreja Ortodoxa veem os valores ocidentais como corruptores da juventude do país.
 
Atualmente, existem no mundo 72 países que criminalizam as relações homoafetivas e em oito deles ser gay ou lésbica pode custar a vida.
 
Homofobia de Estado.
 
O relatório "Homofobia de Estado", da Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga), aponta que 72 países criminalizam relações homoafetivas e em oito deles ser gay ou lésbica pode custar a vida, segundo a agência Efe.
O documento, publicado em maio deste ano, afirma que a proteção e o reconhecimento aos homossexuais acontecem nos países do norte da América e em alguns do sul, na Austrália e na maior parte da Europa.
 
Já a criminalização se estende por boa parte da Europa Oriental, da Ásia, da África - exceto África do Sul, Ilhas Seychelles e Cabo Verde -, em parte da América Central e da América do Sul.

Pastor pisa em bandeira LGBT e ora pela 'cura' de apresentador.

 
 
 
Um pastor evangélico provocou polêmica durante um programa na TV no Chile nessa segunda-feira, 19. Durante o programa "O Interruptor", do canal chileno Vía X, o pastor Javier Soto pisou  na bandeira da comunidade LGBT e ainda rezou para "curar" o apresentador da atração, José Miguel Villouta.
 
Javier Soto foi convidado para participar de um debate sobre a violência contra homossexuais e os direitos conquistados pela comunidade gay. Sabendo da orientação sexual do apresentador da atração, ele pediu para fazer uma oração para "curar a sua condição" antes mesmo de começar a entrevista.
O apresentador autorizou inicialmente, mas em seguida disse que aquilo seria uma falta de respeito com as outras pessoas que estavam no estúdio. O pastor se irritou com a repreensão e retirou de sua bolsa a bandeira com as cores que representa a comunidade LGBT. Ele disse que aquilo se tratava de um "pano cheio de imundície".
 
A atitude do pastor não pegou bem, e a diretora do canal Claudia Aldana pediu respeito ao pastor. Diante da postura agressiva e homofóbica de Soto, ela decidiu cancelar a entrevista, que não chegou a durar cinco minutos.
 
Ao jornal chileno "Emol", o canal --que tem a comunidade gay como público-alvo-- disse que o convite ao pastor tinha como objetivo "conhecer a postura do evangélico, mas que não pode sustentar uma conversa tranquila com o religioso".
 
Confira a entrevista mal sucedida e cheia de homofobia:
 

 

Serial killer de Goiânia manteve encontros com as primeiras vítimas homossexuais.

 
 
 
Entre 2011 e 2014, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, agora com 29 anos assassinou ao menos 39 pessoas na capital goiana, na maioria delas mulheres, mas seus primeiros homicídios foram de homossexuais. Conhecido como serial killer de Goiânia, o homem que está preso desde outubro de 2014 e já foi condenado a mais de 600 anos de prisão por 28 dos crimes já julgados, contou em entrevista para o programa de TV Câmera Record, na semana passada, que chegou a frequentar a casa de algumas de suas vítimas.
 
O assassino conheceu Diego Martins Mendes, de 16 anos, em novembro de 2011, em um ponto de ônibus. O corpo da vítima nunca foi encontrado. Imagens mostram Diego saindo a escola pouco antes de encontrar o assassino que diz que o convenceu a ir a um terreno baldio e o sufocou até a morte. Tiago se mostra claramente incomodado em falar de sua sexualidade e diz que “não teve relacionamento duradouro com as vítimas” mas fala de “sentimentos sujos”.
 
“Na realidade, ele matou essas vítimas justamente por se sentir atraído por essas vítimas. Ele não admitia o fato da homossexualidade dele”, afirmou o delegado Douglas Pedrosa, que investigou o caso. No processo consta que a casa de sua mãe era frequentada por travestis e homossexuais e que Tiago tinha mágoa da mãe por se sentir abandonado pelo pai.
 
As vítimas homossexuais foram mortas com as mãos ou facadas, indicando um crime com maior envolvimento emocional. As mulheres, segundo o delegado falou ao jornalista Domingos Meirelles representavam a morte da mãe do assassino. Elas foram assassinadas em grande parte a balas e de maneira rápida.  Tinha um padrão nas primeiras execuções: prostitutas eram esfaqueadas, moradores de rua eram mortos a tiros e homossexuais eram estrangulados. Tiago falou mais uma vez do abuso sexual que sofreu e do bullying que passou na infância para o jornalista.
 

Vizinhos chamam jovem de “viado” e são condenados a pagar R$ 5 mil cada no Acre.

 
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A Justiça do Acre condenou três vizinhos a pagarem R$ 5 mil cada por terem xingado um jovem com palavras de “cunho homofóbico”. A decisão veio da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais da Comarca de Rio Branco, que dobrou o valor da indenização estabelecida no primeiro grau, quando foi fixado o pagamento de R$ 2,5 mil por danos morais.

As agressões aconteceram no início desse ano no bairro Monte Rei, segundo o advogado de defesa Francisco Silvano. O jovem, que preferiu não ter o nome divulgado, foi xingado várias vezes por três vizinhos enquanto andava pela rua. Entre as palavras consideradas ofensivas, o rapaz era chamado de “veado”.
 
“Esses vizinhos começaram a chamá-lo de veado, e fazer outras condutas homofóbicas e por isso nós batemos nas portas do Judiciário para fazer essa reparação. No primeiro momento, houve um valor indenizatório muito reduzido e a gente no segundo momento conseguiu a elevação para o dobro.
 
Cada um dos três vizinhos vai ter que pagar R$ 5 mil para ele”, contou o advogado.
 
Conforme a defesa, a vítima ficou muito abalada com as ofensas. “Em razão do estado em que meu cliente se encontrou, embora seja uma pessoa assumida na sua opção, achamos que aquele valor não tinha nenhum significado para o patrimônio das pessoas. Portanto, elas se sentiriam incentivadas para novas condutas e um valor maior, vai fazê-las refletir duas vezes antes de fazer. É uma questão mais didática, de fazer com que as pessoas tenham respeito”, afirmou o advogado.
 

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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