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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Alemanha anula condenações de 50 mil gays por lei nazista.

 
 
 
Cerca de 50 mil homens gays sentenciados a penas por homossexualidade na Alemanha nazista tiveram a anulação das suas condenações nesta quinta-feira (22). O Parlamento alemão determinou ainda que as vítimas da lei sejam indenizadas em 3 mil euros (cerca de R$ 11 mil) para cada ano passado na prisão.
 
Vítimas e ativistas celebraram a conquista que demorou décadas. Segundo lembra a AFP, mais de 42 mil homens foram condenados durante o Terceiro Reich e levados para prisões ou campos de concentração. Estima-se que cerca de 5 mil condenados pelo estatuto ainda estejam vivos.
O Artigo 175 considerava ilegais "atos sexuais contrários à natureza, seja entre pessoas do sexo masculino ou entre pessoas e animais". Sexo entre mulheres não era criminalizado.
 
Apesar de ter sido registrado em 1871, o artigo raramente foi posto em prática até que os nazistas assumiram o poder. Somente 1935, a lei foi reforçada para incluir a sentença de 10 anos de trabalho forçado. O estatuto permaneceu em vigor após a guerra.
 
Em 2002, o governo alemão aprovou uma lei que derrubava as condenações, mas isso não incluiu aqueles perseguidos após o fim da Segunda Guerra Mundial. O artigo só foi retirado do Código Penal na Alemanha Oriental em 1968.
 
A Alemanha legalizou o casamento gay em 2011, mas vetou direitos como a adoção e outros concedidos a casais heterossexuais, comuns em países da União Europeia.
 

Pelo terceiro ano consecutivo, governo de Istambul proíbe parada LGBT.

 
Em 2014, última vez que uma Parada LGBT ocorreu em Istambul, foram reunidas mais de 100 mil pessoas
 
 
Em 2014, último ano de Parada do Orgulho LGBT no país, 100 mil pessoas foram às ruas.
O governo de Istambul, a maior cidade da Turquia, proibiu neste sábado a Parada do Orgulho LGBT, que iria ocorrer neste domingo (25). É o terceiro ano consecutivo que as autoridades locais não permitem a realização da marcha, mas, dessa vez, o argumento é o de que o evento é um risco à segurança.
 
"Como resultado da nossa avaliação e, considerando a ordem pública e a segurança dos turistas que estão na região para passear, bem como dos nossos cidadãos, especialmente os participantes, não se autoriza a marcha nem reuniões no dia da comemoração, nem antes nem depois", detalha um comunicado do escritório de governo de Istambul.
 
"A praça de Taksim (de Istambul) e o seu entorno, onde se convocou a marcha, não fazem parte dos espaços para manifestações e reuniões", acrescenta a nota.
 

Após dois meses, casal consegue voltar à vila onde foi espancado, na Tijuca.

 
vizinhos de agressão por homofobia.
 
 
Flavio Miceli e Eduardo Michels conseguiram retornar ao imóvel para retirar seus objetos pessoais.
Dois meses meses após terem sido expulsos da vila onde moravam, na Tijuca, o engenheiro Flavio Miceli, de 60 anos, e o funcionário público Eduardo Michels, de 62, conseguiram retornar ao imóvel para retirar seus objetos pessoais. De acordo com a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio (CEDSRIO), eles já estão morando em outro local, e tiveram o apoio da Superintendência Regional do Grande Tijuca e dos órgãos de segurança pública para fazer a mudança, que aconteceu na quarta-feira.
 
Eles foram encaminhados para o Grupo Pela Vidda, onde estão recebendo auxílio no processo civil com a advogada Maria Eduarda Aguiar. Na esfera criminal, a CEDS sensibilizou o escritório da Advogada Mariette Alexandre, que assumiu o caso.
 
O casal estava impedido de entrar na vila desde que se envolveu em uma briga na noite do dia 21 de abril, quando acontecia uma festa no local. Miceli e Michels acusam os vizinhos de agressão, homofobia e de terem trocado a fechadura do portão que dá acesso à área comum do espaço para que eles não pudessem voltar lá. Os dois estão morando, provisoriamente, na casa de familiares.
Na ocasião, o casal, que procurou a 20ª DP (Vila Isabel), diz ter ouvido coisas absurdas, como a de que a vila “não é lugar de gay”. Os vizinhos, que não queriam comentar a denúncia, levada à Defensoria Pública do estado, resolveram falar. A família que seria o pivô da confusão é a do aposentado Jorge Acyr da Matta, subsíndico do condomínio. Ele nega ser homofóbico e acusa Flavio e Eduardo de racismo.
 
Os vizinhos sustentam que a fechadura foi trocada porque enguiçou após chuvas. O síndico Gustavo Campos Barcelo informou, na polícia, que exigiu cópia do contrato de locação para entregar as chaves. Mas, segundo ele, em vez de entregar o documento, o casal teria feito ameaças. Flavio, por sua vez, assegura que apresentou o contrato de locação. Entretanto, observa que, ao ver o síndico, o reconheceu como um de seus agressores no dia da festa.

Joyce é assaltada em Niterói e ainda sofre agressões por ser transexual.

 
 
 
Vítima de transfobia no Centro de Niterói, Joyce diz que é um livramento de Deus o fato de estar viva.
 
Joyce Silva chegava para trabalhar, às 20h, no Jardim São João, no Centro de Niterói, quando foi espancada durante um assalto, na sexta-feira. Qualquer pessoa pode ser assaltada, mas no caso dela a violência foi maior. Costuma ser assim quando pessoas LGBT são atacadas por qualquer razão.
"Segurei a bolsa e caí. Eram dois na moto, e um desceu para pegar a bolsa. Quando me viu, passou a falar que eu era bicha e me bateu muito na cabeça. Ainda disse que voltaria depois. É um livramento de Deus eu estar viva", relatou Joyce, com nervosismo.
 
Ela avisou às companheiras pelo telefone de um amigo. O dela foi roubado, e os ladrões acessaram WhatsApp e Facebook para agredir com palavras outras pessoas. Depois do atendimento médico, Joyce não consegue mais sair de casa.

 
Vítima de transfobia no Centro de Niterói, Joyce diz que é um livramento de Deus o fato de estar viva.
 
 
"Os ladrões debocharam da agressão usando o telefone dela. O ataque à Joyce foi cedo, mas tem meninas que ficam a madrugada lá", preocupa-se Larissa Dieckmann, liderança entre as profissionais do sexo trans.
 
Casos de transfobia não são contabilizados.
 
O caso, às vésperas do Dia do Orgulho LGBT (28 de junho), é só mais um. Há um mês, um homem transexual de 33 anos foi agredido na Ponta da Areia, onde mora com a companheira. Começou com ofensas verbais, enquanto ele estacionava. Depois partiu para um soco. O agressor disse que se 'ela se veste como homem, deve apanhar como um'.
 
Apesar de frequentes, os casos não são contabilizados oficialmente como homofobia. Joyce ainda não saiu de casa para registrar o caso, mas quando o fizer, não gerará uma estatística sobre agressão a transexuais.
 
"Há poucos dias dois rapazes registraram que um motorista se negou a dar o troco da viagem dizendo que veado não ganha troco. Isso vira injúria, roubo, mas não homofobia. O sistema não permite. Mas por outro lado, temos estatísticas sobre roubo de bicicletas, porque o sistema tem essa categoria específica lá", critica o policial que fez o atendimento, sem se identificar.
Joyce ficou com ferimentos pelo corpo.


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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