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CONFISSÕES DO DIVÃ







Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.
Bem, vamos ao tema de hoje:

Não consigo me controlar, sou muito impulsivo e acabo perdendo meus namorados

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com


 


Estou no meu quarto namoro, que completará um ano e meio em Março. Porém não sei se ele sobreviverá até lá. Sou um cara muito impulsivo, falo tudo que penso e por isso, acho que não consigo namorar por muito tempo. Sempre terminam comigo por não conseguirem lidar com minha forma de ser. Se meu parceiro faz algo que não gosto, perco a paciência rapidamente e já começo a soltar os cachorros. Só não chamo de santo. Depois em geral eu me arrependo, mas o estrago já foi feito. Já falei o que não devia e fiz o que não poderia. Passado algum tempo, o amor deles por mim parece que vai acabando ou tornando-se menor do que a vontade de me ajudar a superar a minha dificuldade. Pois não consigo me controlar, sou muito impulsivo... O que acontece? O que posso fazer para melhorar?
Orlando, 29 anos

           
O conceito mais simples de impulso é: um estímulo que possui força suficiente para levar a pessoa a fazer uma determinada ação.

Diversos estímulos podem desencadear uma ação impulsiva. Em geral o impulso induz o sujeito a ter determinado comportamento do qual ele tem pouco ou nenhum controle, que vai sendo reduzido ou eliminado após algum tempo.

Porém a principal conseqüência para o impulsivo é a culpa. Que pode desencadear tentativas frustradas e desesperadas de reparação, como sacrifícios pessoais, presentes exagerados e coisas do tipo.

É comum que o impulsivo fale verdades sobre os outros, mas, o problema é que sempre centraliza somente na negatividade, com o propósito de punir, humilhar e destruir seu oponente. Logo são poucos os parceiros que conseguirão lidar com esses ataques cruéis e inesperados, levando rapidamente a um desgaste mais rápido da vontade de “fazer dar certo”.

Desse jeito o impulsivo sempre é lembrado pela dor e sofrimento que casou, podendo gerar sentimentos de vingança no outro ou a completa insatisfação com a relação. E o problema não está somente no exagero, está no despropósito frente a um fato que poderia ser resolvido de inúmeras outras maneiras.

Há alguns quadros clínicos onde a impulsividade compõe um transtorno psiquiátrico. Nesses casos é indicado o uso de medicamentos reguladores da neurotransmissão. Quanto mais cedo à pessoa compreender que precisa de tratamento, mais rápido conseguirá evitar as consequências negativas da impulsividade. Se a impulsividade está presente na estrutura de ser da pessoa, a psicoterapia pode ser a melhor escolha. Ainda que a impulsividade seja uma reação transitória ela pode causar muitos danos. Portanto, o autoconhecimento e o controle emocional são fundamentais para prever e melhor lidar com os estímulos.

Algumas outras sugestões:

* Escreva os motivos pelos quais vale à pena tentar controlar seus impulsos. Se ficar difícil, faça uma lista com o que você tem a perder e a ganhar com tal atitude.

* Compreenda que o mundo e as outras pessoas não têm nenhuma obrigação de agir de acordo com às suas expectativas. Se alguma coisa não saiu como você queria é por que isso também faz parte da vida.

* Todos têm suas razões para fazer o que fazem. Da mesma maneira que você tem, somos responsáveis apenas pelas nossas escolhas. Aceitando isso você torna-se aberto a compreender o outro e diminui as chances de se frustrar com as escolhas dele.

* Ao perceber a “onda” do impulso chegando, respire e tente se concentrar na sua respiração. Inspire e expire profundamente, prestando atenção no ar que entra e sai dos seus pulmões.




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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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