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CONTOS DO LEITOR



DA BRIGA COM UM COLEGA DE TRABALHO AO AMOR DA MINHA VIDA
(Parte Final)

 

O Pablo veio nos buscar no hotel para nos levar ao aeroporto, um silêncio constrangedor pairou no ar durante todo o trajeto. Ele chegou a me perguntar se estava tudo bem, não insistindo mais quando lhe disse que sim.
Para minha surpresa, poucas semanas depois, recebo uma cantada enfática durante uma discreta encoxada do Roberto, um dos colegas da nossa divisão, que até então se contentava com uns olhares pidões e em manter uma proximidade física um tanto quanto estreita demais. Procurando pela causa desse comportamento novo, descobri que o Bruno havia se vangloriado, numa rodinha de colegas, de ter me enrabado durante a viagem, achando que isso lhe traria de volta o domínio sobre o grupo. No entanto, ele logo percebeu que a estratégia não funcionou, pois a minha popularidade aumentou e, ao invés de ser repelido pelo grupo, passei a ouvir não apenas elogios, mas também cantadas e apalpadas mais ousadas.
Esse assédio era tudo que o Bruno não havia imaginado e agora o deixava mais bravo e contrariado.
- Sempre compreendi seu receio em perder sua liderança, mesmo não a querendo para mim. – disse-lhe assim que descobri que ele havia exposto nossa intimidade.
- Mas não imaginava que você pudesse ser esse mau caráter que só sabe se impor através de ardis. - continuei, sem demonstrar rancor, apenas decepção.
Ele me encarou contrariado e não revidou. Me afastei dele e o evitava sempre que possível, pois algo nele me machucava mais do que eu podia imaginar.

Mensalmente a divisão de projetos realizava uma reunião conjunta onde era discutida a situação dos projetos em andamento, apresentavam-se eventuais novos esboços, cada grupo apresentava um relatório sobre os passos seguintes de cada projeto e, nosso chefe nos transmitia rumos e decisões da cúpula da empresa. Foi durante uma destas reuniões, ocorrida poucos meses após meu rompimento com o Bruno, que meu chefe me comunicou da disposição de um cargo na unidade argentina, o convite havia sido feito por indicação do Pablo e, em eu aceitando a transferência, implicava automaticamente numa promoção bastante tentadora, não só do ponto de vista financeiro, mas uma alavancagem na minha carreira. Eu tinha um mês para tomar a decisão.
Entre felicitações e lamentos por eu partir, e conselhos dos meus colegas de equipe, no sentido de nem pensar em perder essa chance, o que mais chamou minha atenção foi o fato do Bruno se transfigurar quando nosso chefe deu a notícia. Ele que nas últimas semanas havia até recuperado o bom humor, estava expansivo e brincalhão, mudou radicalmente. Fechou-se pelo restante da tarde, cara metida no computador, mal deixava sua mesa, exceto se isso fosse extremamente necessário e, não falou com mais ninguém até o final do expediente.
Nos dias seguintes continuava taciturno e recluso, os mais chegados a ele foram questioná-lo e não conseguiram descobrir o problema que o afligia.
Uma semana antes de eu ter que comunicar a minha decisão, até então ainda não tomada, havia sido uma sexta-feira que encerrava uma semana muito laboriosa, e o pessoal resolveu fazer uma happy hour para relaxar e, ensaiar uma espécie de bota-fora para a minha despedida.
Não me demorei muito, pois estava exausto e queria descansar no final de semana. Nem bem fazia meia hora que estava em casa, o Bruno apareceu.
- Posso falar com você? – ele balbuciou constrangido, enquanto eu o fazia entrar.

- Será que ainda temos o que conversar? – retorqui, intrigado com aquela visita, mas com os batimentos cardíacos acelerados.

- Sei que pisei na bola com você e me arrependo do que fiz! – ele continuou cabisbaixo, como que procurando as palavras no chão.

- Me sinto traído e isso é difícil de esquecer. – falei determinado, encarando-o seguro da minha razão.

- É como eu também me sinto! – ele desabafou, agora menos tímido, olhando fixamente em mim.

- Não entendi! – exclamei, pensando não ter ouvido bem.

- Traído! Me sinto traído! – ele continuou elevando a voz.

- Você traído? De onde vem isso agora? .... Traído por quem? – perguntei perplexo.


- Por você! – foi a resposta abrupta.

- Você deve estar doido! De onde você tirou isso? .... Eu não te traí! ..... Mesmo porque não tenho nada com você, para poder te trair – continuei estupefato.

- Todo certinho, se derramando em sorrisos e atenções com o pessoal do escritório, com o talzinho do Pablo então ..., sem contar o metido do Roberto. – ele despejou enquanto caminhava de um lado para o outro, numa atitude de impaciência e contrariedade.

- Sinceramente! ... Eu não estou acreditando nessa nossa conversa. Não faz o menor sentido! Eu me relaciono com o pessoal do escritório profissionalmente. Tenho a sensibilidade de perceber como cada um é, e o trato segundo sua personalidade. Por isso me dou bem com todos. – fui me defendendo. E depois de tomar fôlego:

- O Roberto e outros tantos só começaram a botar as manguinhas de fora, depois que você, espalhou para quem quisesse ouvir e conhecer os seus feitos de garanhão. De como você enraba quem representa uma concorrência! E, o ‘talzinho’ do Pablo, como você diz, é um amigo querido. Uma amizade que começou nos meus tempos de trainee. Amizade que você não sabe como construir, muito menos manter! – descarreguei, aliviando aquilo que havia meses estava entalado na garganta.

- Eu te gosto. – ele murmurou quase engolindo as palavras.

- O que? – perguntei com a voz ainda alterada pelo desabafo.

- Eu gosto muito de você! – ele repetiu num tom mais audível.

- Estranho modo de gostar! Enfim, cada um tem o seu. – concluí irônico.

- Sou fissurado em você desde o primeiro dia que você apareceu na divisão! A partir dali só faço te adorar mais a cada dia que passa!... – ele declarou, mergulhando fundo nos meus olhos à procura de compreensão.
- ... Por isso me sinto traído a cada vez que alguém ganha sua atenção e seu carinho. Fico desesperado ao imaginar você partindo para outro país, onde eu não possa te ver todos os dias. – ele continuou, disfarçando enquanto a voz começava a embargar durante as últimas palavras.

Eu estava atônito com essa declaração. Sabia o quão difícil estava sendo para esse machão admitir que estava gostando de outro homem. Ele que construiu uma imagem de macho que domina tudo, das mulheres que sonham tê-lo na cama, que decide se a pessoa é, ou não, interessante, depois de tê-la fodido, capitulava diante dum sentimento novo, mas real. 
Olhei para ele e, quem estava diante de mim, não era aquele colosso de quase 190 centímetros e pouco mais de 100kg de músculos, mas um garotão crescido e carente. Caminhei até junto dele e coloquei minha mão sobre seu rosto, que foi espetada pela barba cerrada por fazer, o acariciei com suavidade e doçura no olhar. Ele cobriu minha mão com a dele e a beijou com cuidado, esperançoso da minha decisão em aceitar suas desculpas.

- Eu achava que tinha tudo, até aquela noite no hotel, na véspera do nosso regresso. Desde então sinto sua falta como nunca. – confidenciei envergonhado.
- Acho que tudo que experimentei até agora foi um aprendizado para viver com você! – ele admitiu confiante.
Seus braços me envolveram e fui puxado para junto dele. Com um cuidado de quem toca em algo extremamente frágil, ele encostou sua boca em meus lábios. Não fez nenhum movimento, esperando que eu o recebesse. 


Apenas quando abri minha boca, ele começou a me beijar, apertando em mordiscadas leves os lábios que eu lhe entregava. Sua língua foi me penetrando aos poucos, esperançosa de também ser acolhida. Ele tateava à procura da certeza da minha decisão e, quando a teve, seu beijo ganhou intensidade e minha boca recebeu sua saliva morna sem restrições. Passaram-se minutos antes dele me soltar com os lábios arroxeados pela intensidade dos beijos.
Como não havia ninguém em casa, guiei-o, pela mão, até meu quarto. Ele o esquadrinhou enquanto fechava a porta atrás de si.

- Então é aqui que meu anjo descansa! – ele constatou, esboçando um sorriso em minha direção.


- Tem o perfume da sua pele. – ele acrescentou, antes que eu pudesse fazer qualquer comentário.
Em seguida aproximou-se de mim e me trouxe novamente para junto de si num abraço envolvente e carinhoso. Tornei a olhar docemente em seus olhos e a acariciar seu rosto. Nos beijamos repetidas vezes antes das mãos dele começarem a passear por meu corpo sob as roupas. Ele começou a despir minha camisa e lançou um olhar faminto nos meus mamilos, que foram, em seguida, lambidos e mordiscados até que os bicos estavam intumescidos e salientes. Eu segurava sua cabeça enquanto meus dedos desalinhavam seus cabelos.


- Sou tarado por essa pele branquinha e cheirosa. Quando a toco chega a me incendiar! – ele murmurou ao beijar e lamber meus ombros e meu pescoço.


Uma das suas mãos se encheu com minha nádega, que ele apertava, sentindo sua consistência. Desabotoei os primeiros botões de sua camisa e pousei minha mão sobre os pelos do peito dele. Eram densos e grossos e achei que mereciam ser acariciados. Ele terminou de desabotoar e tirar a camisa. Um torso volumoso e quente estava à minha frente, beijei-o seguidamente em vários pontos. Sob suas calças uma saliência pulsátil se avolumava, sem a menor discrição, chamando minha atenção. Fiz deslizar minha mão sobre ela, o que apressou sua movimentação. Ele abriu a calça e a baixou, deixando a mostra uma mancha úmida sobre a cueca. Toquei-a delicadamente e a beijei, sentindo o cheiro de macho que saía dali. Ele arfava ao ponto de eu ouvir sua respiração profunda. Arriei sua cueca o que fez saltar a rola revestida por calibrosas veias.

 

Não admira que daquela vez eu havia ficado todo machucado. Era a primeira vez que eu a via tão próxima, fazia jus ao dono, pois era enorme como ele. Grossa e reta, começava junto a um sacão globoso e terminava numa cabeçorra saliente e suculenta, donde agora escorria aquele líquido translúcido e mucoso, cujo cheiro atiçava todos os meus sentidos. Ele a pegou e começou a roçá-la em meu rosto, até que eu abocanhasse o que pude dela. Chupei-a obstinadamente enquanto ela terminava de endurecer na minha boca e, os primeiros gemidos dele se faziam ouvir cada vez mais altos. Olhei para cima e o vi se contorcendo pelo prazer que minha boca aveludada causava em sua jeba. Ele me levou até a beira da cama onde terminou de me despir. Meus glúteos expostos foram seu alvo. Apalpou-os com ambas as mãos e separou as nádegas, o que lhe permitia ver meu cuzinho cercado de pregas rosadas no fundo do rego. Seu polegar passeava sobre as pregas o que me fazia gemer de tanto tesão. Ele começou a lamber meu cuzinho, espetando com sua barba as laterais das nádegas. Por mais que eu puxasse o ar, parecia que ia sufocar de tanto desejo. A vulnerabilidade da minha posição, e meus gemidos contidos o estavam enlouquecendo.

- Quero você pra mim! Quero cada palmo desse corpo tesudo! – ele sussurrou num arfar morno em meu cangote.



 

Com cada uma das minhas pernas abertas de um lado da quina da cama, as nádegas abertas pela mão dele, comecei a sentir a pica forçando meu cuzinho. A experiência anterior me aterrorizava ao mesmo tempo em que o desejo sabia que era hora de ceder. Segundos depois ele habilmente fazia a jeba penetrar meu cuzinho, distendendo as pregas e as dilacerando. Só o grito parecia aliviar toda a tensão que meu corpo trêmulo guardava. Esse grito tinha o poder de fazer o tesão dele explodir. Vulnerável e submisso eu estava pronto para receber sua pica, que ia se aprofundando nas minhas entranhas, a cada estocada que ele desferia. Ele soltou um urro quando a havia colocado completamente dentro aquele cuzinho quente que o recebia desejoso. Ambos arfávamos com o prazer dessa convergência, dessa união. Os movimentos, de vai e vem, iniciaram lentos e curtos, até que muito depois se tornassem rápidos e profundos, acompanhados dos meus gemidos quase chorosos. Ele tirou a rola do meu cú, me levou quase até a cabeceira da cama, onde me pousou sob os travesseiros, ajoelhado sobre a cama, abriu minhas pernas trêmulas e as colocou sobre seus ombros. Eu estava novamente aberto, meu cuzinho exibia um halo vermelho e piscava desesperado, ele tornou a enfiar o cacete nele até que seu sacão batesse contra meus glúteos. 

 

Ele apoiou as mãos sobre a cama e começou a me foder. Abracei-o pelo tórax e gravava a ponta dos meus dedos nas costas dele, enquanto o movimento de entra e sai esfolava minha mucosa anal. Ele gemia como um touro, despejando em mim jatos abundantes de porra morna, que escorria me invadindo com sua virilidade. Ele olhava para mim com o desejo satisfeito e, eu retribuí acariciando seu rosto e com o olhar doce e suave que o abrandava.


- Te adoro! – murmurei exausto, puxando seu rosto para beijá-lo.


Ele sorriu e se entregou aos meus afagos. Ele sabia que me tinha.
Durante a reunião daquele mês, declinei da vaga na unidade argentina, para espanto do meu chefe e do pessoal da divisão. Assim, terei que esperar um pouco mais para ganhar uma promoção, mas ganhei o amor da minha vida, e sei que agora, tenho tudo de que preciso.

FIM

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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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