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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Nureyev- Homofobia pode ser o motivo pelo adiamento do novo espetáculo do Bolshoi.

 

Bailarino Rudolf Nureyev em 1974.

Bailarino Rudolf Nureyev em 1974
 
O Teatro Bolshoi adiou para o ano que vem a estreia do balé "Nureyev", que seria lançado na próxima terça-feira. Apesar do diretor da companhia de dança russa, Vladimir Urin, ter afirmado que os bailarinos não estavam preparados o suficiente para o espetáculo, o cancelamento levantou dúvidas sobre os motivos por trás da decisão.

Adiada para março de 2018, uma das razões seria a temática da peça, que aborda a sexualidade do bailarino gay Rudolf Nureyev, um dos mais célebres da época e que desertou da União Soviética em 1961. A peça, encenada pelo diretor Kirill Serebrennikov, teria cenas que apresentam relações entre pessoas do mesmo sexo, o que vai contra a lei "anti-LGBT" russa, que veta propagandas positivas a favor dos direitos LGBT.

Segundo a agencia de notícias TASS, o ministro da cultura russo, Vladmir Medinsky, teria pedido o cancelamento do balé com base nessa legislação. Urin negou que esse tenha sido esse o motivo, apesar de afirmar que o tema seria polêmico no país, que possui um passado e um presente homofóbico — apesar da relação entre pessoas do mesmo sexo ter deixado de ser crime na Rússia em 1993, ela foi considerada como uma doença mental até 1999.

Outro motivo seria o próprio diretor, Serebrennikov, conhecido por suas produções polêmicas que burlam o crescente conservadorismo social russo. Em maio deste ano, o encenador foi investigado por fraude envolvendo verba pública e a companhia de teatro de Serebrennikov. O governo alegou que cerca de U$ 3.5 milhões de fundos federais voltados para artes teriam sido desviados. Dois funcionários da companhia foram presos. Na época, Serebrennikov negou qualquer envolvimento no caso. Até o momento, ele não comentou sobre o adiamento de "Nureyev".


Christopher Street Day: Milhares de pessoas comemoram casamento igualitário na Parada LGBT da Alemanha.

 
Participantes de Parada LGBT na Alemanha comemoram aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
 
Centenas de milhares pessoas comemoraram neste domingo (9) com um colorido desfile da Christopher Street Day, a Parada LGBT de Colônia a recente aprovação no Parlamento alemão da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e se manifestaram contra a discriminação e a favor dos direitos LGBT.

O desfile foi realizado no marco de um fim de semana de comemorações, que teve início na sexta-feira com uma chuva de corações vermelhos pelo ministro da Justiça, o social-democrata Heiko Maas.

Sob o lema "Nunca mais", os organizadores queriam prestar homenagem as pessoas LGBT perseguidas pelo regime nazista.
 
Participantes de Parada LGBT na Alemanha comemoram aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
 
Um total de 175 bandeiras com as cores do arco-íris colocadas em um das pontes da cidade lembravam o artigo 175 do Código Penal, herdado do século XIX, endurecido na época nazista e não abolido até 1994, pelo qual foram abertos cerca de 64 mil processos penais contra pessoas LGBT entre 1949 e o início dos anos 90.

Em março deste ano, o Conselho de Ministros da Alemanha aprovou um projeto de lei para indenizar e anular as condenações impostas desde o final da II Guerra Mundial com base nesse artigo.

Merkel foi contra.

O Parlamento alemão, com o voto contra da chanceler, Angela Merkel, aprovou no último dia 30 junho a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em uma polêmica sessão, na qual os social-democratas decidiram abalar o acordo de coalizão com os conservadores, a três meses das eleições gerais.

A iniciativa tinha ficado fora do acordo de grande coalizão firmado em 2013 e o Partido Social Democrata (SPD), que respeitou o pacto nos últimos quatro anos, advertiu que a questão seria requisito imprescindível para participar de um futuro governo, o mesmo que fizeram os liberais e os verdes.

Perante esse cenário, Merkel abriu as portas para uma "decisão em consciência" e o SPD decidiu forçar uma votação sem esperar as eleições de 24 de setembro, para a qual a chanceler deu a seus deputados liberdade de voto.


Vários políticos se somaram às comemorações, entre eles a prefeita de Colônia, Henriette Reker, que afirmou que os participantes do desfile tinham motivos para comemorar o "casamento para todos", mas que a discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais segue presente na sociedade.

Gay Chinês ganha indenização por ser forçado a fazer Terapia de Conversão!

 
 
 
PEQUIM — Um homem chinês gay de 38 anos, identificado apenas como Yu, venceu uma batalha judicial contra um hospital psiquiátrico público onde passou por uma terapia de conversão forçada. Em decisão no fim do mês passado, a corte de Zhumadian, na província de Henan, ordenou que o hospital publicasse um pedido público de desculpas em jornais locais e pagasse indenização de 5 mil yuans, cerca de R$ 2,4 mil.

Em 2015, Yu foi internado contra a sua vontade por seus familiares e diagnosticado com “desordem de preferência sexual”. Ele ficou internado e recebeu medicamentos e injeções por 19 dias, e depois foi liberado. Ativistas pelos direitos LGBT classificam o caso como um marco, pois é a primeira vitória contra instituições psiquiátricas públicas por causa de terapias forçadas.

A China removeu a homossexualidade da lista de distúrbios mentais reconhecidos há mais de 15 anos, mas os casos de “terapias de conversão” são numerosos no país. Em 2014, o ativista Peng Yanhui se internou numa clínica particular para investigar como era o “tratamento” e descobriu que ele envolve eletrochoque.

Sobre a decisão em favor de Yu, Peng afirmou que ela “confirma a ilegalidade de tratamentos forçados”.

— Está na hora de a China criar uma lei que proíba a terapia de conversão gay — disse Peng, ao “Guardian”.

Apesar de poucos chineses terem objeções religiosas à homossexualidade, a questão ainda é tratada como tabu pela parcela conservadora da sociedade. Mas comunidades LGBT possuem força em grandes cidades, e relações entre pessoas do mesmo sexo estão se tornando mais comuns na TV e nos filmes.

Governo da Uganda promete nova Lei Anti-Homossexual.

 
 
 
 
O governo de Uganda prometeu trazer de volta um projeto de lei contra a homossexualidade e a promoção de questões LGBTs.

Matem os gays.

O parlamento de Uganda aprovou a Lei Anti-Homossexual em Dezembro de 2013, que foi ratificada em Fevereiro de 2014. O texto original aplicava prisão de morte para sexo em determinadas situações e diversas punições para quem apoiasse casais homossexuais. Foi demonstrado num tribunal nos EUA que a lei teve o apoio do pregador Scott Lively, bem como outros personagens de extrema direita, que influenciaram e levaram as figuras parlamentares ugandesas a aprovarem a lei homofóbica.

O Supremo Tribunal do Uganda anulou a lei ao considerar que não havia membros suficientes no parlamento para a aprovar.

A nova lei.

A presidente agora quer estender a lei para punir não só os homens homossexuais como também lésbicas e pessoas trans, mas as associações já vieram agora demonstrar o seu desagrado. Grace Waitherero, responsável pelas operações do Sexual Minorities Uganda explicou ao Gay Star News que o país precisa é eliminar o HIV, e não "tentar abusar dos direitos dos ugandeses".

A perseguição continua contra muitos na comunidade LGBT em Uganda. Os ataques são comuns, e a violência de grupo é uma ameaça constante.


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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