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CONFISSÕES DO DIVÃ





Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje:

Muitas brigas podem prejudicar a relação?

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com


 


Eu e o meu parceiro namoramos durante cinco anos e depois decidimos morar juntos e casar no civil. Estamos casados há um ano e parece que muita coisa mudou. Brigamos bastante, na maioria das vezes por coisas pequenas. Porém essas brigas acontecem tanto que às vezes ficamos um ou dois dias sem nos falar. Sempre nos resolvemos, mas sinto que não era para ser assim e que com o passar dos anos a vontade de resolver dê lugar a vontade de desistir. Sei que todo casal briga, mas e quando elas se tornam excessivas? Muitas brigas podem prejudicar a relação?
Barros, 32 anos

           
Barros nenhum relacionamento consegue manter o clima gostoso do começo de namoro para sempre. Brigas fazem parte de qualquer relacionamento. Nem sempre são prejudiciais, elas podem ser saudáveis em uma relação dependendo do que é construído a partir delas.            

Podemos pensar em algumas razões para que as pequenas brigas entre um casal ocorram com freqüência. Uma dela pode ser a expectativa que criamos em relação ao outro, exigindo de maneira direta ou indireta que ele sempre saiba nossas preferências e esteja disposto a atendê-las.

Precisamos considerar a fase também, momentos de adaptações ou de mudanças podem ser co-responsáveis pelo aumento das brigas (Estresse no trabalho, mudança de cidade, problemas familiares, etc)

Outra causa pode ser a dificuldade de comunicação deste casal. O outro não pode ler nossos pensamentos, as coisas precisam ser verbalizadas. O dialogo deve se manter fluido e constante. A comunicação exige treino, não só de saber falar, mas também de saber ouvir.

A empatia também é fundamental na resolução e prevenção de conflitos. A capacidade de compreender o ponto de vista do outro é também é um exercício de escuta ativa e de projeção (colocar-se no lugar do outro).

Mas e quando elas se tornam excessivas? Muitas brigas podem prejudicar a relação?

Sim, elas podem destruir a relação. O que acontece é que quando brigamos com alguém, ficamos com raiva e na defensiva. A tensão nos torna intensos e com dificuldades para controlar nossas emoções, palavras e ações. Podemos a partir de então exagerar nos fatos ou dizer coisas que não deveríamos. E consertar o estrago depois é muito mais difícil que evitá-lo.

O caminho para evitar as brigas corriqueiras exige principalmente duas coisas: Paciência e flexibilidade.

É importante que sentem, conversem e estabeleçam alguns limites. Não tem outro jeito, vocês estão em um relacionamento e precisam aprender a lidar com as coisas que não tem em comum, com o que pensam e fazem diferentes.

Você deve sempre falar o que pensa e sente, mas também de escutar e tentar respeitar o que o outro pensa e sente. Precisam ser flexíveis e fazer pequenos acordos e concessões.

Cada relacionamento possui seus problemas e complicações particulares, mas em geral, o bom senso e o dialogo são suficientes para evitar as muitas brigas que podem surgir pelo caminho. Pense sobre esses pequenos exemplos de motivos que geram brigas cotidianas em alguns relacionamentos: Esqueceu os sapatos no meio da sala, não retirou o prato da mesa, esqueceu de pagar alguma conta, deixou a toalha molhada em cima da cama, demorou a pedir a pizza... Será mesmo que essas situações não podem ser evitadas ou solucionadas sem gerar uma briga?

Avalie o que aconteceu e tente pensar em soluções que evitem o estresse. Segue algumas dicas de como fazer isso:

1) - Antes de sair reclamando e “dando esporro”, veja se a situação merece mesmo que você expresse sua opinião ou se é algo que pode ser contornado.

2) - Pense em termos de prioridade. Você prefere iniciar uma briga porque qualquer coisa que não saiu exatamente como você gostaria ou você pode abrir mão de pequenas coisas para construir um relacionamento mais saudável?

3) - Pense sobre a maneira como você fala sobre suas preferências. Será que você não conseguiria dizer as mesmas coisas de outras formas?

4) - Caso você não consiga lidar com isso sozinho, procure ajuda profissional, é provável que fazer uma psicoterapia com um psicólogo para que ele o ajude a entender o que acontece e encontrar soluções especificas para o seu caso.



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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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