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DIREITOS

DIA DOS PAIS

 

11 Histórias lindas de aceitação entre Pais e seus Filhos LGBTQs.

 

1. “Ele sempre fez comentários extremamente homofóbicos e eu disse a ele que não aguentava mais.”

 
 
 
“Quando fui contar para o meu pai, estava morrendo de medo, pois ele sempre fez comentários extremamente homofóbicos. Disse a ele que não aguentava mais, que por muito tempo tentei ser diferente e que morria de medo de magoá-los (minha mãe já sabia e não estava falando comigo há aproximadamente um mês). Ele me interrompeu e disse que só seria um problema se eu machucasse alguém, colocasse ele em problemas financeiros (meu pai é meio Tio Patinhas) ou se fosse uma ofensa à familia. Respirei e falei que gostava de mulheres… Ele suspirou fundo e disse: ‘Conta uma novidade, piolha. Eu sempre soube, mas acredito que era uma coisa sua e você teria que achar o momento certo para dizer. Papai não está totalmente feliz, porque criamos expectativas, mas isso não vai mudar nada no que sentimos’. Hoje saímos todos juntos, pai, mãe e namorada.” – Carolina Lima
 

2. “Me assumi com 17 anos e foi um baque pra ele. Ficamos uns dois meses sem nos comunicarmos direito.”

 
 
 
“Meu pai é a pessoa mais incrível dessa Terra. Me assumi com 17 anos e foi um baque pra ele. Choramos muito no dia, ele não conseguiu dizer nada, só chorava. Ficamos uns dois meses sem nos comunicarmos direito (moramos na mesma casa) porque ele não sabia como reagir. Depois de um tempo, tudo voltou ao normal, ficamos bem de novo. Até que numa noite de churrasco sobramos só eu e ele na mesa. Ele me perguntou por que eu não disse antes sobre minha ‘condição’ e eu respondi que era porque ele é a pessoa que mais amo e respeito e tinha medo de perder a amizade dele, já que ele era uma pessoa meio homofóbica. E então ele me respondeu ‘eu posso ser o que for, mas sempre amei muito a minha filha’. CHOREI TANTO, MIGOS. Hoje, alguns anos depois, ele é uma pessoa incrivelmente melhor e mais aberta. E sempre diz que é porque repensou sobre muitas coisas depois que eu assumi. Amo demais esse cara.” – Aline Espírito Santo.

3. “Era um sábado à noite e eu simplesmente chamei meu pai na sala e contei pra ele que eu era gay. Na lata!”

 
 
 
“Era um sábado à noite e eu simplesmente chamei meu pai na sala e contei pra ele que eu era gay. Na lata! Ele chorou, me abraçou e disse que o amor entre nós era o mesmo, e que ele me amava do mesmo jeito. Alguns anos se passaram, hoje sou casado, meu marido mora conosco, todo mundo na mesma casa. Nós viajamos para a praia juntos, meu pai nos apoia em tudo, temos uma loja que o meu pai reformou e fez a pintura. Enfim, ele merece um feliz Dia dos Pais.” – William Araújo
 

4. “O meu pai mora no Japão e não tínhamos um nível de proximidade tão grande a ponto de falar sobre minha sexualidade.”

 
 
 
“O meu pai mora no Japão, a gente conversa algumas vezes por semana. No entanto, na época, não tínhamos um nível de proximidade tão grande a ponto de falar sobre minha sexualidade. O tempo passou, e eu me assumi pra família que mora aqui no Brasil. Fiquei desesperada pensando no que ele ia dizer e como eu ia explicar, mas ele simplesmente me ligou e desejou muita felicidade pra mim e pra minha namorada, como se ele já soubesse há anos. Já estamos quase de viagem marcada pro Japão.” – Mariah Inada.
 

5. “Ele disse que não imaginava que a princesinha dele gostasse de menininhas e deu risada.”

 
 
 
“Quando contei para o meu pai, levei a minha namorada junto (fazia um mês de namoro, haha). Eu liguei pra ele dizendo ‘pai, eu tô chegando e tô levando uma amiga’. Quando cheguei lá, eu contei que ela era minha namorada. Ele disse que não imaginava que a princesinha dele gostasse de menininhas e deu risada. Eu estou com essa namorada até hoje e isso já faz mais de nove anos. Detalhe, o meu pai está casado com um homem que eu admiro muito.” – Helen Karina.
 

6. “Ele respondeu: homofobia jamais!”

 
 
 
“No Dia Internacional Contra a Homofobia, meu pai me mandou vários vídeos, dentre eles um cujo título era ‘homofobia não’. Eu respondi ‘pai, homofobia não?’ junto com uma foto minha e da minha namorada. Ele respondeu ‘homofobia jamais!’. Ele ainda perguntou se eu queria manter segredo até contar pra todo mundo da família, e respeitou isso. Foi lindo!” – Nádia Sabchuk.
 

7. “Uma das coisas que nunca vou esquecer foi quando ele disse: tu podes ser o que quiseres e eu sempre vou te defender.”

 
 
 
“Quando me assumi em casa foi algo bem estranho, já que via meu pai como um cara superconservador e imaginava que ele iria me mandar pra fora de casa. Mas como meu relacionamento com meu parceiro é estável, o nó na garganta só foi aumentando, até que tomei coragem e falei. Uma das coisas que nunca vou esquecer foi quando ele disse: ‘Tu podes ser o que quiseres e eu sempre vou te defender, eu sempre soube desde pequeno que você era assim e nunca te julguei. Nos momentos que isso parecia evidente, na verdade eu tava querendo te proteger das pessoas más. Eu te amo, te amo pra caralho e eu vou até o fim do mundo pra defender os meus filhos, e nunca vou aceitar que ninguém aponte o dedo pra ti e te difame’. Aí eu chorei largado.” – Gabriel Pureza.
 

8. “Eu não contei para o meu pai que era gay, ele que pegou meu notebook e descobriu.”

 
 
 
“Eu não contei para o meu pai que era gay, ele que pegou meu notebook e descobriu. Estava aberto nas mensagens do Facebook e na conversa com o meu ex-namorado. Ele me ligou e disse que precisávamos conversar. Quando eu cheguei em casa ele disse: ‘Filho, eu estava indo usar o seu notebook, eu não fiz por mal, mas li uma conversa sua com um tal de Jean. Você é gay?’ Eu disse que sim e ele disse que iria me amar de qualquer forma, independente da minha orientação sexual. – Felippe Alcantara Medeiros
 

9. “Depois a gente se abraçou por longos minutos. Desde então aprendi a não ficar com raiva dele quando brigamos.”

 
 
 
“O meu pai é um cara incrível. Apesar de ser cristão e de ser um homem sério, nunca tive problemas em conversar com ele sobre qualquer assunto. Quando contei pra ele que eu era lésbica, ele pegou na minha mão, olhou no fundo dos meus olhos e disse que isso não mudava nada para ele, que ele ficava muito feliz de eu ter contado, pois assim as coisas seriam mais fáceis e que ele me ama muito. Depois a gente se abraçou por longos minutos. Desde então aprendi a não ficar com raiva dele quando brigamos e a valorizar o cara incrível que ele é” – Anônimo
 

10. “Ele foi meu primeiro familiar a saber e o que mais me impressionou. Acredito que, por ele não ter tido pai, ele tenha crescido com uma convicção do que era ser um.”

 
 
 
Cinco anos depois, voltando da faculdade num trem, me lembrei do e-mail. Então abri o celular, entrei naquele velho diário eletrônico. Na hora achei uma péssima ideia. Cada palavra que eu lia me doía o coração e me fazia chorar. Lembrei que eu vivia sob essa sombra de ter que dar netos ao meu pai, de ter de mudar a história da prole dele. Lembrei de tanta coisa que foi uma viagem de duas horas até em casa chorando.

Cheguei em casa com os olhos bem vermelhos, meu pai me viu e perguntou o que estava se passando e eu disse que nada. Ele insistiu e eu fiquei quieto. Passaram-se algumas horas e meu pai abriu a porta, chegou em mim e perguntou o que estava havendo. Eu dizia que não poderia dizer, pois ele teria vergonha de mim. Ele insistiu mais vezes e eu dava a mesma resposta sempre. No fim, cansado, ele me perguntou: ‘Meu filho, você é gay?’

Naquela hora o que eu fiz foi chorar. Muuuito! Desesperadamente. Eu disse que sim e implorei para que ele não tivesse vergonha de mim. Ele me disse, chorando também: ‘Eu amo você demais! Eu criei um filho com caráter, educação e inteligência. Jamais teria vergonha de você! Você não sabe o quanto significa pra mim.’

Ele foi meu primeiro familiar a saber e o que mais me impressionou. Acredito que, por ele não ter tido pai, sem aquela figura machista em casa, ele tenha crescido com uma convicção do que era ser pai e tenha se tornado esse pai que ele tanto queria ter. Um que o amasse sempre e incondicionalmente, como ele ama a mim e aos meus irmãos. Ele é foda e eu não sei o que seria de mim hoje sem ele.” – Anônimo

“Eu, como a maioria dos gays da minha idade, tive dificuldades em me aceitar. Li muitos livros de psicologia e tratamentos para homossexualidade quando tinha meus 14 anos. Conforme acreditava avançar em meus passos para inibir o desejo por homens, eu ia registrando tudo em um e-mail. Depois de um tempo, notei que era impossível fazer o que eu queria. Então desisti de fazê-lo e resolvi me aceitar.

11. “A pessoa que terminou de ler esta carta é a mesma pessoa que começou a ler esta carta. Nada mudou.”

 
 
 
“Após terminar a leitura de uma carta na qual eu saía do armário, comigo aos prantos, meu pai disse: ‘Calma, a pessoa que terminou de ler esta carta é a mesma pessoa que começou a ler esta carta. Nada mudou.’ Foi o dia mais feliz da minha vida.” – João Vicente Freire.
 



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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