Slide 1 Slide 2 Slide 3

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Propaganda na TV australiana faz campanha contra o casamento gay.

 

 
Uma campanha contra a legalização do casamento gay na Austrália, começou a ser veiculada na TV, nesta terça-feira (29). O país oceânico vive um entrave sobre o tema, e um referendo irá consultar a opinião da população, que poderá dar a sua opinião através de voto postal, a partir do dia 12 de setembro.

Na propaganda, mães induzem o telespectador a votar contra a proposta sob o argumento que a união entre pessoas do mesmo sexo pode resultar no fim da instituição que é o casamento, além de temerem o que será reproduzido para seus filhos nas escolas a respeito da comunidade LGBT.

Em um dado momento, o vídeo afirma que “nos países com casamento homossexual, os pais perderam o seu direito de escolher”. Logo, o anúncio repercutiu entre os australianos, sobre tudo nas redes sociais. O vídeo entrou no ranking das publicações mais assistidas do Youtube, no país.

Os australianos poderão votar voluntariamente, através de cédulas disponibilizadas nos Correios, a partir de 12 de setembro, e deverão devolvê-las até 7 de novembro. Caso a maior parte da população seja favorável à legalização, espera-se que em um mês essa matéria seja debatida no Plenário novamente.
 
 
 
 

Presidente do Chile apresenta Projeto de Lei que legalizará o casamento gay.

 
Michele Bachelet
 
 
A presidente do Chile Michele Bachelet enviou para o congresso o projeto de lei para legalizar o casamento gay, nesta segunda-feira (28). Caso aprovado a medida modificará  o código civil do país. O documento apresentado denota “união entre duas pessoas” e não “entre um homem e uma mulher” como era definido até agora na legislação chilena.

O PL foi desenvolvido pela chefe de estado em conjunto com o Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh). “Fazemos isto com a certeza de que não é ético nem justo criar limites artificiais ao amor nem negar direitos essenciais só por causa do gênero das pessoas com quem se constituem casais”, declarou ela no palácio.

Mais tarde Bachelet acrescentou em seu perfil no Twitter, : “Não há condições para amar. Para continuarmos a avançar por um Chile inclusivo, hoje assinei o projeto-lei Casamento Igualitário.”, escreveu.

A expectativa da governante e seus aliados é que o projeto seja votado na pauta até o final do ano. Porém, uma parcela conservadora da bancada pode atrasar ainda mais o plebiscito e pode ser capaz que a pauta não seja votada antes do fim do seu mandato que acaba em marcço de 2018.
 

Homem é preso, suspeito de planejar ataque a gays em bares e boates da França.

 
 
 
A polícia francesa divulgou, no último sábado (26/08), a prisão de um jovem de 22 anos, indiciado por terrorismo. Ele confessou estar planejando um ataque contra bares, cafés e casas noturnas gays, afim de repetir episódios como o massacre à boate Pulse, em Orlando, no último ano.

Em seu depoimento, ele afirma que procurava uma arma para utilizar no atentado e que ainda não tinha seus alvos definidos, mas que atacaria “pessoas gays e casais que compactuavam com a libertinagem”.

O acusado era morador de Saint-Denis, na região parisiense. Agora, o suspeito segue preso e a polícia francesa segue investigando o caso, verificando se ele está ou não ligado aos movimentos extremistas islâmicos.


Homofobia: estudante é agredido na saída de colégio em Maringá e tem rosto dilacerado.

 
 
 
Mais um caso de homofobia entra para as alarmantes estatísticas sobre a violência contra a população LGBT no Brasil. Em Maringá, Norte do Paraná, um estudante de 14 anos foi brutalmente agredido enquanto aguardava por seu transporte em uma parada de ônibus. O adolescente teve ferimentos graves e terá que passar por cirurgias para reconstrução da face.

Segundo informações da polícia, o adolescente aguardava o ônibus após sair da escola, na tarde de quinta-feira dia 09 de agosto. Os dois jovens encurralaram a vítima e após provocar sua queda deferiram chutes em seu rosto. Os dois agressores foram indentificados, um deles é maior de idade e o outro também era aluno do colégio estadual Instituto de Educação de Maringá (IEEM), assim como a vítima, e já havia agredido o adolescente antes: “Foi só empurrão e xingamento”, declarou a mãe da vítima sobre o primeiro ataque. Por enquanto, nenhum deles foi preso.

Em entrevista ao jornal da RPC, Rede Paranaense de Comunicação, a mãe do adolescente, também muito abalada, declarou que já havia notificado o colégio sobre as frequentes perseguições ao filho e que a insitituição não passou essas informações ao conselho tutelar, motivo pelo qual o estabelecimento de ensino foi notificado. O conselheiro tutelar Carlos Bonfim, responsável pelo caso, não tem dúvidas: "É uma situação que choca. Foi um caso de homofobia", afirmou. A mãe relatou ainda, que foi orientada pelo colégio a registrar um Boletim de Ocorrência e que a escola absteu-se de prestar maiores esclarecimentos, negligenciando o caso.

O Conselho Tutelar irá questionar o colégio sobre o motivo de não ter protegido o garoto, uma vez que a obrigação da escola é de junto com a família, buscar alternativas para distanciar o adolescente de qualquer violência ou coação. "Vamos pedir informações à escola para saber por que não tomaram providências antes disso acontecer, como, por exemplo, transferir o aluno para outra escola já que sabiam das perseguições, ou mesmo ter chamado o Conselho Tutelar", afirmou o conselheiro Carlos Bonfim.

A diretora do colégio, Neide Gomes Clemente, afirmou que o colégio mantém os registros dos alunos atualizados, assim como visitas dos pais e denúncias. Segundo Neide, a mãe da vítima não notificou o colégio sobre as perseguições. "Quando o Conselho vier nos procurar, vamos discutir, porque, nos registros que temos, não há essa informação. Não houve omissão. Quando sabemos de alguma briga que vai acontecer, acionamos a patrulha escolar, e, nesse caso, não fomos informados de algo que demandasse um acompanhamento melhor ou uma medida protetiva", explica a diretora.

A vítima foi no Hospital Universitário (HU) de Maringá, onde passou por cirurgia de reconstrução da face. Na página do colégio no Facebook, vários internautas protestam quanto à negligência do colégio com relação ao caso do garoto, uma vez que já tinham sido avisados sobre as agressões.

Só em 2016, foram registradas 343 mortes por LGBTfobia no Brasil, isto é, a cada 25 horas um LGBT é assassinado, o que elencou o Brasil ao sangrento posto de campeão mundial de crimes LGBTfóbicos. Considerando as estatísticas de violência, tais como o caso do adolescente de Maringá, torna-se urgente a discussão sobre gênero e sexualidade dentro das escolas, uma vez que estes são locais de formação intelectual, moral e cultural que muito podem contribuir para diminuição da violência no futuro. Em caso de agressões por identidade de gênero ou orientação sexual, é urgente a denúncia aos órgãos competentes e à Rede de Direitos Humanos, disque 100.



Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...