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HOMOSSEXUALIDADE

Ele não é o seu tipo, mas pode ser a sua melhor escolha.

 

 
Nos tempos de colégio, eu tinha uma amiga que sempre pedia a mesma coisa quando íamos no McDonalds:

“Um Cheddar Mcmelt, por favor.

Se ela não gostava dos outros hambúrgueres? Nunca nem tinha provado.

Eu bem tentava convencê-la a pedir um Big Mac, mas não adiantava.

“Não vale a pena arriscar outra coisa e perder uma chance de comer um Cheddar Mcmelt…”, ela me dizia.

Garanto que você também conhece um montão de pessoas avessas à novidade. Aquelas que nunca arriscam novos caminhos, restaurantes, destinos turísticos, cortes de cabelo.

E nem adianta convidá-las para algo diferente. Seu convite será, imediatamente, recusado, sem nem sequer uma análise prévia. Afinal “em time que está ganhando, não se mexe”.

Tá bom, eu confesso: sempre fui viciada em bife à milanesa. Não importa onde eu estivesse, se via bife à milanesa no cardápio, ignorava completamente as outras opções. Não interessa se estava em um restaurante de comida asiática, nem se estava viajando e o prato típico fosse outro…

Também admito que levei anos para conseguir cortar mais do que os clássicos “quatro dedinhos” de comprimento do cabelo. Para mim cabelo bonito era cabelo longo.

Acontece que, quando repetimos demais alguma ação ou ideia na cabeça, elas se tornam tão presentes e enraizadas que invalidam qualquer outro comportamento contrário.

Demorou, mas com o tempo eu entendi a importância de tentar coisas novas. Foi nesse mesmo dia que me enchi de coragem e disse ao cabelereiro: “corta em cima do ombro”.

Com um pouco – mentira, com muita – resistência, também decidi inovar no menu. Mesmo vendo aquela foto bonitona do bifão me chamando, pedi o frango ao curry. Por que não?

Acredite ou não, mas ele se tornou o meu novo prato preferido naquele restaurante.

O novo pode ser bom.

Ter medo do desconhecido é normal (quem nunca sentiu frio na barriga quando fez algum esporte radical pela primeira vez?). Só que viver vai muito além de oxigênio no organismo.

Não tem nada mais clichê e verdadeiro do que aquela frase “A vida não é quantas vezes você respira, mas sim quantas vezes te tiraram o fôlego”.

E não é mesmo. É só quando seu coração acelera por algo, ou alguém, ou quando você tem a sensação que ele parou de bater, que se começa a viver de verdade.

Tentar coisas novas é bom para a mente, para o corpo e nos faz sentir mais vivos.

Então, pare de dizer “não vai dar certo” a todos os caras que não têm as características que você idealizou.

Quem disse que alguém completamente diferente do que você imaginou não pode te fazer feliz?

Eu sei que você nunca se imaginou namorando um mochileiro que – diferente do seu ex-namorado economista e poupador – gasta todo salário em passagens aéreas e compras que viram milhas. Mas quem disse que a experiência com alguém mais aventureiro não pode ser enriquecedora?

Também sei que você jamais olharia para um cara um pouco acima do peso, por exemplo. Sei que você só sai com os musculosos. Mas quem disse que os sarados têm aquilo que você precisa de verdade?

Quem disse que você não pode namorar outro passivo porque ele curte a mesma coisa que você? Ou outro ativo?

Quem disse que é só a vida entre quatro paredes o que conta? E quem disse que existe compatibilidade sexual imediata?

Saiba que, ao dispensar um possível candidato a boy magia só porque ele se classifica como ativo ou passivo, você pode estar deixando ir embora alguém que poderia, sim, lhe dar prazer.

Quem disse que só existe um caminho capaz de levar à felicidade, você pode me responder?

Abra o seu leque de opções.

Por isso, abra o seu leque de opções. Experimente conversar com pessoas que normalmente estariam fora do seu radar. Permita-se conhecer melhor também aqueles que não são exatamente o seu tipo.

Dê uma chance a novos pratos, novos lugares, novos boys.

O novo pode ser desconfortável, decepcionante e amargo? Claro que pode. Pode, inclusive, ser tudo isso junto e misturado.

Mas também pode ser a sua melhor escolha.

E sabe como você descobre? Tentando.

Dizendo “sim” a oportunidades de ampliar os seus horizontes e dar de cara com novos sabores, novas pessoas e, principalmente, novos sentimentos que nunca imaginou que pudessem existir.

Lembre-se: se você continuar fazendo as coisas do mesmo jeito, o seu resultado será sempre o mesmo.

Talvez o bife à milanesa esteja bloqueando a sua visão para o frango ao curry. Já pensou nisso?



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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Adorei o texto e concordo. Chega um ponto em que você percebe (principalmente com uma perda) que a vida é muita curta pra deixar de experimentar as coisas. E as vezes é por um motivo tão besta, que se pudéssemos ver após a morte iríamos questionar como éramos tolos.

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