Slide 1 Slide 2 Slide 3

HOMOSSEXUALIDADE

10 valiosas lições que só um pé na bunda te ensina.

 
 
 
Seja um chutezinho de leve ou uma bicuda digna de Cristiano Ronaldo, um pé na bunda está longe de ser uma situação agradável.

Se é doloroso? Demais da conta!

Machuca mesmo. É igual tequila pura: arde e desce rasgando como uma navalha. Machuca tanto que não existe Gelol, morfina ou derivado do ópio capaz de fazer a dor parar.

Não importa se você é lutador de MMA, pentacampeão de Fórmula Truck ou se aguenta sorrindo a depilação completa de ânus, na hora que alguém chuta a sua bunda, meu bem, não tem força que evite a vontade de chorar.

E também não adianta fugir: não existe maneira segura e conhecida de evitar um fora. Provavelmente, todo mundo vai passar por isso pelo menos uma vez na vida. Até os mais sarados e pirocudos da balada, acredite.

Mas nem tudo é drama. Vamos falar do lado bom – sim, ele existe.

Se o sofrimento nos visita com mais frequência do que desejamos, então, que tiremos algum proveito disso, não é?

Depois de alguns dias ouvindo músicas de cortar os pulsos e tomando sorvete direto no pote, você vai lembrar daquele ditado que vovó dizia: há males que vêm para o bem.

Sim, porque, de uma forma ou de outra, você perceberá que ficou mais forte, mais resiliente e mais esperto.

Então, veja 10 valiosas lições que só uma nádega com hematoma te ensina, ainda que na marra:

#1. Mais importante que amar o outro, é amar a si mesmo.

O primeiro – e mais importante – amor que deve existir é, sem sombra de dúvidas, o amor próprio.

Constatação mais clichê que propaganda de margarina, você poderá pensar. Mas, apesar de já ter escutado isso no discurso da mamãe, da psicóloga e em vários textos da net, talvez você só aprenda a lição de fato depois que não existir “nós dois”.

Porque é só quando um relacionamento acaba que você se dá conta de que condicionar a própria satisfação pessoal a alguém ou a um status social é completamente doentio e arriscado.

#2. Ninguém é capaz de te completar, só de te complementar.

E daí você se dá conta, também, de que essa história de metade da laranja e tampa da panela é a maior enganação de Hollywood…

Ninguém é um quebra-cabeças cheio de pecinhas perdidas que serão, milagrosamente, encontradas no corpo de outra pessoa. Todos nós somos inteiros, não precisamos de um relacionamento para nos complementar.

Mas, olhe bem a parte boa: a partir de agora, quando você for buscar um novo namorado, vai parar de idealizar alguém que te complete. Porque agora você já sabe que isso não existe. Porque agora você já sabe que é alguém inteiro.

Ao contrário: você vai focar em alguém que venha para somar. Somar amor próprio, somar planos para o futuro, somar experiências de vida.

Essa busca tende a ser muito mais assertiva, não é não?

#3. Nada precisa ser eterno para ser verdadeiro.

O fim não significa fracasso. O fim não invalida o que veio antes. O fim é apenas um fim, de algo que teve um começo e um meio.

Então, se o relacionamento acabou, sinta-se feliz por ter existido. Você viveu momentos lindos e foi verdadeiro, sim. Mas nem tudo que é verdade dura a vida toda

O que “dá certo” é viver uma relação real, de troca, com respeito, com amor. Ela pode durar um mês, um ano, dez, vinte… E, se durar até a morte, pode ter sido mais infeliz do que uma coisa breve que marcou.

Se virou história, é porque deu certo. Se trouxe risadas e boas experiências, é porque deu mais certo ainda. E não importa se isso aconteceu por uma semana ou por um ano.

#4. Não adianta procurar motivos em nós mesmos. As pessoas têm vontades e personalidades próprias.

Tá bom, eu sei que é difícil manter a autoestima depois de um fora. Você se pergunta incessantemente o porquê daquela pessoa não te querer mais. Encontrou alguém melhor? O que ela tem que eu não tenho? O que ofereceram que eu não pude oferecer? Porque não eu?  Qual é o meu problema?

Mas a verdade é que você nunca encontrará respostas para essas perguntas, simplesmente porque o ser humano não é racional em matéria de sentimentos.

Somos movidos por forças que não conseguimos explicar de forma lógica. Ser especial é apenas uma questão de ponto de vista.

Hoje você é trocado como uma camisinha usada por um cara para amanhã ser o mundo de outro. Não existe a pessoa universalmente perfeita. Cada um tem o seu ideal e estamos sempre em busca dele.

Tomar um fora não te torna menos interessante. Você apenas não era ou deixou de ser interessante o suficiente para aquela pessoa. E tudo bem, tudo normal. Acontece.

#5. O mar ainda está cheio de peixes.

Se não deu certo com ele, não ache que você nunca mais vai encontrar ninguém que te faça feliz.

A gente só encontra alguém bacana para estar ao nosso lado quando nos damos essa chance, quando estamos abertos a conhecer novas pessoas, descobrir nossos gostos, novos jeitos, novas experiências.

Pense pela parte quantitativa da coisa: existem mais de 7 bilhões de habitantes no mundo.

Fez as contas? Pensou nas possibilidades?

“Mas ele faz o melhor boquete do planeta”, você me dirá. E eu, sem medo, afirmarei que isso é só uma percepção sua e que, dificilmente, em um universo de pessoas tão grande, ele seja recordista em alguma coisa.

“Mas ele era um parceiro insuperável”. Será? Com quantos outros você já se relacionou para saber?

Então, prepare-se para a temporada de pesca. Você verá o quão interessante você é para outras pessoas.

#6. Na vida nada é permanente.

Na vida nada é permanente. Já pensou nisso?

Pessoas são pessoas, não pedras. Mudanças vão acontecer. Seja de vida, seja de filosofia, seja de ambiente geográfico.

Os tempos mudam. Os relacionamentos mudam. E, olha que coincidência, os sentimentos também mudam.

É perfeitamente natural que alguém queira interromper uma relação se não está mais disposto a se doar a ela.

Amores chegam, amores vão. Um dia a gente ganha, no outro a gente perde. Uma noite você desiste de alguém, na outra alguém desiste de você. Faz parte.

Mas, veja o lado positivo: encarar o pé na bunda inesperado pode servir para aceitar essa momentaneidade da vida.

Assimilar esse conceito trará, num futuro relacionamento, mais maturidade para lidar com términos.

#7. A vida começa quando a zona de conforto termina.

Um relacionamento, naturalmente, nos coloca numa zona de conforto. Inconscientemente, passamos a arriscar menos e nos acostumamos com aquela condição de casal.

Um completa a piada do outro. Um sabe qual remédio funciona melhor para a dor de barriga do outro. Os convites das festas já vêm com o nome dos dois, os parentes já planejam natais juntos e os amigos já chamam para apadrinhar o filho.

E, quando o fim do namoro chega, tendemos a não querer sair daquela zona preguiçosa.

Muitas pessoas, ao invés de sofrer pelo amor perdido, sofrem por terem sido forçosamente retiradas de uma rotina aparentemente cômoda.

Mas não precisa – nem deve – ser assim! O novo pode ser fantástico, sabia?

Por isso, não tenha medo de seguir por um caminho que você nunca percorreu.

Diga sim a oportunidades de ampliar os seus horizontes e dar de cara com novos sabores, novas pessoas e, principalmente, novos sentimentos que nunca imaginou que pudessem existir.

#8. É preciso viver o luto para não viver de luto.

Curtir a fossa é, sim, importante. Vale chorar, espernear, morder o travesseiro e xingar até a décima geração dele.

Bote para fora mesmo!

Viver o luto é renascer – e nascer é exercício solitário. É preciso olhar o mundo novamente e reconhecer-se diante dele.

O que você precisa para se recuperar? Chorar? Então chore. Sofrer? Então sofra. Comer doce? Então coma. Trabalhar? Então trabalhe. Beber? Então beba. Transar? Então transe.

Faça o que precisa ser feito e durante o tempo que precisar. Ninguém cuidará da sua dor por você. Por isso, você não deve explicações do seu luto para ninguém. Muito menos para a pessoa que o provocou.

Você pode se perder, você pode se destruir, se isso for o necessário para que você se reconstrua numa versão ainda melhor, ainda mais forte, ainda mais sábia, ainda mais evoluída.

Às vezes é preciso chegar ao fundo do poço, pois só assim é possível pegar impulso para sair dele.

#9. Nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade.

Agora, um alerta: você é a única pessoa responsável pela sua vida e tudo o que acontecer nela será culpa sua e de mais ninguém.

Nunca, em hipótese alguma, a nossa felicidade deve ser depositada nos ombros de algo ou alguém. Ser feliz é uma missão que só cabe a nós mesmos.

Por tanto, mesmo que a dor não seja uma escolha, sofrer é. Tenha o seu luto, mas não deixe que isso se prolongue. Ele tem que ter um fim. E você tem que ter um recomeço.

#10. Todo término é uma chance para começar de novo.

A lógica é simples aqui: uma porta precisa fechar para outra se abrir. Um capítulo precisa terminar para que outro comece. Um coração precisa de espaço para que outro amor ocupe o seu lugar.

Então, não encare essa mudança de fase como uma perda. Pelo contrário: considere uma ótima oportunidade de conquistar coisas novas.

Um novo amor, uma rapidinha, um rolo, ou, simplesmente, mais tempo para você.

Toda experiência é válida e nos ensina mais sobre a vida – e sobre nós mesmos. Pare de chorar sobre o leite derramado e perceba que essa é a chance de acertar onde você errou.

Desfazer-se de certas lembranças significa também abrir caminho para que outras tomem o seu lugar. As coisas passam, e o melhor que temos a fazer a nós mesmos é deixar que elas realmente possam ir embora, para que outras melhores possam chegar.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e siga adiante sem olhar para trás.

No fim das contas, é como eu sempre falo: tudo é bagagem!

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Muito bons teus artigos, Andy. Parabéns e obrigado!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...