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HOMOSSEXUALIDADE

Procura-se um amor que me tire do Grindr.




Procura-se um amor que, antes de ir trabalhar, venha na cama, me abrace e diga baixinho que me ama. Que, quando vai embora, deixa um vazio geladinho no travesseiro.

Procura-se um amor desses tranquilos. Que pode estar longe ou perto, não interessa. Porque a confiança vai ser tanta que a palavra traição já nem vai existir no meu dicionário mesmo.

Procura-se alguém que me entenda só pelo olhar, que me apoie nos meus sonhos mais mirabolantes, mas que também me critique sempre que necessário.

Um cara que torça, vibra e aplauda de pé cada conquista minha. Que insista em querer me ver melhorar como namorado, como profissional, como pessoa.

Procura-se um amor que erre. Que erre na compra do supermercado, no caminho para a casa, no presente de aniversário. Que erre muitas vezes, mas que assuma cada falha sem vergonha de dar um passo para trás e admitir que estava errado.

Não, não aceito candidatos perfeitos.

Serão considerados apenas aqueles que sejam repletos de imperfeições, mas que elas me completem de uma forma tão perfeitamente única.

Não precisa vir montado num cavalo branco, nem dirigindo um carro do ano. Também não exijo que seja bonito, inteligente e bem sucedido.

Só que eu peço é que ele encha a minha vida de tanto sentido que já não faça mais sentido conhecer um outro qualquer no aplicativo. Só isso.


Será pedir demais?


Amor em tempos de fast-foda.

Quando se está solteiro, sozinho e com tesão recolhido, é difícil resistir à oferta do Grindr. Bastam alguns toques no celular e pronto: um leque de possibilidades se abre para o gay safado, carente ou simplesmente desocupado.

Aliviar as tensões, realmente, nunca foi tão fácil. Quem nunca procurou um boy disponível nas redondezas naquele final de noite sem grandes perspectivas que atire a primeira pedra.

Só que chega uma hora que cansa.

Cansa ser mais um pedaço de carne exposto na telinha e conhecer apenas caras que só querem sexo e nada mais. Cansa ir em encontros sem futuro, daqueles que até dá para ter a necessidade fisiológica saciada, mas que, logo depois, bate um vazio maior do que antes.

Cansa conviver com a infidelidade, com o desrespeito, com a falta de comprometimento.

Cansa tanto que dá até vontade de desinstalar a porra toda e trocar a foda casual por uma noite bem dormida.

Tomar um chá de rola agora no seu apartamento? Não, muito obrigado! Prefiro comer pipoca e assistir a nova série do Netflix. 

Sexo sem compromisso é bom. Mas cê já experimentou sexo seguido de conchinha?

Sim, porque quem vive de fast-foda não tem para quem dar o beijo de bom dia quando acorda, a primeira fatia do bolo de aniversário, o primeiro abraço no Ano Novo…

Não tem para quem ligar contando as novidades boas (e as ruins), nem alguém para dormir grudadinho, ou mesmo puxar o lençol no meio da noite.

Tomar o café da manhã junto no outro dia? Nem pensar! O tempo é curto, a vida é longa e o envolvimento é pouco.

No máximo, com sorte, os adeptos do sexo fácil ganham uma mensagem seca no WhatsApp. E um convite para, quem sabe, repetir o encontro qualquer noite dessas.

Mas tudo, claro, sem criar mínimas expectativas. Afinal, a possibilidade de repeteco depende, óbvio, da disponibilidade de boys na região e do tamanho da rola dos concorrentes…

Enquanto isso, você segue aí, vivendo nesse fantástico mundo dos gays solteiros, onde ninguém namora com ninguém.


Você também está cansado?


Então, que tal parar de reclamar e começar a fazer algo a respeito?


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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