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LITERATURA GAY


Hoje estamos revisitando obras desse respeitável escritor LGBT, Moa Sipriano. Deleite-se com seus contos quentes e belos.

 
30 Dias
Foi preciso duas semanas para que eu tomasse uma decisão radical, a qual espero compartilhar com você. Resolvi viver intensamente todas as minhas fantasias eróticas. Vou praticar tudo aquilo que talvez você não tenha a coragem suficiente de realizar. Durante exatos trinta dias, farei sexo pelo sexo, das mais variadas maneiras e com o maior número possível de homens que cruzarem o meu caminho…


 
O Segundo Travesseiro
Véspera de Natal. O relógio caquético da sala indicava exatamente cinco da tarde. Dominado pelo tédio, com a ponta enluvada de um dedo trêmulo, eu rabiscava um sol dono de um sorriso estúpido, gaivotas raquíticas e casinhas meigas com imensas chaminés no vapor formado pelo meu hálito sabor chocolate quente que havia tingido um dos vidros translúcidos da única janela decadente da minha sala sem cor. Lá fora, a chuva não dava uma trégua sequer desde as primeiras horas da manhã, desabando sem piedade
sobre as casas de madeira. Um frio fora de época congelava meus instintos mais primitivos…


 
Dois Ursos
Pânico. Foi exatamente essa a reação encravada em mim quando me dei conta que havia pelos em meu corpo. Jamais vou esquecer o dia em que acordei para a existência de uma penugem negra a cobrir minhas pernas finas, branquelas, desproporcionais. Eu já me sentia diferente dos amigos de colégio desde os dez anos. Eu não me encaixava. Era muito superior a todos em intelecto. Porém me sentia inferior no turbilhão de sensações e sentimentos que não batiam em nada diante do que outros meninos sentiam, vivenciavam, experimentavam entre si…


 
Apenas uma Tarde em Chuva e Frio
Certas coisas que ocorrem em nossas vidas têm o poder de praticamente “pirar” nossa lógica falha. O interesse de dois seres em compartilhar corpos, mentes e almas. O anseio em ser feliz, liberto, pleno. A esperança de um recomeço concreto, por mais intrigante e sufocante (medo do desconhecido) que isso sempre representa a cada mudança necessária de turnos. O tempo passou, os contatos tornaram-se corriqueiro, intensos, absurdamente aguardados na primeira hora da madrugada. O terceiro coração – pobre coração! – foge alucinado além do peito arfante, pimpando no ar, de um lado para o outro, alegre e faceiro no bombear constante da real felicidade. A descoberta das afinidades, o desabafo emocionado em linhas nervosamente digitadas pipocando na tela dos notes; nossos olhares castanhos e azuis em brilho máximo, lacrimejando discretamente a ansiedade do namoro, dessa união muito além do virtual.

BOA LEITURA!!!

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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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