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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Casamento entre pessoas do mesmo sexo entra em vigor na Alemanha.

 
Bodo Mende, de 60, e Karl Kreile, de 59 anos, se casaram às 9h30, num cartório público de Schöneberg
 
 
Alemanha celebra neste domingo (1) os primeiros casamentos igualitário do país. A lei que legalizou a união e a adoção por casais do mesmo sexo entrou em vigor hoje. Apesar de ser domingo e dia de repartições públicas fechadas, várias cidades como Berlim, Hamburgo ou Frankfurt decidiram realizar as cerimônias.

Neste domingo (1), entrou em vigor a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Alemanha. Um dia histórico na luta pelos direitos humanos e LGBT, que há décadas lutava para que isso fosse possível.

O primeiro casal a realizar este sonho está junto há 38 anos. Bodo Mende, de 60, e Karl Kreile, de 59 anos, se casaram às 9h30, num cartório público de Schöneberg, tradicional bairro LGBT da capital alemã. Eles já tinham assinado um contrato de união civil há 15 anos. Mas a nova certidão tem outro peso.

Com a nova lei, diz Jörg Steinert, porta-voz da Associação de Lésbicas e Gays em Berlim, as pessoas LGBT casadas passam a ter os mesmos direitos que os heterossexuais em questões como herança, impostos e adoção de crianças.

“Em um casamento de verdade, o Estado alemão passa a nos reconhecer como iguais em direito”, diz Karl. “Finalmente, a nossa união não é mais de segunda classe”, comemorou Bodo.

Cidades como Hannover, Stuttgart e Hamburgo também saíram na frente, e permitiram a realização de casamentos ao abrir as repartições neste domingo.

Janela histórica

A entrada em vigor da nova lei coincide com uma onda de crescimento da ultradireita no país, que viu o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) chegar ao Parlamento como a terceira força política do país. Nas eleições gerais de 24 de setembro, a sigla elegeu 94 deputados. Algo inédito!

“Foi uma janela histórica. Com a nova composição do Bundestag, talvez isso não fosse possível hoje”, diz Karl. O AfD, partido conservador que defente família formada só por heterossexuais, é visto por ele como um inimigo da causa LGBT: “Uma de suas líderes, Alice Weidel, é lésbica. Mas ela se opõe aos direitos iguais para pessoas LGBT”.

A aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, às vésperas das eleições gerais, só foi possível porque a primeira-ministra Ângela Merkel liberou sua bancada conservadora para votar de acordo com a própria consciência.

Para muitos, um cálculo político, já que a maioria dos alemães é a favor da união legal entre pessoas do mesmo sex. Com a aprovação, a primeira-ministra esvaziou uma das principais bandeiras de campanha da oposição. Ela mesma, no entanto, votou contra.

A Alemanha é o 15° país europeu e o 20° do mundo a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
 
 
Bodo e Karl se conheceram no final dos anos 70.
Longa espera

Funcionários públicos, Bodo e Karl se conheceram no final dos anos 70, quando militavam pelo direitos LGBT num cenário bem mais homofóbico.

“O fato de a sociedade hoje apoiar em massa o casamento homossexual é resultado de uma dura luta. Mas a homofobia ainda existe, e até aumentou em alguns lugares. Não só na Alemanha, mas em outros países da Europa”, diz Bodo.

Ele acredita que esse é um “processo histórico”. Se antes a luta era pelo casamento, hoje o cenário é outro. “Agora temos uma geração de famílias LGBT. Lésbicas e gays, que estão com 30 ou 40 anos, que podem discutir se querem ou não ter filhos, e em qual constelação familiar eles vão crescer. Um mundo totalmente diferente”, disse Bodo RFI.

O casal já não sonha mais em ter filhos. Mas programou uma pequena viagem de lua de mel para Viena, na Áustria.
 

Juiz nega recurso do CFP e mantém decisão da “cura gay”.

 
LGBTfobia
 
 
A decisão da Justiça Federal que autoriza psicólogos a submeterem pacientes homossexuais a terapias de reorientação sexual, a chamada “cura gay”, foi mantida nesta segunda-feira (02), pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, ele negou a solicitação feita pelo Conselho Federal de Psicologia que pedia a queda da liminar.

De acordo com o magistrado, a sua decisão inicial está fundamentada e procede dentro dos parâmetros legais, e determina que a ação prossiga o método processual. O recurso do CFP será analisado pela 8ª Vara Federal, que neste momento, aguarda a manifestação da Defesa. Representado pelo advogado Leonardo Loiola.

Loiola tem um encontro marcado com a desembargadora responsável pelo caso, nesta terça-feira (03) para debater o caso. Segundo ele, o juiz teve uma postura positiva sobre a causa, e não se intimidou com a pressão popular. As informações são da revista Veja.

Entenda o caso

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho assinou uma decisão em caráter liminar, no último dia 15 de setembro, que passava a autorizar os psicólogos a oferecer procedimentos de reversão sexual, a pacientes que apresentassem algum tipo de conflito com a sua sexualidade.

O despacho reverte a resolução de 01/1999 do CFP, que proíbe, justamente os profissionais da área de tratarem pessoas que apresentem conflito por causa da sua orientação sexual, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que desde 1990 não caracteriza a homossexualidade como uma doença.

Desde que foi divulgada, a decisão judicial foi amplamente criticada por vários setores da sociedade, que chegaram a organizar protestos nas suas mais diferentes formas, se mostrando de forma contrária.

Bancada evangélica ataca de novo e pede fim de apoio cultural a LGBTIs.

 
 
 
Os deputados distritais do grupo solicitaram o cancelamento da portaria. Em junho, derrubaram a regulamentação da lei anti-homofobia

A bancada evangélica da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ataca novamente medidas de apoio à comunidade LGBTI. Em nota assinada pelo presidente da frente parlamentar, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), o grupo pede que a Secretaria de Cultura (Secult) revogue portaria que cria política de fomento a atividades culturais de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Para os parlamentares, a medida “fere o direito das famílias brasilienses”.
 
“As políticas públicas devem atender aos princípios públicos e não segmentados.  No nosso entendimento, fere frontalmente os dispostos constitucionais”, diz a nota. A bancada evangélica também alega que a medida da Secult “fere o direito das famílias brasilienses”.
 
 
“Solicitamos o Secretário de Cultura, Guilherme Reis, a revogação imediata da referida portaria em respeito à família brasiliense.“
Rodrigo Delmasso

A portaria, publicada no Diário Oficial do DF nesta sexta-feira (29/9), promove política de fomento e difusão de atividades culturais da comunidade LGBTI. Entre os objetivos, estão o de cadastrar, identificar, mapear, produzir indicadores e valorizar agentes, coletivos, lugares, saberes, fazeres e expressões ligadas ao grupo.A Secult pretende, segundo o texto, “descentralizar os recursos públicos e estimular o patrocínio pela iniciativa privada para democratizar o acesso aos meios de produção, circulação e fruição artístico-culturais relacionados à cultura LGBTI”.

Embates contra LGBTIs

Em junho, um dia depois da Parada LGBTI, os deputados distritais deram um duro golpe na legislação que estabelece punição para ações homofóbicas no Distrito Federal. Na sexta-feira (23/6), o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) regulamentou, 17 anos depois de ser sancionada, a Lei Distrital nº 2.615/2000. Na segunda (26/6), por nove votos a seis e duas abstenções, os parlamentares aprovaram um projeto de decreto legislativo derrubando a regulamentação.

A votação ocorreu fora da Câmara Legislativa, durante evento no Sindicato da Construção Civil do DF (Sinduscon). Na sessão, estava prevista apenas a votação da concessão de um título honorário e projetos referentes à área. Sob o comando da bancada evangélica, aproveitaram para derrubar a regulamentação.

Em nota, o GDF lamentou a ação dos distritais e informou que vai recorrer da decisão: “Trata-se de uma atitude ilegal por invadir área jurídica restrita do Executivo, e que não encontra respaldo na realidade dos dias de hoje”. Ainda de acordo com o texto, o Palácio do Buriti destaca que “o Estado tem que garantir a liberdade de expressão, de credo religioso e o direito de orientação sexual de cada cidadão, evitando qualquer tipo de preconceito e violência”.
 

Caso de mãe acusada de matar o filho por ser gay vai a júri popular.

 
Itaberli Lozano teve seu corpo carbonizado
 
 
A justiça de Cravinhos, no interior de São Paulo, decidiu que Tatiana Ferreira Lozano Pereira seja julgada através de júri popular, pela morte de seu filho Itaberli Lozano, de 17 anos. Ela é acusada de ter sido autora do crime que esfaqueou e carbonizou, o jovem no fim do ano passado.

Além de Tatiana, a sentença de pronúncia também intima Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa a responderem pelo homicídio triplamente qualificado – pela vítima não ter condições de defesa, por motivo torpe e meio considerado cruel. A data da sessão ainda não foi divulgada.

A mãe  também irá responder por corrupção de menores, já que um dos envolvidos tem apenas 16 anos, e ocultação de cadáver. A decisão ainda informou a absolvição do padrasto da vítima por falta de provas, que deixou o Centro de Detenção Provisória de Taiúva (SP), na última semana.

O advogado de Paulo e Tatiana, Hamilton Paulino garante que irá recorrer da decisão em favor da sua cliente. “Não tem prova efetiva de quem matou, tem indício”, afirmou. Já o advogado de Silva e Barissa, Flávio Tiepolo também afirmou que também entrará com recurso. “Presume-se que eles tenham participado, mas não têm prova de nada disso, por isso vamos tentar reverter essa decisão”.

Por outro lado, a promotoria da acusação também alegou que irá recorrer da soltura de Paulo. Tatiana e os outros rapazes envolvidos seguem presos. As informações são do G1.

O Caso

De acordo com a Polícia Civil, a mãe de Itaberly planejou a morte do filho, e chegou a contratar três homens para assassiná-lo, por não aceitar sua homossexualidade.  Além de ter contado com ajuda para executar o crime em 29 de dezembro de 2016, do marido para ocultar o cadáver.

Itaberlly foi atraído para a casa, onde foi morto com facadas no pescoço pela própria mãe. Segunda a acusação, mãe e padrasto levaram o corpo da vítima até o canavial, onde atearam fogo. O corpo dele foi liberado para sepultamento, seis meses depois do crime. O jovem teria se queixado dias antes da morte do comportamento que a mãe tinha, por ele ser gay.
 

Mãe e filha são vítimas de homofobia ao serem confundidas com um casal lésbico.

 
 
 
A homofobia fez mais duas vítimas e desta vez com pessoas de fora da comunidade, o que prova que todo mundo está suscetível a este mal. Duas mulheres, mãe e filha, foram confundidas com um casal lésbico em um shopping de Brasília e sofreram agressões tanto verbais quanto físicas.

O caso foi relatado por Solange Afonso, de 47 anos, em um post publicado em seu perfil no Facebook. De acordo com ela, o episódio aconteceu na última quinta-feira (28), enquanto saía do cinema junto com a sua filha, de 20 anos, quando um homem de 55 anos as parou para agredi-las.

“Ontem eu fui a um cinema, às 20h18 era a sessão, eu fui com a minha filha de 20 anos. Na saída do filme apareceu um louco que achou que a gente era um casal e simplesmente começou a agredir nós duas. Começou com agressão verbal: chamou a gente de cretinas e safadas porque ele achou que éramos um casal gay”, declarou Solange em um vídeo na rede social.

Ela ainda relatou que acabou machucando o rosto em meio à confusão, além de pedir para que os seguranças do Shopping detivessem o homem para que fosse feito um Boletim de Ocorrência. “Eu reagi e xinguei também. Chamei os seguranças e pedi para deterem ele que nós iríamos para a delegacia. Na confusão, ele bateu, não sei se foi um relógio, alguma coisa no meu rosto.”, acrescentou.

“Gravei esse vídeo para dizer que isso tem que acabar. Eu não sou gay, mas me botei no lugar de todas as pessoas que eu conheço e que só querem ser feliz e viver a vida delas”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP) informou que as vítimas, assim como o autor, foram encaminhados para a 5ª Delegacia de Polícia Militar, onde foi registrada uma queixa de injúria e lesão corporal. O homem assinou um termo de Compromisso de Comparecimento do Juizado Especial Criminal e foi liberado em seguida. As informações são do jornal Extra.

Assista ao depoimento de Solange:
 


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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