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Amor paterno




O relato abaixo  foi apresentado no grupo GPH em 2009 (grupo de pais de homossexuais) e como voce podem ver e um relato para deixar qualquer um emocionado.

Parabens a esse pai que acima de tudo buscou a entender o filho e a protege-lo.

Rafael (filho) enviou esse relato para varios sites e foruns para mostrar ao mundo o amor do seu pai. E o blog Entre Homens (27 / 01/ 13)foi um dos ecolhidos.

Rafael muito obrigado pelo envio desse relato e parabens  para o seu pai e ao grupo GPH pelo trabalho que vem realizando..

Segue o relato


Amor paterno



Boa tarde.

Este site foi-me aconselhado pelo meu unico filho, de 16 anos, que é homossexual. Penso que, neste tema, tanto pais como filhos necessitam de apoio e aconselhamento.
Passo a explicar a minha situaçao actual.

O meu filho guardou o seu segredo consigo ate não poder mais.

A sua primeira decisão, baseada naquilo que sabe e naquilo que conta a sociedade, foi recorrer á ajuda da mãe, desabafar com ela e pedir-lhe apoio. 

Mas não foi isso que sucedeu. A mãe além de não ter aceitado, foi extremamente insensivel e agressiva com ele. E assim que pôde, veio em meu auxilio, pedindo para "por o nosso filho nos eixos".

Confesso que fiquei em choque, não só pela descoberta, mas também pela reacção da minha mulher.

Além disto, dei conta do pânico que se instalara no nosso filho. Manteve-se no quarto, de porta fechada, durante muito tempo. Nesse tempo, fiz os possiveis para me acalmar e preparar-me para conversar com ele. E assim fiz.

Ele tinha chorado e estava cheio de receio quando entrei no seu quarto. Mas as coisas correram bem assim que ele percebeu que eu nada de mal pretendia fazer. Ouvi-o, e ele a mim.

É importante salientar aqui que fui pai relativamente cedo, pois tenho 32 anos.

Criar um sentimento paternal foi necessario e surgiu, realmente, em pouco tempo. Aos 17 anos de idade, esse sentimento tornou-se real e maduro. Portanto, a relaçao com o meu filho cresceu como se fossemos irmaos.

No entanto, não foi o suficiente para ele se sentir confiante e falar sobre si comigo, em primeiro lugar. É compreensivel, pois um assunto como este, normalmente é interpretado e melhor aceite pelas maes do que propriamente pelos pais (homens). Mas neste caso a situação é inversa.

Eu aceito e apoio o meu filho, sem duvida alguma. Sempre foi um rapaz exemplar, que nunca me desiludiu. Ele não apresenta atitudes femininas como alguns homossexuais, portanto, penso que nunca iria descobri-lo caso ele não revelasse. 

Mas a minha mulher tem uma atitude que me incomoda e martiriza constantemente. Ela torna a vida do nosso filho num inferno, embarassa-o á frente de outras pessoas, incluindo amigos meus. Amigos que já me consultaram e questionam "Porque não falas com o teu filho? Talvez consigas influencia-lo..."

O meu filho tem uma depressao que, apesar de não ser grave, para mim é desconsertante e preocupante, pois sei que ele não se encontra de boa saúde psicológica e eu proprio não suporto este clima homofobico e cinzento que a minha mulher provoca todos os dias. Eu proprio já senti necessidade de consultar um psicologo, mas pensei 2 vezes e cheguei á conclusão que nada mudaria.

So vejo uma saída... e é o divorcio. Quero manter-me a mim e ao meu filho em segurança psicologica e ter uma vida normal ou o mais proximo disso. 

Como sugestão a esta associação, só peço para fazerem os possiveis para se expandirem o mais que possam, de modo a alcançar os pais, para que a homofobia não seja tão aguda nestes. 

Não há nada pior do que não poder contar com os próprios pais para defesa e segurança, no crescimento de uma criança e mesmo ao longo da sua vida adulta. Os pais que se revoltam contra os proprios filhos por uma razão destas, nem deveria ser chamado "pai" ou "mãe".
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Postado por Estagiario | (0) Comente aqui!

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