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MINHA VIDA GAY

Ian McKellen: Quero ser lembrado mais pelo meu ativismo gay do que pela minha carreira de ator.




O ator de 78 anos Ian McKellen ganhou o protagonismo do documentário “McKellen: Playing the Part”, que narra sua própria trajetória. O astro faz parte do movimento LGBT do Reino Unido e tem uma importante contribuiçao para o mundo cinematográfico, sendo uma peça essencial para a produção de grandes filmes.

Em entrevista concedida durante o Festival de Cinema de Roma, McKellen afirmou que deseja ser lembrado mais pelo seu ativismo pela causa LGBT do que por seu trabalho como ator e cineasta. Segundo o artista, o ativismo promove mudanças sociais lentas, mas significativas. Já a sua arte é momentânea, entretenimento que não fica para sempre. "Eu faço muito teatro, e o teatro é apenas por agora, é só por hoje. Esta noite você sabe, acabou, está terminado, não está gravado”. Por outro lado, Ian mcKellen considera seus trabalho cinematográficos como eternos, mas acredita que os modos de atuaçao dos artistas são passageiros, como modas.

O ativismo pelo qual Ian McKellen deseja ser lembrado é de extrema  importância. O movimento LGBT do Reino Unido, ao qual pertence, é responsável por importantes conquistas. O grupo teve grande participação para conquistar direitos como o casamento LGBT no Reino Unido além de lutar contra políticas de extermínio dos direitos LGBT nas colônias britânicas. É por esses feitos que mudaram a vida de várias pessoas que o ator quer ser lembrado, por ter lutado a favor de sua própria classe. "Estou muito orgulhoso das minhas pequenas contribuições para mudar a lei neste país e mudar atitudes, tudo para melhor. E eu suponho que isso é mais importante, mérito e duradouro do que qualquer atuação que eu fiz", disse o ator. Em 1980, McKellen co-fundou a Stonewall, principal instituição de caridade para LGBT do Reino Unido.

Galãs mexicanos assumem namoro nas redes sociais.


Os atores Polo Marin e Lambda Garcia


Os atores mexicanos Polo Morin e Lambda Garcia assumiram namoro nas redes sociais, nesta segunda-feira (13), confirmando os boatos acerca de um possível romance entre os dois, que circulava há algum tempo.

Através do seu perfil no Instagram, Polo contou a novidade aos seus milhares de fãs que o seguem, ao publicar uma foto com o companheiro, com a seguinte legenda: “Viva para você, sorria e desfrute a vida”, declarou. O ato foi visto pelos seus respectivos seguidores como um ato de muita coragem, já que o país ainda se mostra muito conservador em relação aos direitos da comunidade LGBT.

Morin ficou conhecido no Brasil pela sua interpretação na novela Meu Coração é Teu, da Televisa, e exibida por aqui no SBT, quando encarnou o jovem Nando, um dos filhos do protagonista. Já Lambda se consagrou como galã em novelas da Telemundo e TV Azteca, também no México.
Vale lembrar que há alguns meses, Polo se envolveu em uma polêmica ao ter uma foto em que aparecia beijando outro homem divulgada na sua conta do Facebook. Após o ocorrido, ele fez uma live explicando que teve o computador hackeado e afirmou ser livre para amar, sem assumir ser gay ou bi.

Primeira Guarda Municipal transgênero do Paraná já usa nome social no trabalho em São José dos Pinhais.




Valkyria Menna, 43 anos, é a primeira mulher transgênero a fazer parte da corporação de uma Guarda Municipal no estado do Paraná. Após passar por anos de espera, Valkyria agora pode ser chamada pelo nome social em seu trabalho, graças à autorização que recebera da Prefeitura de São José dos Pinhais. No passado masculino, casou-se com uma mulher e teve duas filhas, hoje com 5 e 11 anos. Nunca se sentiu plena em seu corpo masculino e depois de anos de transição, conseguiu alcançar sua verdadeira identidade, feminina.

Há 12 anos Valkiria faz parte da Guarda Municipal de São José dos Pinhais. Nos últimos 7 meses a guarda entrou em contato com seus superiores para conquistar o direito de usar seu nome social.  A solicitação foi feita diretamente na prefeitura de São José dos Pinhais e a resposta foi positiva.

Com a mudança, alguns colegas de trabalho estranharam, afinal, foram 12 anos chamando Valquíria por outro nome. Mesmo diante das dificuldades, hoje, os colegas a respeitam e admiram como a Guarda Municipal Valkyria Menna. “Com relação aos colegas de trabalho não tive problemas, todos me respeitam e alguns aceitaram, pra mim foi uma grande surpresa, pois eu tinha certeza da total exclusão”, declarou em entrevista para a Lado A.

“Fiquei super feliz, pois querendo ou não, o ambiente de trabalho quando é agradável influencia em outros pontos de minha vida.”, disse. Valkyria afirmou ainda, que deseja ir mais longe e incluir seu nome social também em seus outros documentos, uma vez que ele consta apenas no cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Fora do âmbito de trabalho, a surpresa também foi positiva. Valkyria recebeu muito apoio de seus familiares em casa. Com duas filhas, a guarda contou que “cada um teve seu tempo para entender e compreender sobre o assunto, apenas dois dos meus irmãos que ainda estão se acostumando com isso.” Aos poucos, ela vai conquistando cada vez mais espaço e mostrando que o preconceito e discriminação são atitudes sem sentido e que o apoio da família é essencial. “ Se a família não apoia, tudo fica mais difícil”, disse.

Para as outras pessoas que estão em processo de transição e enfrentando uma sociedade transfóbica, Valkyria deixa um recado: “não percam a fé que um dia as coisas irão melhorar e que os avanços dependem de nosso comprometimento, sei que é muito difícil se assumir, mas tenham certeza que não estamos sozinhas nessa batalha.”, finalizou.

“Meninos bons de bola” é o primeiro time de futebol exclusivamente transgênero do Brasil.




Um projeto nascido na cidade de São Paulo está promovendo a inclusão social de homens trans. O time “Meninos bons de bola” é destinado exclusivamente a homens trans que desejam competir dentro e fora do estado.  A ideia veio diante da dificuldade que os homens transgênero enfrentam para serem aceitos e se adequarem aos times de futebol, uma vez que não pertencem ao gênero feminino para jogar com mulheres e, muitas vezes, não são bem-vindos em times de homens cisgêneros.

Rafael Henrique Martins, criador do “Meninos bons de bola”, é um homem transexual que fez cirurgias para modificar seu corpo, tal como a mastectomia para retirada dos seios e uso de hormônios para crescimento de pêlos e engrossar a voz.  Depois de enfrentar muito preconceito nos times masculinos, decidiu então elaborar um time que contemplasse não só a ele, mas a outros homens trans que passavam pelo mesmo problema.

As diversas alterações hormonais pelas quais passam os homens transgênero quando estão em  transição geram consequências emocionais e psicológicas. O esporte é uma alternativa terapêutica de lidar com esse processo de forma saudável, já que alivia a tensão e ansiedade, assim como o ganho de peso causado pelos remédios. Um time formado exclusivamente por homens trasngêneros proporciona o afastamento dos contextos discriminatórios e une membros com objetivos comuns. “O esporte é um modo de viabilizar o encontro entre essas pessoas, proporcionando lazer e bem-estar e um grupo de apoio entre pares”, defende a psicóloga Moira Escorse, que presta trabalho voluntário ao grupo.

O time é formado por 25 jogadores que treinam uma vez por semana em uma quadra pertencente ao Sindicato dos Bancários, mas em alguns momentos precisam procurar outro espaço quando membros do sindicato pedem para usar a quadra. O grupo tem apenas um uniforme, e conta com a participação voluntária de outras entidades, como a Universidade Metodista que presta serviço de comunicação e divulgação do time e, até mesmo, apoio jurídico. Apesar de modesto, o time foi uma ideia grandiosa que com uma pequena ajuda de membros da comunidade se torna um essencial mecanismo de inclusão.

No ano que vem, o “Meninos bons de bola” já tem planos para competir em outros campos. O grupo almeja disputar no Gay Games, maior evento LGBT do mundo, em Paris. Para que o sonho aconteça, os competidores estão apostando nas redes sociais para levantar o montante necessário através de patrocinadores que precisam doar R$ 80 mil reais. Por hora, o grupo procura ampliar seu número de jogadores e conquistar cada vez mais espaços para treinar em São Paulo. 


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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