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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Austrália aprova, de maneira maciça, legalização do casamento homoafetivo.




A população da Austrália disse sim ao Projeto de Lei, que regulamenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O plebiscito, que pode dar direito a casais homossexuais consumarem a união civil, revelou que a maioria dos cidadãos do país são a favor da nova legislação.

De acordo com os dados divulgados, 61,6% se disseram a favor da mudança da lei fazendo com que gays e lésbicas passem a subir ao altar, enquanto outros 38,4% se mostraram contrários a medida. 

A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (15) foi realizada com 75% dos eleitores, através do Instituto Australiano de Estatística do país oceânico. O estudo reflete a opinião de boa parte dos residentes. 

O resultado se mostra importante, já que governo se comprometeu a, caso a maioria dos votantes na consulta pública se mostrem favoráveis a mudança na legislação, levar a proposta para votação no parlamento federal.

A decisão fez com que a comunidade LGBT australiana comemorasse a boa notícia pelas ruas da capital Sydney, com pessoas usando vestidos de casamento e ternos de lantejoulas comemorando com dizeres como: “O nosso amor é verdadeiro”. Caso seja modificado a lei, a Austrália se tornará a 26ª nação a formalizar o casamento homoafetivo.

Igreja Anglicana orienta escolas para deixarem Crianças vestir roupas identificadas com outro gênero.


Líder da Igreja Anglicana, o arcebispo Justin Welby faz pronunciamento a jornalistas em Canterbury 


Crianças no ensino fundamental devem ter a liberdade de usar tiara, capa de super-herói ou até saiote de balé (tutu) sem reprimenda de professores ou colegas, diz a Igreja Anglicana.

Em um guia sobre bullying distribuído às escolas que administra, a igreja que predomina no Reino Unido diz que os alunos devem ser livres para explorar “quem eles podem ser”.

A Igreja Anglicana (Church of England), cristã , é a igreja oficial da Inglaterra e País de Gales e a nomeação dos arcebispos passa pela aprovação do primeiro-ministro e da rainha Elizabeth 2ª.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby – líder supremo da Igreja Anglicana – disse que o guia deverá ajudar as escolas a espalharem a mensagem cristã “sem exceção ou exclusão”. A ONG britânica Stonewall, de defesa dos direitos LGBT, diz que a nova orientação vai ajudar a prevenir o bullying.

Um levantamento da Aliança Anti-Bullying, entidade que reúne organizações voltadas ao combate do bullying, revelou que uma em cada cinco crianças “escondem aspectos” de sua personalidade por medo de sofrer rejeição dos colegas.

Dos 1.600 jovens e crianças entre oito e 16 anos entrevistados:

– quase dois terços disseram já terem testemunhado alguém sofrer bullying por ser “diferente”;

– mais de metade diz temer ser vista como “diferentes”;

– quase um quarto disse que, para ser aceito, mudaria a aparência.

A Igreja Anglicana, que educa cerca de um milhão de alunos nas suas quase 5 mil escolas, emitiu há três anos um guia sobre bullying homofóbico, mas agora atualizou as orientações para abordar preconceito contra transgêneros.

Sem ‘rótulos’

O documento diz que as crianças no ensino fundamental estão em uma fase de “testes” e que os professores devem “evitar rótulos e afirmações que classifiquem o comportamento do aluno como irregular, anormal ou problemático somente por não se adequar a estereótipos de gênero”.

Ao apresentar o guia, o reverendo Justin Welby disse: “Temos que evitar, a todo custo, diminuir a dignidade de qualquer indivíduo a um estereótipo ou problema”.

Ele afirmou que a orientação sexual nunca deveria ser base para bullying ou preconceito, acrescentando que “progresso significativo” ocorreu desde que o guia contra homofobia nas escolas foi publicado, em 2014.

O novo documento diz que as crianças devem poder brincar sem serem rotuladas.

Creches e pré-escolas são, conforme a Igreja Anglicana, uma fase de “experimentação criativa”, em que os pequenos devem poder escolher livremente entre “uma saia de tutu, tiara, salto, ou capacete, cinto de ferramentas e capa de super-herói, sem expectativas ou comentários”.

O guia disse reconhecer que existe uma “variedade de visões” entre cristãos e pessoas de todas as crenças sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Mas ressaltou: “O objetivo deste guia é prevenir que os alunos das escolas da Igreja Anglicana tenham sua autoestima diminuída ou sua habilidade de conquistar prejudicada por ser alvo de bully por causa de percepções sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero”.

A ONG Stonewall, de direitos LGBT, disse que o guia dá “orientações claras” a professores sobre como reconhecer e combater o bullying nas escolas da igreja.

Um porta-voz da entidade disse que “pesquisas mostram que quase metade dos estudantes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros são alvo de bullying na escola”.

A coordenadora nacional da Aliança Anti-Bullying, Martha Evans, disse que o guia é muito bem-vindo.

“As escolas têm o dever, por lei, de assegurar que não haja discriminação contra seus estudantes e que eles não sejam desfavorecidos por sua orientação sexual e de gênero. É importante que as crianças possam ser elas mesmas sem medo de sofrer bullying.”

Mas as novas orientações da Igreja Anglicana devem aquecer o debate sobre o direito de crianças poderem identificar livremente seu gênero e, eventualmente, receber tratamentos hormonais. Críticos dizem existir uma “tendência” favorável a teses sobre “fluidez” e “neutralidade” de gênero.

A entidade Christian Concern, grupo que advoga por bandeiras cristãs no Reino Unido, criticou as novas regras e afirma que vozes dissonantes no debate sobre identidade de gênero estão sendo “caladas” ou rotuladas de “fanáticos” religiosos.

A co-fundadora do grupo, a advogada Andrea Williams, disse ao jornal Daily Mail que o novo guia contradiz os ensinamentos da Igreja Anglicana.

“Todos somos contrários ao bullying, mas a igreja está usando este guia para perseguir uma agenda que contraria os ensinamentos da igreja. Estamos chegando a um ponto em que, se você não tomar cuidado, qualquer pequeno desvio da agenda numa escola da Igreja Anglicana pode te levar a ser punido”, disse.

A Igreja Anglicana vem adotando, nos últimos anos, posições liberais em relação a questões relacionadas à sexualidade, quando comparada a outras denominações cristãs.

Em julho, líderes da Igreja Anglicana condenaram a existência de terapias voltadas à conversão da orientação sexual e que prometem a “cura gay”. Os sacerdotes anglicanos são autorizados a casar e mulheres podem ser ordenadas bispas.

Projeto de Lei sobre enfrentamento da homofobia é reprovado na Câmara de Pouso Alegre (MG).


Manifestantes protestaram contra Projeto de Lei polêmico


A nova versão e uma emenda do Projeto de Lei 7330, de autoria do vereador Edson Donizeti (PSDB-MG), que previa uma política municipal de promoção à cidadania para a população LGBT e enfrentamento à homofobia de Pouso Alegre, foi rejeitado na Câmara de Vereadores da cidade.

A votação aconteceu nesta terça-feira (14). A nova versão foi reprovada por 12 votos a um, enquanto a emenda por 11 a um. Além da derrota, a pauta na Câmara foi alvo da manifestação de dezenas de pessoas contrárias ao PL.

Desde que apresentado no parlamento do sul de Minas, o texto ganhou muitos protestos, sobretudo por causa de dois pontos considerados polêmicos. O primeiro seria a possibilidade do estudo de “ideologia de gênero” nas escolas.

“A criação de diretrizes que orientem a rede municipal de educação, na formulação, implementação, monitoramento e avaliação de ações que promovam o respeito, a convivência e o reconhecimento da diversidade de orientação sexual e identidade de gênero que colaborem para a prevenção e a eliminação da violência sexista e homofóbica”, dizia o trecho.

Já o segundo, incentivava o acesso a bibliografia sobre temas de orientação sexual e identidade de gênero para formação de professores e outros profissionais da área de educação. Ambos os itens foram retirados da pauta, antes de ir a voto.

Pastor Marco Feliciano é condenado a retirar música de Cazuza em vídeo LGBTfóbico.




A justiça do Rio de Janeiro, por meio da 52ª Vara Cível, ordenou que o deputado Federal pastor Marco Feliciano retirasse um vídeo divulgado em suas redes sociais, no qual criticava a TV Globo com imagens , de Cazuza e a música O Tempo Não Pára sob multa de R$ 200 mil por dia, caso não acate a decisão.

A juíza Maria Cecília Pinto Gonçalvez acatou o pedido de Lucinha Lins, mãe do cantor morto em 1990, no qual afirmou que o parlamentar não tinha autorização para usar o áudio da canção lançada pelo ex-vocalista do Barão Vermelho em 1989. Fiquei indignada porque ele usa meu filho para propagar as ideias erradas dele``, afirmou ela ao jornal O Globo.

Professor esclarece a falácia da “ideologia de gênero” e deixa bancada evangélica irada.




O professor Elizeu Neto, coordenador nacional do PPS Diversidade, do Partido Popular Socialista, fez uma brilhante intervenção sobre a falácia da “ideologia de gênero”. Sua fala ecoou na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, no dia 25 de outubro de 2017. Neto é psicólogo e psicanalista, além de ser professor e pequisador de pós graduação e ainda membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação.  

Para o professor, paulistano radicado no Rio de Janeiro, a discussão do termo “ideologia de gênero” surge no Escola Sem Partido, projeto de lei que visa impedir as reflexões sobre gênero e sexualidade nas escolas sob alegação de defender uma suposta neutralidade. Este projeto, segundo ele, nada mais é do que uma forma de segregar e excluir ainda mais grupos LGBT da escola e frear o desenvolvimento de políticas educacionais para o fim do preconceito. 

“Não tem ideologia de gênero na Base Nacional Comum Curricular. A palavra gênero aparece 355 vezes, identidade de gênero uma única vez e em nenhum momento a palavra ideologia de gênero, conforme pesquisa feita pelo PPS no texto da Base Nacional Curricular”, explicou o professor. Neto esclareceu ainda que a comunidade LGBT não tem interesse em mudar orintação sexual ou identidade de gênero, pois, cientificamente isso seria impossível. O questionamento central aos opositores evangélicos se deu sobre o momento em que eles “decidiram” sobre sua própria orientação sexual e identidade de gênero. Não é através de imagens, filmes, ou debates que uma pessoa vai mudar sua orientação sexual pois esta faz parte da natureza. Nesse contexto, não existe o termo “ideologia de gênero”, é cientificamente impossível e não está nos planos e discussões da Base Nacional Comum Curricular. 

“Eu acredito numa escola plural. Segundo o artigo 205 da Constituição, ‘a educação é direito de todos e dever do Estado e da família e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade’, porque pais erram, o Estado pode errar e a sociedade pode errar”, disse o pesquisador Eliseu Neto. O pesquisador atentou ainda para o fato de que os LGBT estão morrendo devido à intolerância religiosa, familiar e escolar e que nesse sentido, é urgente a discussão para promover o respeito e a inclusão. 

Confira a fala brilhante do professor:



Hein? - Deputado pastor que propôs semana hétero no DF já teve relações com outro homem.




O deputado distrital e pastor Rodrigo Delmasso (Podemos), que essa semana propôs a aprovação de um projeto de lei que cria a Semana da Difusão da Cultura Heterossexual disse em entrevista ao site Metrópoles que já viveu experiência com outra pessoa do mesmo sexo.

O assunto foi tema do testemunho de Delmasso para fiéis da igreja há muitos anos, quando nem pensava em seguir carreira política. Ele queria, por meio de seu depoimento, convencer jovens de que era possível deixar de ser LGBT. Uma das palestras de Delmasso foi para uma plateia de seguidores da Igreja Batista. Mas ele já falou também para os discípulos da Sara Nossa Terra, comunidade da qual faz parte.

Desde que se tornou político, no entanto, nunca mais tratou do assunto publicamente. Este caso é bem delicado. Eu falei em um contexto bem interno, até porque isso foi uma etapa muito pequena da minha vida. Enfim, acho ruim, neste momento, quererem utilizar essa questão contra a minha pessoa, disse o deputado.

Não tenho problema nenhum em falar sobre o assunto. Hoje eu sou heterossexual, não por opção, mas porque eu sei que nasci assim. Se tive uma ou outra experiência relacionada à outra situação, vi que aquilo foi uma opção. Me arrependi amargamente por ter feito essa opção anteriormente, porque, na minha visão, era errada, tenta explicar o pastor.

Delmasso diz, ainda na entrevista ao Metrópoles, que não chegou a ser vitima de homofobia. Quando eu tive a experiência, foi apenas uma experiência. Não chegou a ser um relacionamento, mas uma questão sexual mesmo, por pouco tempo. Não vivi preconceito do outro lado. Mas hoje sim, na condição natural de heterossexual, eu vivo essa discriminação.

O distrital tem usado seu mandato ativamente na luta contra os direitos LGBT. Quando perguntado se tanto interesse pelo tema não pode ser interpretado como uma questão mal resolvida com sua sexualidade, Delmasso afirma que é muito bem casado. Quando conheci minha mulher, aliás, a primeira coisa que contei para ela foi essa situação. Disse: 'Fiz isso, mas não faço mais’. Já que se casaria comigo, tinha de saber. Depois daquela experiência pontual, tive várias experiências heterossexuais. Casei e hoje não tenho dúvida alguma sobre minha sexualidade. Sou heterossexual, sem sombra de dúvida, afirma.

Semana Hétero.

Seguindo os trâmites da Casa, o PL que cria a Semana da Difusão da Cultura Heterossexual proposto por Delmasso deve passar pela análise de membros da Comissão de Direitos Humanos da CLDF. O presidente, o deputado distrital Ricardo Vale (PT), comentou o projeto. O parlamentar diz achar a proposta “extremamente ruim” e um meio de “acirrar a intolerância e o preconceito contra as minorias”.

Quem sofre agressão são pessoas da comunidade LGBT, mulheres e negros. Ele só criou esse projeto para combater as lutas de minorias que têm o sentido de garantir seus próprios direitos, disse Ricardo Vale. 

Usuário do Uber denuncia homofobia religiosa de motorista e recebe comentários ofensivos na web.





O estudante de Direito Walace Miguel, 20, passou por um episódio de homofobia quando usava os serviços do aplicativo de transporte Uber, em Curitiba. O jovem solicitou um carro para levá-lo até sua faculdade nesta segunda-feira, no dia 6 de novembro, por volta das 18 horas, e ouviu comentários homofóbicos do condutor. Juliano, como é chamado o driver, teria alegado que Walace precisava procurar por tratamento com relação à sua homossexualidade. O motorista é um senhor de aproximadamente 50 anos, com cabelo grisalho e barba, que dirigia um veículo modelo Fox, na cor preta. 

“Quando eu entrei no Uber, fiquei calado até o momento em que o motorista começou a falar comigo dizendo que era evangélico e que o mundo está perdido. Ele disse que o mundo tava cheio de viado que Jesus está voltando, disse que percebeu que eu era um quando entrei no carro e disse que eu deveria procurar tratamento. Citou um versículo da Bíblia dizendo que gays vão para o inferno”, disse o rapaz em entrevista à Lado A. Walace é morador da cidade de Araucária, região metropolitana de Curitiba. Sua viagem com o condutor homofóbico foi de aproximadamente 30 minutos até chegar ao seu destino no bairro CIC, em Curitiba. “Nunca passei por algo parecido”, disse.

Indignado com o ocorrido, Walace postou em um grupo de Facebook ´de motoristas e usuários da Uber em Curitiba que havia sofrido a agressão homofóbica. Logo em seguida, o jovem foi surpreendido por uma enxurrada de comentários preconceituosos vindas de motoristas e usuários. “Vou andar com uma lâmpada no porta-malas para garantir”, disse o motorista Davi Silva, referindo-se a um dos mais famosos episódios de homofobia do Brasil em que dois homens foram agredidos com uma lâmpada fluorescente. “Reclama no Ibama” foi o comentário de outro internauta, Matheus. Paula Maryanne, sem saber do ocorrido, disparou “No mínimo deu encima do driver e ele te deu um fora. Hoje tudo é homofobia, fala sério”. Estes e outros absurdos puderam ser observados nos quase mil comentários da postagem. Vale ressaltar, dentro desse contexto, que o Paraná registrou recorde de assassinatos de homossexuais em 2017, de acordo com levantamento do Grupo Gay da Bahia, 20 mortes apenas neste ano, até 08 de novembro. 

A Uber foi patrocinadora da Parada da Diversidade LGBTI de Curitiba. Questionado se iria fazer boletim de ocorrência ou denunciar para a empresa de motoristas, Walace primeiramente disse que não quer levar o caso pra frente e apenas denunciou o motorista para a empresa. “Seria apenas mais uma denúncia, mais um boletim de ocorrência. Homofobia não é crime no Brasil”, disse o jovem constrangido com o ocorrido e com os comentários de sua postagem. Por outro lado, alguns internautas defenderam o rapaz, o incentivando a denunciar, e ele mudou de idéia e já está consultando seus professores de como proceder. O driver Idilson Felipe Júnior postou um comentário com a foto do interior de seu carro, no qual leva um adesivo que diz “Carro livre de discriminação”. Para o driver, os comentários são lamentáveis.  “O preconceito da sociedade é algo que temos que lutar pois as pessoas já têm enraizado o preconceito nas suas atitudes e palavras. Então, acham natural as barbaridades que falam. Muitas vezes por falta de conhecimento mesmo.”, declarou o motorista do Uber no grupo. 

Em casos de agressão e preconceito em virtude de LGBTIfobia é importante que seja feito um Boletim de Ocorrência, além de denúncias aos órgãos competentes de defesa dos direitos humanos e LGBT, por meio do disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos. 

Jovem relata que ele e o namorado foram espancados por Homofobia e ainda sofreram Homofobia na Delegacia em SC.




Um casal homossexual relatou ter sido agredido na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, na tarde do último domingo, 12. O denunciante, que optou por não se identificar, diz que estava com o namorado, de 27 anos, passeando no bairro no momento do ataque. A informação é do G1 de Santa Catarina.

No boletim de ocorrência, o jovem de 21 anos afirmou que, entre socos e pontapés, ouviu do grupo de cinco homens que aquilo iria virar regra. Ele diz que, por conta da semana cheia, escolheu a Lagoa da Conceição para descansar pelo visual e energia proporcionados pelo lugar. “É muito triste pensar que viramos estatística”.

De acordo com o jovem, ele e o namorado estavam em frente a um supermercado. Lá, o casal iniciou uma conversaa com um grupo de pessoas. O jovem diz que embora tenha sido um “papo banal”, em pouco tempo começaram a levar socos. Quando ele viu, seu namorado de 27 anos já estava na chão, desmaiado. Ele acredita que o grupo não “gostou” do jeito do casal.

Ele se considera com trejeitos afeminados. “Não gostaram que estivéssemos namorando. Quando nós acusamos eles de homofobia, já agredidos, eles saíram correndo”, relatou.

O namorado de 27 anos está internado em observação no Hospital Celso Ramos. Ele quebrou o nariz e sofreu uma contusão na perna. O rapaz de 21 anos teve várias agressões no rosto e sofreu pancadas na cabeça.

Na 5ª Delegacia de Polícia da capital, eles relatam ter passado ainda por mais situações de preconceito. O jovem conta que primeiro se negaram a atendê-los. Depois, o policial os chamou para prestar depoimento, ao passo que aumentava o tom de voz. Ele ainda teria sugerido que o rapaz parasse de se vitimizar.

No boletim de ocorrência, embora os dois tenham relatado terem sido vítimas de homofobia, consta apenas lesão corporal contra homem.

O delegado responsável na 5ª Delegacia de Polícia, Alfredo Ballstaedt, afirma que não tem conhecimento do casal ter sofrido preconceito na delegacia, no entanto, diz que está à disposição na delegacia para esclarecimentos e que a prática não é admitida na unidade, independentemente de sexo, cor, orientação religiosa, política ou sexual.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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