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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Casamento gay supera penúltimo obstáculo para ser legalizado na Austrália.




O Senado australiano aprovou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei que abre caminho para a legalização o casamento  gay no país. Mas, para entrar em vigor, a lei ainda deve ser votada pela Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado duas semanas depois de uma consulta à população australiana, na qual 61,6% dos eleitores votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. As informações são do "Daily Mail".

Com 43 votos a favor, 12 contra e várias abstenções e ausências, o projeto de lei da legazaliçação do casamento gay apresentado pelo senador liberal Dean Smith foi aprovado na casa. Smith agradeceu todos os lados da política pelo que ele chamou de um debate "respeitoso". "Este debate foi bom para a alma do país. Foi bom para a alma desta câmara, e será bom para as almas das crianças LGBTI em todo o nosso grande país", disse o senador.

O próximo passo é discutir o projeto na Câmara dos Deputados, que deve ratificar a lei antes do Natal.

A legisladora trabalhista Penny Wong, que defende os direitos da comunidade LGBT, comemorou a aprovação. “Somos parte de um ato de aceitação, um ato de inclusão, um ato de respeito, um ato de celebração, um dia em que este Senado declara nossa aceitação de nossos irmãos LGBTIQ (lésbicas, gays, bi, trans, intersexos, queer) e nossas irmãs", afirmou Wong.

Consulta popular.

O governo australiano consultou a população para saber se eles eram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e o resultado da votação foi revelado no dia 14 de novembro. Milhares de pessoas estavam reunidas em Sidney quando foi revelado que 61,6% dos eleitores consultados aprovaram a igualdade de matrimônio e que 38,4% votaram contra à medida.

A votação deu abertura para o projeto de lei apresentado pelo senador Dean Smith, Se a legislação for aprovada no Parlamento, a Austrália se tornará a 26ª nação a formalizar o casamento gay.

Primeiro-ministro do Canadá apresenta pedido de desculpas pela repressão histórica contra os LGBTI.




O primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, apresentou ontem um pedido de desculpas a toda a comunidade LGBTI do país que foi prejudicada em virtude de LGBTfobia. A retratação faz parte de uma agenda do governo com o intuito de reparar injustiças históricas uma vez que desde 1950 o governo permitia que pessoas fossem demitidas em virtude de sua sexualidade. Trudeau apresentou ainda um projeto de lei que permite compensações financeiras para aqueles que foram demitidos do serviço público ou militar por serem LGBT. 

No ano de 1950, milhares de funcionários do exército foram dispensados pois as autoridades acreditavam que gays e lésbicas eram mais suscetíveis às ameaças e chantagens de países inimigos. Durante a Guerra Fria, os LGBT eram comumente acusados de simpatizarem com comunistas, o que serviu de argumento para a segregação por parte do governo. 

Outra atrocidade do estado foram os “testes de homossexualidade”. Pessoas consideradas homossexuais eram submetidos a testes em laboratórios, também chamados de “máquina de frutas”, desenvolvidos por um professor da Universidade Carleton na cidade de Ottawa. Os testes consideravam respostas biológicas através de reações dos pulsos, pele, respiração e pupila quando o indivíduo era exposto a fotos que despertariam o “desejo gay”. 

Além de se desculpar com os demitidos em virtude de sexualidade, o governo também deverá se retratar com as pessoas condenadas criminalmente por atos homossexuais. Até 1969 o Canadá considerava crime ser homossexual e aqueles que foram condenados possuem essa informação em sua ficha de antecedentes até hoje, então, o governo pretende anular todos esses registros até o final de 2017. 

Militares expulsos das Forças Armadas também pleitearão seus direitos. Para Randy Boissonnault, membro do Partido Liberal do Canadá, apenas um pedido de desculpas não é suficiente. Boissonnault acredita que o governo deveria conceder pensão a esses militares tal como lhes seria de direito caso deixassem o exército com menções honrosas, como é comum. O valor destinado às reparações financeiras das pessoas LGBTI corresponde aproximadamente a 145 milhões de dólares. 

Tribunal egípcio condena 14 pessoas por homossexualidade.




Um tribunal do Cairo condenou neste domingo (26) catorze homens supostamente homossexuais a três anos de prisão por prática de relações sexuais “anormais”, informou à AFP um dos advogados de defesa.

A corte autorizou a libertação dos acusados mediante o pagamento de uma fiança no valor de 5.000 libras egípcias (cerca de R$ 890) para responder ao processo em apelação, informou o advogado, Ishaq Wadie. Outros três acusados não foram julgados por razões processuais. Seu processo foi adiado para uma data não determinada.

As forças de segurança realizaram em outubro diversas detenções na capital egípcia. O Ministério Público acusou as pessoas de praticar relações sexuais “anormais” e de incitar a libertinagem. As forças de segurança escoltaram os acusados “sob alta vigilância” até o local onde ouviram o julgamento, indicaram fontes judiciárias e de segurança. Uma fonte de segurança declarou que eles serão libertados algumas horas após o pagamento da fiança.

A lei egípcia não proíbe a homossexualidade em si, mas os tribunais utilizam as incriminações de “libidinagem” ou “prostituição” para condenar as relações entre pessoas do mesmo sexo. No começo do mês, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional condenou uma proposta de lei que criminaliza a homossexualidade como sendo “profundamente discriminatória”, qualificando-o de “revés para os direitos do homem”.

Hospital é condenado a pagar indenização de R$ 30 mil por negar atendimento a travesti.




O Hospital de Caridade de Canela, na serra gaúcha, foi condenado a pagar uma indenização por dano moral no valor de R$ 30 mil a uma travesti que teve atendimento negado no serviço de emergência e foi expulsa do local por estar vestindo “roupas inadequadas”. A decisão, do 26 de outubro, é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS (TJRS), que reconheceu agressão à dignidade da paciente.

O hospital já tinha sido condenado em 1º grau pela juíza de direito Fabiana Pagel da Silva e recorreu da decisão. Nos autos do processo, a travesti detalhou que passou mal e procurou a emergência do hospital, junto de seu companheiro. No momento da triagem, a enfermeira teria se escandalizado com as roupas femininas que vestiam o corpo de homem da paciente, negando o atendimento e ameaçando chamar os seguranças.

Mesmo depois de se trocar, colocando roupas masculinas, e retornar à emergência, a travesti ouviu que a ficha dela e do parceiro estavam canceladas, por não serem “pessoas de bem”. Após o incidente, a travesti levou o caso à Justiça. Ao analisar o recurso, o relator do processo, desembargador Túlio Martins, afirmou que “resta nítida a ofensa discriminatória suportada pelo autor ao lhe ser negado atendimento médico por conta da sua condição de gênero”.

Ao apontar a gravidade do episódio, Martins registrou que, embora sejam sentidos avanços sociais e culturais acerca da diversidade sexual, a comunidade LGBT segue sendo alvo de “estigmatização” e menosprezo por parte de setores da sociedade. “Identidade de gênero não se trata de opção, assim como é o credo ou corrente filosófica, senão decorrência da própria condição inata do indivíduo”, ressaltou.

“O direito à saúde não permite a um estabelecimento hospitalar recusar atendimento a enfermo sob nenhuma justificativa, seja qual for a aparência, biotipo, condição sexual, credo, cor, raça, etnia ou qualquer outro segmento, identificador de um grupo social ou característica individual”.

Mineiros do Bharbixas faturaram primeira edição do Champions Ligay.




Aconteceu neste sábado (25/11), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a estreia da Champions Ligay, o primeiro campeonato brasileiro de futebol gay. Os mineiros dos Bharbixas foi o time vencedor da primeira edição do campeonato. O time faturou o torneio após derrotar o BeesCats nos pênaltis.

O campeonato que ainda contava com as equipes Alligaytors (RJ), Unicorns e Futeboys (SP), Magia (RS), Bravus (DF) e Sereyos (SC). Para o capitão da equipe campeã, Gustavo Mendes, a vitória na Champions Ligay teve um sabor especial por pregar o respeito e inspirar outros homossexuais aceitarem a própria orientação sexual.

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“Joguei bola a vida toda, mas nenhum campeonato foi como esse. Tem um peso diferente. É porque isso muda muitas vidas, dá força para as pessoas serem quem elas querem e quem elas são”, disse Gustavo em entrevista ao Globo Esporte. “Infelizmente vivemos em um país que ainda tem muito preconceito enraizado”.

A próxima Champions Ligay está prevista para abril de 2018, em Porto Alegre. Ao todo, 16 times devem participar da segunda edição do campeonato.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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